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Blog do Cazé - E-mail: czerosa@yahoo.com.br
 


Caminhada amplia debate sobre

estação de esgoto no Saci

 

A caminhada do Saci pela não construção de uma estação de tratamento de esgotos próxima às residências e a uma lagoa existente na área reuniu algumas centenas de moradores que percorreram toda a extensão da avenida central. Dois vereadores, Doutor Pessoa e Tereza Brito participaram da manifestação.

 

Durante a caminhada várias lideranças comunitárias se pronunciaram, a começar pelos organizadores do evento, Ruth e Carlos, presidentes da Associação de Moradores e da Associação dos Amigos do Saci. Informações de que a Agespisa já teria desistido do local anteriormente escolhido e de uma visita do diretor-presidente da Companhia foram repassadas aos participantes da caminhada.

 

Segundo o presidente da Associação dos Amigos do Saci, o presidente Merlong Solano visitará a área anteriormente escolhida na manhã de segunda-feira. Na quinta-feira à noite ele participará de uma reunião com os moradores, quando deverá anunciar sua posição definitiva.

 

Os líderes da manifestação deste sábado informaram todas as medidas já adotadas, como pedido de ação pública ao Ministério Público Federal, abaixo assinado à própria Agespisa e reunião para o dia 20 com a Curadoria do Meio Ambiente. Foi anunciada também uma sessão especial da Câmara Municipal para tratar do assunto, na tarde de terça-feira.

 

Em sua fala durante a caminhada, a vereadora Tereza Brito disse ser inaceitável a construção da lagoa de tratamento de esgotos na lagoa do Saci, por ela abranger 50 por cento da área, que já é de preservação ambiental. Prometeu engajar a OAB na campanha. O vereador Pessoa se pronunciou no mesmo sentido.



Escrito por Cazé às 19h10
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A solução de Adroaldino

 

O Blog recebeu nova visita de Adroaldino, o filósofo de botequim que tem solução pra tudo. No caso da estação de tratamento de esgotos no Saci ele já está com um modelo de requerimento à Agespisa, pedindo a dispensa da taxa de esgoto nas futuras contas de água, em favor daqueles que residem mais próximos.

 

Diz textualmente o modelo de requerimento de Adroaldino, a certa altura: “Comprometemo-nos a fazer nossas necessidades na própria estação, desde que nos seja dispensada a taxa”. A justificativa do requerimento é de que a Agespisa estaria querendo fazer a estação no Saci por medida de economia. O conjunto é baixo e os dejetos desceriam por gravidade.

 

Moradores do Saci que se encontraram com Adroaldino no bairro, logo após a caminhada, testemunharam este diálogo entre ele e um conhecido.

 

- Você, Adroaldino, com este enorme saco de pães torna sem efeito a caminhada.

- Acontece que eu agora já tenho onde defecar.

 

O Blog aqui descobriu que uma frase usada por um dos oradores (nós aqui sempre lutamos para sair da merda, e não para entrar nela) fora criada por Adroaldino.

 



Escrito por Cazé às 19h08
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Engenharia arriscada

 

A engenharia petista com vistas à sucessão de 2010 não sorri para o partido no Piauí. Uma resolução do PT nacional empurrou para fevereiro do ano eleitoral a decisão sobre nomes para os governos estaduais, exceto onde houver absoluto consenso, o que não é o caso do Piauí.

 

No bojo da decisão partidária está aquilo que o Blog aqui previu: um acordo com o PMDB, para que ele não lance candidato a presidente da República. Acostumado a ser soldado, quando já poderia ser general, o PMDB estaria satisfeito com o acordo. Não chegaria àquele resultado de quando Sarney foi presidente, na sombra do plano Cruzado, quando elegeu 21 governadores, mas ficaria com boa maioria dos Estados.

 

Parece inviável a permanência do governador Wellington Dias no cargo, como deseja o PT, pois ele teria que apoiar um nome do PMDB para a sua sucessão, já que não conseguiria unir a base aliada em torno do secretário de Fazenda, Antônio Neto. Poderia consolar o vice-governador Wilson Martins com uma das vagas para senador, mas numa aventura pouco atrativa, uma vez que os partidos de oposição estão aí, vivos e nutridos, lutando pela outra vaga.

