O retrato da insensatez O piauiense terá um fim de semana de más notícias. Não são as noticias locais, que diariamente são renovadas, mas sim o acumulado da semana nos veículos nacionais. A revista Época trás em seu destaque a repetição da insensatez demonstrada pelas autoridades de Brasília que vieram ver de perto os alagamentos, à frente o presidente Lula. Época transcreve um trecho da fala presidencial em Teresina:
“Acostumado a apanhar, desta vez o governo resolveu reagir. Em vez de passar a mão sobre a cabeça dos prefeitos, o presidente Lula partiu para o ataque. ? Vocês estão lembrados da última enchente que deu no Rio São Francisco? Já faz uns cinco anos e até hoje tem cidades que não conseguiram dinheiro. Por que não conseguiram? Porque, na hora em que o ministro libera parte do dinheiro, a segunda parte só pode ser liberada com a prestação de contas da primeira. Se não prestou contas, não tem como liberar?, disse durante uma reunião com prefeitos de cidades atingidas do Piauí e com o governador Wellington Dias, do PT”. Ao analisar a questão dos dados enviados para o Ministério da Integração Nacional, pelos municípios, a reportagem de Época cita o caso de uma prefeitura que colocou apenas pontos de interrogação nos campos destinados aos números. Não foi no Piauí. Diz textualmente a revista:
“O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, tem uma explicação para esse tipo de problema: ?Estados e municípios têm falta de estrutura. Eles não conseguem preparar a documentação necessária, falta pessoal técnico?”. No primeiro tópico, verifica-se que o presidente da República economiza exemplos. Criticou a não prestação de contas por parte dos municípios, em contradição com o seu discurso em que se queixa o excesso de fiscalização. Comparada com as irregularidades do Bolsa Família, tudo o que se imaginar de ruim em relação à emergência deve ser melhor. Auditoria do TCU deixa o Bolsa Família mais nu do que qualquer flagelado. Quando o ministro Gedel Vieira reconhece que os estados e municípios não possuem quadros técnicos para elaborar relatórios e projetos, tem-se a impressão de que ele se dispõe a colaborar nesse sentido. Mas é do ministro que partem as maiores exigências. Não há nada mais injusto do que penalizar a ignorância, mas é isso o que a burocracia do Ministério da Integração está fazendo. Ainda ecoa na grande mídia nacional o escândalo dos repasses de recursos públicos para o MST, um movimento que, segundo o Supremo Tribunal Federal, não possui sequer CNPJ. A saída utilizada pelo Governo tem sido a utilização de Ongs intermediárias. Para apurar essa irregularidade existe uma CPI de autoria do senador Heráclito Fortes - PI, mas que vem sofrendo todo tipo de má vontade da base aliada do Governo no Congresso. A constatação da má vontade do Ministério da Integração Nacional para com os alagados foi feita e denunciada no Estado do Piauí. É preciso não perder de vista que essa gente que governa o País já transportou dinheiro até em cueca. Sempre que quis, o governo do presidente Lula encontrou um “jeitinho brasileiro”. Acha de ser rigoroso com os flagelados das enchentes do Piauí, acusando-os de reincidentes na ocupação errada de áreas de risco. Mas nunca repreendeu as ocupações erradas (leia-se criminosas) do MST, que é expulso pela polícia e volta uma semana depois.
