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Blog do Cazé - E-mail: czerosa@yahoo.com.br
 


Sequestro

 

Noticia o jornalista Efrém Ribeiro, para espanto de todos: um seqüestro no Teresina Shopping. Um homem armado rendeu uma administradora hospitalar, levando-a, no seu próprio carro, para local ermo da zona rural (Cacimba Velha). Deixada em um matagal (felizmente viva), a dona do carro perdeu R$ 400 reais, uma bolsa com documentos, máquina fotográfica, três celulares e as compras que havia feito.

 

Uma indagação é feita por todos em Teresina: existe algum local que se possa freqüentar com segurança? A pessoa que seqüestra cliente de um shopping e sai tranquilamente dirigindo o carro da vítima deve ter experiência de outras praças. A sociedade que se renda.



Escrito por Cazé às 20h35
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Sucessão no Senado

Boa parte dos democratas teresinenses não gostou do apoio do PSDB à candidatura Tião Viana (PT) para a presidência do Senado. Alguns entendem que “Demos” e Tucanos deviam estar sempre de um mesmo lado.

Em Teresina o Democratas apoiou a reeleição do prefeito Sílvio Mendes e até torce para que ele resolva ser candidato a governador. Por outro lado, a chapa encabeçada pelo senador José Sarney (PMDB) contempla mais os democratas, inclusive do Piauí.



Escrito por Cazé às 20h10
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Pediu não pediu

 

A grande mídia tem o poder de esticar e encolher determinados fatos. No caso Robert Rios/Judiciário/Mutirão ficou confusa uma notícia de que o governador Wellington Dias teria pedido desculpas ao presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Gilmar Mendes, pelas criticas de Robert Rios, e que o fato não se repetiria.

 

Até aí, tudo bem: o governador desautoriza o secretário e a vida continua. Acontece que saiu depois nos portais uma informação de que o governador negara o pedido de desculpas. Uma terceira informação despreza o episódio do “pediu não pediu”, abrindo uma nova discussão: o Mutirão vai continuar, mas com o julgamento dos processos, e não com a soltura dos presos. Pergunta-se: e a nota sobre o pedido de desculpas, atribuída ao CNJ, teria sido invernção de alguém? 



Escrito por Cazé às 20h54
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Bolsa Família

 

O presidente Lula ignorou a crise financeira internacional, ampliando o limite de idade para o Bolsa Família. Fez isso um dia após ter cortado o orçamento. O assunto foi manchete do jornal O Globo. A Folha de São Paulo deu igual destaque, acrescentando que ele passa também a dar merenda aos jovens.

 

O clientelismo está para o gestor público como está a concubina para o adúltero. Pode faltar dinheiro pra tudo neste país, mas sobrará sempre uma pontinha para a imensa massa de manobra eleitoreira do governo. O adúltero consegue a coisa mais difícil do mundo, administrar duas famílias.

 

O Bolsa Família nasceu como um “passaporte” da miséria para a pobreza e está se eternizando como esmola contínua. Quem entra nele não tem mais vontade de sair. O jornalista Pires Sabóia faz uma comparação interessante, entre o Bolsa Família e a mulher que recebe pensão alimentícia, e explica:

 

“Assim como a mulher evita um novo casamento, para não perder a pensão, o beneficiário do Bolsa Família evita emprego, para não perder a ajuda do governo”.

 

O Blog aqui faz uma sugestão aos institutos de pesquisa: perguntem aos jovens, somente a eles, se preferem ganhar um salário mínimo por mês, trabalhando, ou R$ 100 reais sem fazer nada!

 



Escrito por Cazé às 20h28
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Sonetos picantes

 

Nascido em Coroatá – MA e residindo em Teresina há quase 50 anos, o poeta popular José Ribamar Pinho (Barripi) acaba de lançar mais uma de suas criações. “Sonetos Picantes” é o título, com prefácio do professor Cinéas Santos.

 

São 27 sonetos, todos retratando episódios folclóricos sobre sexo, numa narrativa que põe por terra muita coisa explícita de mau gosto dos dias atuais. Barripi é cordelista de mão cheia, mas resolveu atacar de soneto, um gênero que ele domina muito bem.

 

O Blog destaca “Javiu”, uma poesia “nunca vista” pela grande maioria dos acadêmicos formais. É gratificante ler o Barripi, pois ele tira qualquer pessoa da monotonia.

 

JÁVIU?

 

Da beira de uma corrente

Javiu, um cão da pesada

De sua dona estimada

Carrega a roupa no dente.

 

Ela deixando a vertente

Completamente pelada

Põe uma caixa furada

Para cobrir sua frente.

 

Javiu? Javiu? Ela grita

Mas para sua desdita

Surge um jovem português.

 

Respondendo: criatura

Eu já vi, mas com moldura

Foi esta a primeira vez.