 

Dessa vez o próprio PMDB corre risco, pois nada lhe garante que o nome do PT para presidente, a ministra Dilma Rousseff, terá crescimento satisfatório na opinião pública. Alem disso, existe a possibilidade de crescimento dos partidos menores da base aliada, tanto nos Estados como na campanha presidencial, dependendo de quem seja o nome apoiado pelos nanicos. O risco que corre o PT é enorme, pois se perder a eleição para presidente estará ainda mais fragilizado nos Estados.

 



Escrito por Cazé às 22h03
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Passeata no Saci

 

De Valdirene Guedes o Blog recebeu um pedido de retificação sobre a passeata de protesto contra a estação de tratamento de esgoto. Será a partir das 15 horas deste sábado, com saída do posto Saci, na parada final dos ônibus, e não às 16 horas, com saída da Praça das Palmeiras, conforme foi noticiado aqui. Valdirene faz parte da comissão organizadora da campanha.

 

A propósito da estação de tratamento, um engenheiro chileno residente no Saci fez os cálculos, com base no número de pessoas que serão abrangidas na zona sul, e o resultado foi espantoso: tomando por base 100 gramas de fezes por dia, de cada pessoa, o volume a ser despejado na lagoa seria de dez toneladas por dia. São vários bairros da zona sul que desaguariam seus excrementos no Saci.

 

Os números foram apresentados na reunião da última quarta-feira, sem contestação dos técnicos da Agespisa presentes. É preciso considerar que além das fezes a estação receberá também á água servida de cada residência (cozinha e do banheiro).



Escrito por Cazé às 21h57
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Lixão 

Lixão incomoda famílias no Morro da Esperança.

Um terreno de esquina, abrangendo quase toda uma quadra, está servindo de “lixão” nas proximidades da caixa d’água do Morro da Esperança. Sabe-se que o imóvel é público. Os moradores da vizinhança são pessoas muito pobres, e talvez por isso não é tomada uma providência.

A natureza do entulho (pneus, móveis domésticos fora de uso e até galhos de árvores) indica que o “lixão” é usado por gente de outras comunidades. Para agravar o mau cheiro, animais mortos transformam a água de chuva acumulada no mais perigoso ingrediente contra a saúde da população.



Escrito por Cazé às 16h54
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Alameda

 

Passeio todo tomado pelo mato.                            Entulho e buraco para marginais.

Um terreno baldio de aproximadamente 40 metros de frente está tirando a beleza da Alameda Parnaíba e o sossego dos moradores da vizinhança. Mato e lixo, desde material de construção a vasilhame impermeável ocupam o espaço que deveria ser um passeio público. O descaso fica em frente à subestação da Cepisa, entre as ruas Dr. Área Leão e Anísio de Abreu.

Até o momento, só reclamações. Nenhuma autoridade se preocupa com as conseqüências que tal desleixo poderá causar à população. Mosquito da dengue e outros tipos de insetos são comuns, pois a parte interior do imóvel oculta vasilhames que estão sempre cheios de água.

Mais que isso: o local é freqüentado por marginais que utilizam um buraco no muro, por onde entram e saem para as mais variadas práticas criminosas, desde atentado ao pudor à abordagem para assaltos. Essa situação é antiga. Tem quase a idade da Alameda. Segundo informações da vizinhança, o terreno pertence a um figurão importante da sociedade, podendo ser esse o motivo de nenhuma providência legal. 



Escrito por Cazé às 16h49
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Protesto e tumulto contra a Agespisa no Saci

 

Merlong ouviu mais do que falou.           Morador recusa visita a outras estações.

Terminou em tumulto a primeira reunião do diretor-presidente da Agespisa, Merlong Solano, com os moradores do Saci que estão em campanha contra a construção de uma estação de tratamento de esgoto sanitário no conjunto. O fato aconteceu na noite de ontem (13), em um colégio público em frente à Praça das Palmeiras.

Merlong se fez acompanhar de técnicos da Companhia de Águas e Esgotos, mas não se fez entender na sua primeira tentativa de esclarecer o projeto de saneamento. Disse poucas palavras no início, admitindo não tomar decisões antes de ampla discussão. Abriu o debate para a platéia e ouviu até o que não queria.

Um biólogo que vem esclarecendo os moradores, Wellington, reapresentou um vídeo mostrando a área verde de uma lagoa onde a Agespisa quer construir a estação de tratamento, principal motivo dos protestos. Ele voltou a criticar o relatório de Impacto ambiental apresentado pela Companhia, considerado irreal, eis que omite as principais espécies vegetais e animais da lagoa.

