Cenas que se repetem
O Blog aqui previu a repetição de cenas de violência do tipo da que ocorreu em Benedito Leite -MA, onde urnas eleitorais foram incendiadas, o que obrigou o TER a fazer outra eleição. Desta vez as causas foram variadas e o número de municípios também.
Uma dezena de municípios teve problemas nas posses de seus prefeitos, porque uma parte (os que não se reelegeram) resolveu atrasar vencimentos, além de não pagar o 13º salário, com o fim deliberado de sacrificar a gestão do sucessor.
Na véspera do ano novo, o deputado federal piauiense, Júlio César (DEM), prestou contas de suas ações na Câmara Federal, dando ênfase para os repasses do FPM. Com as vantagens que os municípios conquistaram, Júlio César disse que não se justificaria qualquer atraso de pagamento nos municípios.
Parece que o povo está começando a entender que o troco não pode ser dado apenas com o voto contrário, pois o espaço é muito grande (quatro anos). Resta saber se a Justiça Eleitoral vai entender esse espírito de revolta do eleitor.
Escrito por Cazé às 12h06
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"Motolância"
Adaptar o benefício ao tamanho da miséria. Esta tem sido a prática da esquerda no Brasil, desde Fernando Henrique Cardoso. Foi no governo FHC que surgiu o vale-gás. Depois inventaram o botijão de oito quilos. Melhorar a renda do pobre, nem pensar. O presidente Lula criou o Bolsa Família, mas os cadastrados ficaram viciados. Recusam trabalho para não perder o benefício.
Mas os paliativos não param por aí. Surge agora a idéia da ambulância em duas rodas. O deputado João de Deus (PT) com toda a sua boa vontade vai à TV para explicar mais essa "genialidade" do governo federal. Vem aí a "motolância". Será utilizada em casos simples, para levar o paciente de sua casa até a ambulância, quando a área for de difícil acesso. Não seria o caso de um helicóptero?
Na teoria parece uma coisa fantástica. O condutor da "motolância" terá que ser, necessariamente, um enfermeiro. Suponha-se que o paciente seja uma pessoa que não tem o hábito de andar em garupa de motocicleta. E se estiver chovendo na hora do socorro? Indagações como esta deverão surgir, diariamente.
O mais curioso na informação prestada pelo deputado João de Deus é que o Estado do Piauí foi escolhido para testar o projeto, que estaria dando certo em outros países. Sendo assim, não haveria necessidade de se fazer um teste aqui. O país é o mesmo e a moto é sempre de duas rodas. Andar em garupa de moto, em qualquer parte do planeta é sempre temerário, ainda mais se tratando de pessoa doente.
A justificativa de que a moto consegue entrar em locais onde não passa carro é fajuta. O condutor da "motolância" certamente será treinado, mas o paciente não. O fato de ser enfermeiro não dá ao condutor da moto a certeza de que cuidará bem do seu passageiro. Seria tocar sino e acompanhar procissão, a um só tempo.
Escrito por Cazé às 19h57
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