Escrito por Cazé às 20h26
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Hora de saltar do barco

 

O secretário de segurança do Piauí, deputado Robert Rios (PC do B), está diante de oportunidade impar para deixar o cargo e exercer o seu mandato. Se o fizer, neste exato momento, terá a solidariedade da população da capital, com irradiação para todo o Estado.

 

De todas as “brigas” que o secretário comprou, esta contra a soltura de bandidos, pelo “mutirão” da Justiça, foi a mais racional. O governador Wellington Dias, com o pedido de desculpas que fizera ao Ministro Gilmar Mendes, presidente do Conselho Nacional de Justiça, deu uma “laçada” na língua do secretário.

 

Garante o governador, conforme nota divulgada pelo CNJ, que as críticas do secretário Robert Rios não se repetirão. O que não devia se repetir era a soltura de outros presos, mas isso já foi anunciado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, que disse, categórico: o mutirão vai continuar.

 

A sociedade piauiense compreenderá a indignação do secretário Robert Rios. E o governador Wellington Dias, que se apressou em pedir desculpas ao presidente do CNJ, não esboçou qualquer reação às críticas do representante da Associação dos Magistrados Piauienses, feitas em programa de TV, ao vivo, de que o Executivo Estadual gasta muito com propaganda e que os presídios não ressocializam os presos.

 

O secretário Robert Rios não respondeu à soltura dos presos apenas com palavras. Numa ação enérgica e corajosa, ele prendeu o assaltante beneficiado pelo “mutirão” da Justiça que matou, durante um assalto, o cliente de uma padaria. O Blog aqui acompanha a certa distância, as discussões mais importantes da grande mídia. Essa do “mutirão” precisa ser aprofundada, com todo o respeito que merece a Justiça.

 

A indignação às vezes leva o cidadão comum ou mesmo determinadas autoridades à exacerbação, mas é preciso que a discordância também seja vista com bons olhos, desde que não ofenda a dignidade dos julgadores. A semana teve início com esse caso lastimável do assassinato na padaria, e tudo o que perguntou foi “de quem é a culpa”.

 

Dessa indagação surgiu também um gesto de indignação do jornalista Carlos Augusto de Araújo Lima, que disse, ironicamente, em seu “contra ponto” na TV Meio Norte: “a culpa é da pessoa assaltada, que resolveu sair de casa”.



Escrito por Cazé às 21h04
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Perseguição ou abuso de autoridade?

 

O abuso de autoridade é inaceitável, ainda mais quando a autoridade está sob investigação de seus superiores. No município de Benedito Leite – MA, o Juiz Marcelo Testa Baldochi intimou a ex-vereadora Maria Félix Pereira, para prestar depoimento sobre uma questão eleitoral na qual ele está impedido legalmente, por ter a intimada prestado depoimento contra a sua pessoa em um inquérito administrativo.

 

Marcelo Testa Baldochi é investigado por determinação do Conselho Nacional de Justiça, acusado de ter contribuído para os tumultos que resultaram na anulação do pleito ordinário de outubro do ano passado (uma nova eleição foi realizada), depois de terem sido incendiadas todas as urnas da eleição normal.

 

Antes de ter determinado a investigação sobre Marcelo Testa Baldochi o Conselho Nacional de Justiça já o havia afastado da condução do processo eleitoral em Benedito Leite. Ele não presidiu o pleito extraordinário e continua afastado. Mais que isso: o Conselho negou os recursos de defesa do Juiz e, mesmo assim, ele se julgou habilitado para atuar em processo eleitoral. Na intimação à ex-vereadora ele afirma que a vítima é a Justiça Eleitoral.

 

Ainda em sua  intimação, o Juiz invoca a Lei de Pequenas Causas, o que não se aplica às questões eleitorais. Por tudo isso, a defesa de Maria Félix impetrou habeas-corpus junto ao TJ em São Luís, para que a intimação seja anulada. Uma representação contra o Juiz será feita perante o próprio Conselho Nacional de Justiça. O depoimento de Maria Félix no processo administrativo sobre Marcelo Testa Baldochi é contundente. Ela o acusado de ter praticado perseguição contra a sua pessoa, em mais de uma ocasião.

 

A ex-vereadora Maria Félix foi a segunda mais votada no pleito extraordinário em Benedito Leite, mas não chegou a ser diplomada, exatamente por ser ré em processo eleitoral instaurado para apurar os tumultos da eleição ordinária que acabou sendo anulada. Os seus advogados lutam para reverter a situação.

 

Maria Félix é uma senhora humilde, evangélica e dona de uma grande liderança em Benedito Leite. No dia da eleição extraordinária, sob um aparato de mais de 100 soldados do Exército e igual número da Polícias Militar, ela se absteve de comparecer às sessões eleitorais, para evitar especulações, mas quando a votação foi encerrada ela saiu pelas ruas, de cabeça erguida, sempre cercada de populares.