Escrito por Cazé às 19h24
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Silvio e Wellington precisam inibir radicais Quando um não quer dois não brigam. Este adágio popular é sábio e pode simbolizar o momento político vivido pelo prefeito de Teresina, Silvio Mendes, e pelo governador do Piauí, Wellington Dias. Silvio estendeu a mão ao entendimento, após assumir a responsabilidade pela politização do debate sobre o flagelo das enchentes, durante visita do presidente Lula à capital. Em que pese o comportamento do PT, que vez por outra tenta levar o governador Wellington Dias para o confronto com a oposição, isso não deverá acontecer. Não faria sentido dois “flagelados” carregarem caprichos no meio de uma correnteza, ainda mais com um bueiro aguardando-os, logo adiante, a eleição de 2010. Unidos em parceria administrativa que de certa forma vem dando certo, Silvio Mendes e Wellington Dias têm ainda mais razões para manter o entendimento. No rastro de uma crise financeira que engole recursos públicos, a tragédia que se abateu sobre vários municípios piauienses só será minimizada se houve união e renúncia entre os dois governantes. Mas a continuidade da parceria Governo do Estado/Prefeitura de Teresina exige dos dois gestores recomendação expressa aos partidos que dão sustentação aos seus governos. Na Assembléia Legislativa e na Câmara Municipal existem focos de antagonismo nas duas bases políticas. Resta saber quem mais tem autoridade perante os correligionários, se o governador ou se o prefeito. Estranhamente, o que desejam os partidários de Wellington Dias é diferente do que desejam os partidários de Silvio Mendes. O PT quer que o governador permaneça no cargo até o término do seu mandato, enquanto os tucanos trabalham para que o prefeito seja candidato a governador. As razões de petistas e tucanos são iguais, apesar da diferença entre os caminhos. O PT acredita que somente ficando no comando do Estado o governador Wellington Dias fará o seu sucessor. Quer que seja um patista. Insiste nesse sonho, mesmo sem saber ainda o que fazer com o atual vice-governador, Wilson Martins, que por sua vez ainda não deu sinais de que poderia abrir mão da cadeira e da candidatura natural à sucessão de Wellington Dias. O PSDB, por sua vez, acredita que Silvio Mendes daria maior visibilidade ao partido, tornando possível o aumento no número de deputados. Como em política as ambições não têm limite, só resta à população esperar que as águas baixem um pouco mais, para que as duas maiores lideranças políticas do Estado, Wellington Dias e Silvio Mendes, possam fumar o cachimbo da paz, espantando assim os “mosquitos” que restarem dos alagamentos.
Escrito por Cazé às 20h00
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A fiscalização que irrita o presidente O presidente Lulas tem se queixado do excesso de fiscalização, chegando a mencionar o TCU e o Ministério Público. Alega que o governo não consegue trabalhar com tanta fiscalização. Em sua visita a Teresina, para sobrevoar as áreas alagadas, o queixume se repetiu, já aí como desculpa para não liberar, de imediato, o socorro que os flagelados tanto necessitam. Enquanto o presidente choraminga e a mídia se ocupa na divulgação da polêmica visita presidencial, notícia de abrangência nacional, publicada no Blog do Josias de Souza (folhaonline) passa despercebida pelos portais locais. Diz respeito à “menina dos olhos” de Lula, o Bolsa Família, esse “monstrengo” social cujo gestor não descobre as falcatruas e nem reage responde às denúncias. Segue abaixo o texto escrito por Josias de Souza, que adotou como fonte o próprio Tribunal de Contas da União e que deixa em dificuldade o presidente que se queixa do excesso de fiscalização: “Auditoria feita pelo TCU deu ao Bolsa Família uma aparência de queijo suíço. Quem lê é assaltado pela sensação de que sumiu o queijo. Sobraram os buracos. Vão abaixo exemplos mencionados em texto da repórter Marta Salomon:
1. Entre os beneficiários do maior programa social do governo há pelo menos 106 mil famílias donas de veículos avaliados em mais de R$ 4.000; 2. Entre os veículos, há 713 cujo valor passa da casa dos R$ 100 mil; 3. Bafejada com um repasse mensal de R$ 94, uma família de Sergipe é proprietária de sete caminhões. A frota é avaliada em R$ 756.467; 4. Outra família, de São Paulo, recebe a prebenda oficial a despeito de ter entre seus membros o feliz proprietário de uma moto importada, modelo 2007; 5. Estão pendurados no cadastro do Bolsa Família 20.601 políticos. São eleitos e suplentes das eleições de 2004 e 2006. Em fevereiro de 2008, tungaram R$ 1,6 milhão. 6. O TCU farejou o pagamento de benefícios a 1,1 milhão de famílias com indícios de renda acima do limite do programa. Beliscaram R$ 65 milhões em fevereiro de 2008; 7. O cadastro de onde o ministério do Desenvolvimento Social retira os nomes dos beneficiários do Bolsa Família está envenenado pela presença de 300 mil brasileiros mortos; Verificou-se que, em fevereiro do ano passado, 3.791 benefícios foram às mãos de famílias cujo recebedor já havia descido à cova.