Todas as manifestações da platéia foram de protesto contra o local pré-escolhido pela Agespisa, pois o mesmo fica a menos de 150 metros de boa parte das residências. Os inconvenientes da obra seriam a parte que afeta o meio ambiente e os odores que os tanques de tratamento (a céu aberto) provocariam em quase todo o conjunto, a exemplo de uma fábrica de beneficiamento de ossos, retirada da área após dez anos de protestos dos moradores.

Após ouvir as manifestações da assistência, Merlong Solano pediu que a diretora do projeto, Doutora Socorro, fizesse sua explanação, mas ela teve dificuldades. Os tumultos começaram quando ela disse que se os moradores desejassem ela excluiria o Saci do projeto global de esgotamento sanitário. “Nós não somos contra o projeto. Apenas não aceitamos que seja no local pré-escolhido” - reagiram em uníssono.

As palavras de Socorro foram interpretadas como ameaça. Outro fator de repúdio foi ela ter dito que os moradores mais próximos do local escolhido para a obra não protestam tanto quando os que moram mais distantes. Um morador da área mais ameaçada reagiu com veemência, negando tal fato.

Quanto fez uso da palavra, o presidente da Agespisa não conseguiu evitar as interferências da assistência. Perguntaram-lhe pelo abaixo assinado enviado à Companhia, com mais de mil assinaturas, mas ele disse que não o recebeu. Quando ele propôs a criação de uma comissão para visitar os bairros onde já existem outras estações de tratamento o tumulto aumentou. Todos disseram que essa visita já foi feita e que ninguém sairia mais de suas casas para o mesmo fim.

O presidente da Agespisa deixou o Saci com a garantia (não muito convincente) de que a estação de tratamento poderia ser feita em outro local, desde que haja esse local. Informou que o projeto foi licitado no global, mas que isso não impede uma mudança em relação ao Saci.

Ele explicou que a cópia do relatório de impacto ambiental distribuída aos moradores não contém assinaturas porque foi extraída do computador, de modo a atender rapidamente aos moradores, mas que não se trata de um documento apócrifo.

A reunião terminou com uma certa frustração para os moradores, mas não abalou o seu entusiasmo. Na ocasião foi reforçado o convite para uma passeata já marcada para o sábado, a partir das 16 horas, com saída da Praça das Palmeiras.

Um dos mais veementes protestos da reunião foi lavrado pelo pastor de uma igreja evangélica que fica a 150 metros do local onde a Agespisa pretende construir a estação de tratamento de esgotos.



Escrito por Cazé às 11h52
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Deputado diz estar ao lado dos moradores

Cobrado sobre sua posição anteriormente assumida perante os moradores do Saci, de que estaria ao lado deles, o deputado Cícero Magalhães (PT), disse que homem baixinho não engole o que diz. Ele travou um ríspido diálogo com o ambientalista Judson Barros, quando explicou suas ações em favor de uma solução que satisfaça aos dois lados.

Disse Magalhães que estivera em reunião com a direção da Agespisa, onde expôs seus pontos de vista. Explicou que o governo do PT, nas esferas estadual e federal, nunca impôs de cima para baixo, os seus projetos, sobretudo os de alcance social.

Além do deputado Cícero Magalhães, participaram da reunião com os moradores do Saci e o presidente da Agespisa, os vereadores Doutor Pessoa e R. Silva, os quais garantiram que a Comissão de Saúde da Câmara Municipal está acompanhando os acontecimentos. Pessoa chegou a afirmar que tem certeza de que a Agespisa não imporá a sua vontade absoluta na questão da estação de tratamento de esgotos no Saci.



Escrito por Cazé às 11h42
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Burocracia

O presidente Lula se queixou do excesso de burocracia no caso da emergência, mas o seu governo impõe mais burocracia, ao exigir que os relatórios e projetos sobre os alagados sejam concentrados nos governos estaduais.

No Piauí, o governador Wellington Dias teve a lucidez de impedir esse trâmite, ao defender que os municípios encaminhem, eles próprios, seus relatórios. Quanto ao repasse das verbas o governador parece não discordar que seja através do Estado. Dá mais status eleitoral. 



Escrito por Cazé às 10h25
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Encontro tardio

 

O direto-presidente da Agespisa, Merlong Solano, irá ao encontro dos moradores do Saci, na noite de hoje (13), para explicar o seu projeto de construção de uma estação de tratamento de esgotos sanitários, já batizado, pelos que são contrários, de “bostobrás”.