 

A sua intimação foi para o dia 29, no município de São Domingos do Azeitão, a uma distância de 75 quilômetros de Benedito Leite. A sede da Comarca é Pastos Bons, que fica a igual distância de São Domingos. Toda a questão envolvendo Maria Félix e o Juiz Marcelo Testa Baldochi começou com uma intimação à ex-vereadora e mais dois colegas seus, para um teste de alfabetização. Os três não compareceram e por isso tiveram seus títulos cancelados.

 

Para a eleição extraordinária os títulos foram revalidados por decisão da Justiça Eleitoral, mas apenas Maria Félix foi eleita. É possível que ela esteja pagando por ter lutado pelos seus direitos, numa terra onde ainda prevalecem a força do poder econômico e o abuso de autoridade.

 

 



Escrito por Cazé às 11h41
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 Violência em debate

Violência: muitas vítimas, muitos culpados e nenhuma solução. Durante uma hora de debate, ao vivo, na TV, se ouviu de tudo, desde críticas ao Executivo, pelos elevados gastos com propaganda, à facilidade com que a Justiça coloca em liberdade bandidos reincidentes  e que na primeira oportunidade voltam a delinqüir.

O secretário de Segurança, Ronert Rios, como sempre se destaca na discussão, com sua agilidade de raciocínio e persistência  nas suas caríticas ao Judiciário. O represente dos magistrados aceitou apenas uma parte da culpa.  Criticou a legislação e  reclamou  mais recursos  para a Justiça.

Para o represente do Ministério Públicoo o número de processos encalhados é assustador. Ele  deixou a entender que os mutirões deviam ser para  diminuir o acúmulo de processos. Citou uma série de empecílios para que o Judiciário  possa julgar os processos  dentro do prazo estabelecido por lei.

O debate terminou com uma conclusão lógica: é possível que a sociedade não esteja produzindo novos bandidos na proporção dos casos de assaltos, seqüestros e latrocínios ocorridos nos últimos meses.  O aleerta do secretário de Segurançafaz sentido, quanto aos mais de 300 bandidos que a Justiça colocou em liberdade.

Resta saber se esses bandidos, uma vez entregues novamente à Justiça, vão passar muito tempo presos.Se não passarem, a sociedade acabará de vez não confiando na Justiça, o que será lastimável em um país que passou mais de 20 anos lutando pelo Estado de Direito.

 



Escrito por Cazé às 21h16
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Maternidade                               

 

Na busca desenfreada

Do homem pelo conforto

O errado se diz certo

O certo parece torto

O dom da maternidade

Morre junto com o aborto



Escrito por Cazé às 20h56
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Infanticídio

 

A cidade de Floriano, uma das mais importantes do Estado, sepultou uma vítima de infanticídio sem que fosse feita perícia no cadáver. Trata-se de uma deficiência grave do Governo Estadual.

 

O impacto causado pelo infanticídio, com imagens fortes na mídia eletrônica, deixou essa falha da administração pública apenas nas entrelinhas.

 

Floriano é uma cidade com muitos bajuladores do Governo, mas que não está sabendo reivindicar sequer os serviços básicos do Estado.



Escrito por Cazé às 20h55
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Contravenções consentidas

 

Três contravenções penais são praticadas no mercado do Parque Piauí, todos os domingos. Duas são bastante antigas, o jogo de azar e a comercialização de animais silvestres. A terceira é mais recente: a venda de CDs e DVDs pirateados. Esta última se desenvolve até mesmo em espaços cobertos do próprio mercado, como se a mercadoria fosse legal.

 

O jogo de azar chega a reunir torcidas, dependendo da modalidade. No último Domingo os apostadores teriam que derrubar cinco copos de metal na entrada de uma pequena zaga e colocar a bola na rede. As chances do apostador eram quase zero. O dono da invenção colecionava as cédulas entre os dedos, como fazem os trocadores de vans.

 

Os vendedores dos produtos pirateados fazem questão de espalhar várias cópias de capas vazias, às vezes até decorando o ambiente. Em alguns casos é estendido um pano no chão ou posicionado um automóvel servindo de mural.

 

Os animais comercializados são pássaros de espécies comuns, como galos de campina ou curiós. Raramente sabiás. Causa tristeza ver pássaros tão pequenos saltitando dentro de gaiolas. Os mais ariscos apresentam ferimentos profundos no pé do bico.

 

Em relação aos pássaros e aos produtos pirateados, vez por outra são veiculadas matérias na televisão, que servem mais para evidenciar o IBAMA e a Polícia, nada que sinalize para a extinção do problema. São exibidas imagens dos animais e produtos apreendidos, mas nada comprova que os infratores são presos.

 

 



Escrito por Cazé às 20h47
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