O carro-chefe da política social do governo chega à casa de mais de 11 milhões de famílias. Em 2009, vai distribuir R$ 11,4 bilhões. Pelas contas do TCU, restaurando-se o queijo e tapando-se os buracos, o governo economizaria algo como R$ 318 milhões a cada ano. O trabalho do tribunal conduz a duas reflexões: a) os governos ou são ruins ou são muito piores; b) a busca de civilização é um empreendimento fracassado no Brasil”.
Escrito por Cazé às 20h31
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Elefante
Metrô:obra estadual que o governo evita debater O deputado Fábio Novo (PT) disse em discurso na Assembléia, na manhã desta quarta-feira (07), que o Governo do Estado ajudou a construir a ponte do Sesquicentenário, obra municipal, com a preocupação de que a mesma viesse a se transformar em um elefante branco. O Blog aqui sugere que o Governo tenha a mesma preocupação com a obra de prolongamento do Metrô, na Avenida maranhão. Estaria o Governo com a síndrome do currupião, aquele pássaro que procria no ninho dos outros? O deputado Tererê (PSDB) prometeu levantar outros “elefantes brancos” na administração estadual.
Escrito por Cazé às 14h39
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Defesa Civil Os números disponibilizados pelo Governo do Estado, no seu site oficial, sobre o atendimento às vítimas das enchentes, mostram uma contradição em ter o discurso e a prática. O quadro demonstrativo dos materiais distribuídos se refere a famílias e não a pessoas. Assim, aparecem: famílias atendidas em Barras, 1241. Aí prossegue a mesma numeração para cestas, travesseiros e colchões. O número cai para 1117 quando se trata de lençóis. Volta para os 1441 quando se referem a fronhas e mosquiteiros. Bem mais baixo é o número de cobertores, 435. A Defesa Civil com esses números assim disponibilizados passa para a opinião pública a idéia de que uma família inteira (cinco pessoas em média) consegue dormir em um só colchão, colocar a cabeça em um só travesseiro e se embrulhar com um só lençol.
Escrito por Cazé às 14h34
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Comunicação
Unidade móvel da TV Clube sendo resgatada na cheia do Poti Registre-se, por dever de justiça, o esforço da mídia em Teresina, para divulgar com precisão os acontecimentos relacionados com a calamidade que se abateu sobre grande parte do Estado. O trabalho do rádio, das TVs, dos jornais e dos portais eletrônicos tem sido de grande importância, não apenas no aspecto informativo, mas, também, na coleta de donativos. Tanto a parte local quanto as inserções no noticiário nacional têm merecido a atenção da sociedade. Até mesmo a parte mais acomodada da mídia, os analistas, tem procurado emitir suas opiniões exibindo imagens. O “falar por falar” não está tendo vez. Cresceu muito o nível de responsabilidade profissional na comunicação piauiense.