Declarações de Merlong, na TV, indicam que ele não será recebido com flores, pois dissera que o projeto será implantado em uma área já degradada, referindo-se à lagoa que os moradores querem preservar. Ele alega também que na área já existe uma vacaria.

O encontro de Merlong com os moradores do Saci devia ter acontecido antes da elaboração do projeto, pra ver se havia alguma rejeição. Agora será difícil convencer os moradores, pois a campanha contrária já está nas ruas. Quanto à chamada degradação do ambiente, o presidente da Agespisa está como que defendendo a eutanásia para a lagoa.



Escrito por Cazé às 10h24
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Regimento

 

O deputado Leal Júnior (DEM) insiste na necessidade de enquadrar melhor os oradores no Regimento Interno da Casa, para evitar que as discussões se tornem infinitas.

 

Pelo atual Regimento, o orador só deve falar uma vez em cada sessão, sobre a matéria que estiver em discussão. Mas isso não está definido de forma clara e nem abrange os discursos como um todo. Reformar o Regimento seria a solução.

 

Desde que as sessões passaram a ser transmitidas, ao vivo, pela TV Assembléia, que deputado não mais deixou resposta para a sessão seguinte. As discussões lembram os desafios entre repentistas de cordel. Só que estes, sem regimento próprio, adotam como forma de encerrar a peleja a rima dividida. Os dois constroem um mesmo verso, geralmente de forma muito criativa.

 



Escrito por Cazé às 18h58
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Descoberta

 

O presidente Lula fez uma descoberta interessante, ao afirmar que as casas alagadas só poderão ser reconstruídas quando as águas baixarem. Coisa mais óbvia não poderia ser dita. No “rabicho” da descoberta um aviso ocioso: “estou apenas aguardando a chegada da documentação” (referia-se à liberação dos recursos)

 

Enquanto isso, na tribuna da Assembléia o deputado Paulo Martins (PT), dizia ter percebido que há gestores municipais aguardando o momento de fazer proselitismo político com o dinheiro dos flagelados. Martins não citou nomes, nem de prefeitos e nem de municípios.

 

Na base aliada do governo há muitas insatisfações. Manim Rego, do PMDB de Barras, não esconde a sua decepção com a ajuda do governo federal, que será apenas para reconstrução das casas, e não para novas moradias. Ele era o prefeito mais descrente durante a visita do presidente Lula a Teresina.



Escrito por Cazé às 18h58
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Aposta

 

O deputado Nerinho (PTB) desafiava o seu colega Roncalli Paulo (PSDB), afirmando que Marcelo Castro (PMDB) desistiria de ser candidato a governador em 2010.

 

Convidado a apostar, o desafiante pediu tempo apenas para ir pegar o cheque, em seu gabinete. Isso foi no encerramento da sessão ordinária destra terça-feira (12), mas Nerinho não voltou.

 

Roncalli Paulo passa pelo signatário do Blog, na Avenida Marechal Castelo Branco, e dá o aviso: “o homem desistiu”. A aposta seria de cinco mil reais. Vê-se, portanto, que a sucessão estadual continua em evidência, enquanto as águas das enchentes vão baixando aos poucos.



Escrito por Cazé às 18h57
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Cão sem dono

 

Nestes tempos de alagamentos nem os animais escapam do flagelo. Este cão vira-lata, de comportamento manso, está dormindo nas calçadas, no centro da cidade, sem que surja uma “família acolhedora”.

No Rio de Janeiro, durante o carnaval, um cachorro que ficou no meio do desfile foi manchete em várias TVs. Falta alguém que se compadeça deste amigo do homem que se encontra nos arredores da Praça do Fripisa



Escrito por Cazé às 11h22
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Vale estudantil

 

Quem não for atendito até às 17 horas volta depois

Estudantes de Teresina andam insatisfeitos com a Prefeitura, por ela ter centralizado a venda do vale transporte na sede do SETUT, na Avenida Maranhão.

Antes, a venda era feita em quase todos os bairros da capital. O atendimento agora é precário, com filas que dobram a esquina.

Indagados sobre os motivos da mudança, os estudantes não souberam explicar. Deve ter sido só para nos maltratar, disse um, afirmando que mora muito distante.