Escrito por Cazé às 10h15
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Teria sido um sósia? O Chefe de Estado que veio a Teresina para sobrevoar as áreas alagadas pode não ter sido o presidente Lula, e sim um sósia do Casseta e Planeta. A afirmativa é do filósofo de botequim Adroaldino, que desenvolve o seu raciocínio da seguinte forma: “o cara que foi estrela máxima na última reunião da Cúpula das Américas, onde recebeu elogios do presidente Obama e que saiu de lá anunciando socorro ao FMI não teria chegado ao Piauí chorando miséria”. Adroaldino relaciona, em seu raciocínio, uma dezena de gestos de generosidade do presidente Lula, a começar pelo perdão a débitos fiscais de sonegadores, isenção do IPI para os setores automobilístico, da construção civil e, por último, dos eletrodomésticos. Sustenta o filósofo que sua desconfiança de que o visitante não era o presidente Lula começou na hora em que ele iniciou o seu discurso, citando as autoridades sem mencionar os nomes. “Lula conhece essas autoridades até pelos seus apelidos” - ressalta Adroaldino. O filósofo disse ainda que o presidente Lula não teria passado reprimendas em prefeitos e no próprio governador do Estado, quanto à elaboração de projetos e a prestação de contas, pois esses cuidados não foram observados nos gastos com os cartões corporativos e no repasse de recursos públicos para o MST, objeto de investigação na CPI das Ongs. Quanto às críticas feitas aos flagelados, de que eles seriam reincidentes na construção de casas em áreas de risco, Adroaldino afirma que Lula jamais faria esse tipo de colocação. Seria o mesmo que condenar as invasões praticadas pelo MST. Finalmente a parte mais original do raciocínio de Adroaldino: “O presidente Lula jamais teria sobrevoado áreas alagadas, numa manhã de muito frio, sem que antes tivesse tomado um aperitivo para fechar o corpo”, e o que se sabe é que o visitante não triscou em bebida.
Escrito por Cazé às 09h56
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Visita de Lula irrita parlamentares O debate sobre a visita do presidente Lula a Teresina, entre os deputados estaduais, na manhã desta quarta-feira (06) deixou a bancada do PT sozinha. Uma parte da base aliada se calou e outra fez coro com a oposição. O presidente foi considerado infeliz no seu tratamento aos prefeitos e ao próprio governador, quando condicionou a liberação dos recursos para os flagelados à apresentação de projetos bem elaborados. A deputada Flora Izabel (PT) foi à tribuna, inicialmente, para enaltecer a popularidade do presidente, mas não foi seguida no seu raciocínio. O deputado Paulo Martins, também do PT, chegou a criticar matéria nacional do portal acessepiaui.com.br fazendo alusão ao tema, em desfavor dos prefeitos. A matéria diz que Lula frustrou os piauienses por não ter trazido uma mala cheia de dinheiro, chamando os gestores públicos piauienses de incompetentes. Os ataques mais fortes às posições do presidente Lula e do ministro Gedel Vieira, da Integração Nacional, foram desferidos pelo deputado Roncalli Paulo (PSDB), que lamentou o ocorrido. Para ele, Gedel Vieira é inimigo declarado do Piauí. Defendeu que a Casa aprovasse uma segunda moção de repúdio ao ministro. Roncalli afirmou que as cestas destinadas aos flagelados do Piauí são aquelas que não chegaram para a emergência anterior. O deputado João Madison (PMDB) disse que o presidente da República não tratou o Maranhão com as mesmas exigências, pois lá os recursos foram imediatamente liberados.Lembrou que Gedel Vieira chegou a colocar um piauiense para fora da Codevasf. Para o deputado Mauro Tapety (PMDB), o repúdio não deve ser apenas ao ministro, mas também ao tratamento dado pelo presidente Lula. Ele acha que os dois vieram ao Piauí com um discurso combinado. O deputado Xavier Neto (PR) foi o mais contundente, ao afirmar que a questão dos aplausos não deve ser levada em consideração, por achar que “cada palhaço tem sua platéia”. Ele criticou o ministro Gedel Vieira e a sua colega Dilma Rousseff, afirmando que esta última não gosta de nordestino, culpando-a pela não vinda do gasoduto para o Ceará e o Piauí, só por serem estados pobres. Xavier Neto lembrou que o presidente Lula editou medida provisória para liberar R$ 200 milhões para os alagados de Santa Catarina, só por se tratar de grande colégio eleitoral. Ainda sobre a ministra ele foi ao ataque pela segunda vez. Ocupou a tribuna para desfazer o que chamou de insinuação do petista Cícero Magalhães, de que ele seria mentiroso. Disse finamente o deputado Xavier, que Dilma Rousseff, em sua última visita ao Piauí, exigiu que o governador Wellington Dias servisse a ela comida feita no próprio Palácio, recusando assim a refeição servida aos demais membros da comitiva governamental. Xavier Neto chegou a afirmar que o piauiense que tiver vergonha não votará em Dilma para presidente. A politização do debate sobre as enchenes chegou a um ponto em que a bancada do PT criticou as ajudas oferecidas pelo governador José Serra e o prefeito Kassab a Teresina. A deputada Flora Izabel fez o questionamento.
Escrito por Cazé às 15h15
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Difusora perde transmissor A rádio Difusora AM de Teresina, a mais antiga da capital, perdeu o seu transformador na enchente que alagou o balneário Curva São Paulo. Tudo o que havia no sistema, situado a poucos metros do balneário, ficou submerso, exceto a torre. A informação foi prestada por um apresentador de programa na emissora. A Difusora de Teresina tem o seu estúdio nas proximidades da TV Rádio Clube. Ela pertence ao jornalista Mário Rogério, em sociedade com um irmão. De linha editorial independente, a emissora deverá ficar fora do ar por algum tempo. De acordo com a informação, a casa do transmissor está totalmente coberta pelas águas.
Escrito por Cazé às 11h38
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Mais cobrança que oferta Sob o título “Lula não trouxe a mala de dinheiro”, o portal acessepiaui.com.br publicou esta nota, em sua página inicial, assinada por Marcos Sampaio, de Brasília. Há pessoas frustradas com o presidente Lula porque ele não levou uma mala de dinheiro para distribuir aos prefeitos de municípios alagados. Como se a transferência de recursos, mesmo em situação de emergência, devesse ocorrer dessa maneira tão coronelesca. Santa ignorância. E santa incompetência de quem não consegue elaborar projetos decentes para apresentar em Brasília. Aí o autor da nota deixa subentendida a culpa pela má elaboração dos projetos. Mas o presidente Lula foi claro em seu discurso, referindo-se ao governador Wellington Dias, várias vezes citado. Pediu que os projetos fossem enviados corretamente, pois do contrário não sairá o dinheiro. O piauiense, por ser sensato, ainda não tinha juízo de valor sobre a polêmica travada entre a Defesa Civil do Piauí e o ministro Gedel Vieira, sobre o atraso na liberação de recursos em emergências anteriores. Agora ficou tudo muito claro, inclusive crença do presidente no seu ministro.
Escrito por Cazé às 11h33
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Saci luta em defesa do seu verde  
Assistência muito atenta ao debate. Técnico da Agespisa sugere eucalipto. Em mais uma reunião de protesto contra o projeto de construção de uma estação de tratamento de esgoto, pela Agespisa, no conjunto Saci, os moradores consideraram o relatório de impacto ambiental - RIMA, faccioso, eis que muitas espécies animais e vegetais são omitidas, certamente para minimizar a importância da área de preservação ambiental onde se pretende construir a obra. A reunião foi na noite de ontem (05). Um biólogo, Professor Wellington, fez ampla explanação sobre o tal relatório, exibindo um vídeo com as espécies omitidas, entre elas capivara e gambá. Curiosamente, o relatório fala em cotias, fato que gerou gargalhadas na assistência, pois todos sabem tratar-se de animal avesso a lagoas. Não há qualquer referência aos anfíbios no RIMA da Agespisa. Sobre os vegetais a omissão é mais gritante, pois são ignoradas as samambaias. Foi amplamente esclarecido pelo professor Wellington que a Agespisa elaborou o seu projeto sem consultar os moradores do conjunto, conforme determina a Constituição Federal. Ele disse que até agora o principal argumento da empresa é o baixo custo que a área escolhida proporciona, custo que se pretende conseguir com prejuízo para os moradores. O expositor colocou para a assistência que a Agespisa dispõe de R$ 60 milhões para fazer a estação de tratamento de esgoto, mas quer gastar apenas R$ 24 milhões. Somente o local escolhido proporcionaria tamanha economia. Era natural que a assistência perguntasse sobre o destino do restante da verba, ao que o Professor respondeu com um sorriso de ironia. Os protestos contra a estação de tratamento de esgoto no Saci são feitos em diversas frentes. No início da semana uma comissão de moradores foi à Curadoria do Meio Ambiente, onde ficou acertada uma segunda reunião, para o próximo dia 14, já aí com a participação de representantes de todos os órgãos