Escrito por Cazé às 11h19
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Quando o pouco vira muito

 

Coisa difícil de explicar, e mais difícil ainda de se entender. Vai o deputado Fábio Novo (PT) à tribuna, para informar que o BNDES já teria autorizou a liberação dos R$ 300 milhões de um empréstimo aprovado por todos os deputados. Faltariam agora R$ 190 milhões de outro empréstimo junto ao Banco do Brasil, mas seria coisa para logo, junho, no máximo.

 

O deputado Mauro Tapety (PMDB) levanta uma dúvida. Os R$ 300 milhões do BNDES seriam apenas R$ 110 milhões, pois os R$ 190 milhões do BB teriam sido desmembrados do outro empréstimo. Antes que Fábio Novo respondesse, Cícero Magalhães (PT), através de um aparte, tenta explicar. Diz uma porção de palavras que deixam o plenário e a assistência ainda mais confusos.

 

Ao retomar o seu pronunciamento o deputado Fábio Novo tenta também explicar, mas a única coisa que fica mais ou menos clara é a dúvida de Mauro Tapety que, fora do barulho do plenário, dá uma entrevista à TV Antena 10, dizendo o seguinte: A Assembléia só aprovou R$ 300 milhões. Houve duas votações, porque o desmembramento de uma parte, os R$ 190 milhões junto ao BB, teve também que ser aprovado pelo Legislativo.

 

Talvez seja por essa facilidade que o governo do PT tem para aumentar os valores dos empréstimos que a grande mídia já está debruçada na análise de matérias expedidas aos veículos, pela comunicação oficial, pelas quais o Piauí aparece como o Estado de maior prestígio junto ao governo Lula.

 

Se o leitor não tiver entendido direito, basta prestar atenção daqui pra frente: o governo do Piauí anuncia os recursos em várias etapas. Foram conseguidos, depois autorizados, mais tarde garantidos, em seguida liberados e por fim transferidos. Poucas vezes se noticia recebidos. Cada etapa vale uma manchete nos jornais e uma crença a mais na população sofrida.



Escrito por Cazé às 21h08
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Essa alma quer reza!

Pela generosidade do PT nacional com os aliados do PMDB, algo surpreendente estaria sendo urdido nos bastidores do poder com vistas à sucessão de 2010. O partido do presidente Lula só terá pré-candidato a governador onde a situação for de absoluto consenso. Fora disso, a questão só seria discutida em fevereiro do ano eleitoral.

A coisa é parecida com aqueles acordos em que se ouve todo mundo, menos o eleitor. O que estaria embutido nessa generosidade petista? Vamos ao linguajar do povo: “a gente abre mão dos estados e vocês abrem mão da presidência da República”. Em matéria de utopia não há nada mais perfeito.

Quem garante ao governo que o PMDB, uma vez consolidado o debate sucessório nos estados, manteria esse hipotético acordo de abrir mão da disputa presidencial? Suponha-se que o acordo viesse a ser mantido e, no meio da refrega, a oposição se apresentasse com mais chances. Quantos peemedebistas morreriam no atoleiro de tão arriscado acordo?



Escrito por Cazé às 17h18
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É muito dinheiro

Matéria do 180graus, assinada por Tony Rodrigues, coloca em apuros a comunicação do governo Wellington Dias, eis que apresenta um apanhado de apenas quatro meses e alguns dias, período em que teriam sigo aplicados recursos no valor de R$ 1, 258 bilhão nas diversas áreas do desenvolvimento do Estado. O montante seria apenas parte de um total de R$ 15 bilhões para o ano de 2009.

A matéria feita por Tony Rodrigues representa o que a oposição deixa correr frouxo na Assembléia Legislativa, seja por falta de vocação, seja por falta de assessoria. Não há nada mais fácil nos dias atuais do que fazer esse tipo de levantamento. Basta recorrer à Internet. Foi numa dessas consultas que o Blog aqui descobriu a maquiagem dos números na emergência da Defesa Civil. Moral da estória: não existem as obras para as quais se destinavam os recursos.

O Estado noticia o atendimento a um determinado número de famílias, com cestas básicas, lençóis, colchões, travesseiros, fronhas e cobertores, mas quando se vai aos detalhes a constatação é triste: um objeto para cada cinco alagados (média de pessoas por família). Quem sabe se o governo do PT não estaria seguindo aquele ensinamento da canção, “canta, coração, que tua alma necessita de ilusão”...



Escrito por Cazé às 17h17
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