envolvidos na questão. Neste sábado será realizada uma caminhada pelas ruas do próprio conjunto. A própria comunidade está bancando os cursos da campanha, através da venda de camisetas. O OUTRO LADO - na reunião de ontem um morador que se disse técnico da Agespisa, Mário, usou da palavra, inicialmente para dizer que discordava das especificações técnicas do projeto, prometendo interferir no sentido de modificá-lo. Mas ele acabou sugerindo coisas que provocaram reação na assistência. Falou da criação de um cinturão verde, com o plantio de eucaliptos. Foi duramente criticado e dado como inconfiável para a campanha. A reunião dos moradores serviu também para rechaçar infiltrações de falsos moradores na campanha, pois já foi detectado um grupo que se encarrega de espalhar que o movimento não quer que haja tratamento de esgoto no Saci. Nesse aspecto, a linguagem dos que protestam contra a estação de tratamento de esgoto no local pretendido pela Agespisa é dura. Eles afirmam que se trata de um movimento em defesa do verde existente no conjunto, já abaixo do percentual mínimo exigido e também pela defesa da saúde e do valor dos imóveis. Os moradores do Saci estão bem informados sobre os incômodos causados por outras estações de tratamento de esgoto em diferentes áreas da cidade e pretendem ir às últimas conseqüências. Na manhã de ontem uma comissão composta pelos vereadores Lobão, Pessoa, Décio Solano e R. Silva visitou o local onde a Agespisa deseja construir a estação, ficando constatado que as opiniões são divergentes. O vereador Pessoa teria batido o martelo em favor da campanha.
Escrito por Cazé às 11h31
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O momento é de solidariedade O presidente Lula visita Teresina nesta terça-feira, para conhecer a situação dos alagamentos. No âmbito do seu partido, o PT, a tragédia que se abateu sobre a capital é tratada de forma politiqueira. Fala-se na falta de galerias pluviais, com acusações diretas de omissão por parte do prefeito Sílvio Mendes. Os fatos mostram que ainda que tivéssemos um sistema perfeito de drenagem não seriam evitadas as enchentes do Parnaíba e Poti, pois elas são causadas por água de barragens e açudes que sangraram e/ou arrombaram em suas cabeceiras Não apenas a parte mais sectária do PT procura tirar proveito eleitoreiro da situação, mas também alguns veículos de comunicação subvencionados pelo governo abrigam comunicadores insensatos, cujos comentários são claramente dirigidos. A população de Teresina depende muito mais do que vierem a tratar, reservadamente, o presidente da República, o governador do Estado e o prefeito da capital, do que do sensacionalismo de parte da mídia. Fala-se na construção de um dique no Poti, mas se não houver o anúncio de recursos para ajuda humanitária a visita presidencial não terá o efeito desejado. O Piauí inteiro, especialmente Teresina, espera de Lula um gesto de grandeza.
Escrito por Cazé às 20h33
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Poti supera o Parnaíba 
Troca-troca quase submerso. Pescaria em ressaca do Poti. O rio Parnaíba se mantém estabilizado, mesmo com a liberação de água em Boa Esperança. Subiu um pouco mais, mas ainda não alcançou a Avenida Maranhão. Ou seja: a água não chegou no limite do ano passado.Já no Poti a situação é diferente, pois a correnteza está além da Avenida Raul Lopes. Já tem moradores sem água e sem energia nos apartamentos e shoppings da área. Na Avenida Marechal Castelo Branco, em frente à Assembléia Legislativa, já tem água começando ilhar os carros ali estacionados. Com a interdição da ponte Wall Ferraz, a Frei Serafim ficou sendo a única opção na área centro - sul, causando engarrafamentos. A enchente do rio Poti está sendo considera a maior em toda a sua história, razão pela qual as cidades ribeirinhas ao norte do Estado estão todas inundadas. O encontro dos rios Parnaíba e Poti em Teresina virou atração turística, contrastando com o quadro de flagelo reinante.
Escrito por Cazé às 14h26
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Arquitetura
São oito prédios assim, em apenas um quarteirão A cidade de Teresina está perdendo sua arquitetura original. Dezenas de prédios estão sendo demolidos para dar lugar a estacionamentos rotativos de automóveis. O pequeno comércio está fechando suas portas, premido pela restrita circulação de veículos e pela concorrência dos grandes grupos de fora. A zona da chamada Santa Rosa, compreendendo da rua Rui Barbosa até a Avenida Maranhão, tem quarteirões inteiros em demolição. Nestes tempos de inundações pode ocorrer até má interpretação. Na verdade, os escombros da foto nada têm a ver com o rigor das chuvas.
Escrito por Cazé às 14h00
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Saci não aceita estação de tratamento de esgoto Moradores do conjunto Saci estiveram na Curadoria do Meio Ambiente na manhã desta segunda-feira (04), tratando de um assunto que está preocupando a todos, a construção de uma estação de tratamento de esgotos, pela a Agespisa. Após aprestarem informações sobre o projeto e suas razões para não aceitá-lo, os moradores foram convidados para uma nova reunião, já aí com a presença de representantes da Agespisa e dos órgãos ligados ao tema, como IBAMA, Secretaria do Meio Ambiente e Prefeitura de Teresina. O principal argumento da Agespisa é de que o local escolhido para a obra diminui custos. É aquela velha estória: “eu faço economia à custa do prejuízo dos outros”. Para melhor situar o leitor, o Blog informa que no local onde a Agespisa quer construir sua estação de tratamento de esgotos existe uma lagoa e espécies em extinção, como capivaras e outras.
Escrito por Cazé às 13h55
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Galeria Uma galeria que já havia sido entupida, no início do inverno, entre o conjunto Saci e o posto fiscal da Fazenda, na Tabuleta, cortou a rua asfaltada que faz a ligação entre o condomínio Milton Brandão e a BR que sai para o Maranhão. Um muro de aproximadamente 30 metros desabou, fazendo a água represada passar sobre o asfalto. A interdição é total e não há vias paralelas. As únicas opções para automóveis são as avenidas Henry Wall e Maranhão. Para se chega ao condomínio, contudo, existem entradas pelo terminal de ônibus do Saci e pela pista que dá acesso à Academia de Polícia.
Escrito por Cazé às 19h14
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Flamengo A vitória que deu ao Flamengo o título de tricampeão carioca fez com que torcedores do conjunto Saci realizassem uma carreada. Foram exatamente quatro carros e 16 motos, mas com um barulho capaz de ensurdecer todo o conjunto. O que não faltou no Saci foi prognóstico favorável. A bandeira do Flamengo tremulou, logo cedo, em muitas esquinas. Nas poucas horas de sol torcedores ocuparam calçadas, exibindo garrafas de cerveja em conservadores personalizados.
Escrito por Cazé às 19h13
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Enchentes Os rios Poti e Parnaíba mantiveram, neste domingo (03), praticamente os mesmos níveis do dia anterior. Nem a baixa prevista para o Poti se confirmou nem a elevação estimada para o Parnaíba alcançou a Avenida Maranhão, conforme foi noticiado. As pessoas que se encontram em áreas de risco, mas que ainda não foram atingidas, como os feirantes do troca-troca, por exemplo, acreditam que a Barragem de Boa Esperança não aumentará o volume de suas liberações, a menos que ocorra um fenômeno em suas cabeceiras. Esperam trabalhar normalmente nesta segunda. Comparativamente com o ano passado, os estragos em Teresina são quase os mesmos. Houve alagamentos fora das margens dos dois rios, devido à intensidade das chuvas. Em abril do ano passado choveu menos em Teresina. As enchentes dos rios foram maiores por conta dos afluentes que desembocam no lago de Boa Esperança e de açudes que sangraram nas cabeceiras do Poti.
Escrito por Cazé às 19h12
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