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Blog do Cazé - E-mail: czerosa@yahoo.com.br
 


Na "pindaíba"

 

O padre Ladislau João da Silva, fundador do PT no Piauí, ex-prefeito de Esperantina e ex-superintendente do INCRA, parece ser um homem pobre, diferentemente de alguns companheiros seus que não foram prefeitos e nem ocupantes de cargo federal, mas que andam esnobando carrões do ano.

 

No início da tarde deste sábado (23), Lasdislau mostrava-se impaciente, na Avenida Frei Serafim, à espera de um ônibus urbano para um bairro qualquer da cidade. Ele exibia trajes simples e sandálias muito modestas. Enquanto isso, a cidade que inspirou o padre para fazer política, Esperantina, paga o mais alto salário de prefeito a outro membro do PT, Chico Antônio.

 

Dizem os observadores da trajetória petista no Piauí que o partido tem duas correntes, e que Ladislau pertence à mais desprestigiada, exatamente a da ex-deputada Francisca Trindade. Não faz muito, numa sessão especial na Assembléia, organizada pelo PT, Trindade foi esquecida por todos os oradores, inclusive o Ladislau. Foi um deputado do PSDB, Roncalli Paulo, que lembrou o nome da ex-colega.

Obs: Ladislau não foi prefeito de Esperantina, mas apenas candidato.Desculpem o equívoco.



Escrito por Cazé às 21h00
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Esclarecimento

 

Meire, do conjunto Saci, esclarece que, na terça-feira (26/05), na Câmara Municipal, às 15 horas, não será a audiência pública, e sim uma reunião de esclarecimento aos vereadores e à comunidade presente. A solicitação de audiência pública no Saci será feita após o esclarecimento na sessão ordinária de terça-feira.

 

Espera-se que o esclarecimento de Meire esteja correto, mas é preciso convir que já esteja acontecendo reunião demais. O presidente da Agespisa pode até estar achando isso muito bom, torcendo pela saturação do tema, enquanto seus técnicos prosseguem calculando valores de imóveis que deverão ser desapropriados.



Escrito por Cazé às 20h58
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Manchas nos parques e no governo

O governo do PT no Piauí precisa ter cuidado com a questão ambiental, se não quiser causar um estrago eleitoral maior na pessoa do governador Wellington Dias. Notícia como a que envolve a secretaria estadual do Meio Ambiente, Dalton Macambira, por ele ter autorizado o funcionamento de carvoarias nos parques Será da Capivara e Serra das Confusões envergonha qualquer pessoa de fora que visite o Piauí.

O próprio governador chegou a tranqüilizar a população com relação a outras carvoarias. Foi noticiado que ele estivera com o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, tratando do assunto. O que o procurador da República no Piauí, Tranvanvan Feitosa, está afirmando em notificação ao secretário Dalton Macambira seria motivo para o seu afastamento.

Vale salientar que o Parque Nacional Serra da Capivara está se preparando para receber, em junho próximo, o maior número possível de autoridades internacionais em evento que culminará com a inauguração de um aeroporto internacional, o de São Raimundo Nonato. Seria vergonhoso o governo ter que justificar, a qualquer visitante internacional, a existência de carvoaria no Parque arqueológico.

Ainda está fresca na memória dos piauienses a atitude do então superintendente do INCRA no Piauí, Padre Ladislau João da Silva, que andou incentivando assentamentos rurais nos arredores do Museu do Homem Americano. O episódio causou indignação na arqueóloga Niède Guidon, que por pouco não abandonou o Piauí. O assunto ganhou destaque na grande mídia, aqui e lá fora.

O secretário Dalton Macambira tem sido duramente criticado por ambientalistas, devido à facilidade com que fornece licenças ambientais para exploração de madeira. O problema das carvoarias já foi tema de debates na Assembléia Legislativa, mas o secretário continua intocável. Espera-se que desta vez ele sofra pelo menos uma repreensão do governador Wellington Dias.

O prazo dado pelo Ministério Público Federal ao secretário estadual do Meio Ambiente, para que ele suspenda a licença para as carvoarias nos dois parques ambientais é de apenas cinco dias. Uma medida por parte do governador só seria bem vista se saísse antes desse prazo. Dalton não tem muito o que perder politicamente. O governador sim. Austeridade faz falta em momentos assim.



Escrito por Cazé às 21h03
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De como fazer um governante perder a autoridade

Infelizmente a coisa começa fora da esfera de poder. Nasce do povo.

Uma indignidade qualquer brota na cabeça de um eleitor, que pode ser pobre ou remediado.

Por ser uma indignidade, a proposta não é levada diretamente ao governante, mas sim à sua esposa.

Antes de ser feito o pedido o interessado cerca o alvo de alguns agrados.

Leva uma criancinha para a solenidade mais simples que tiver na localidade ou na sede do governo, conseguindo ser alvo de atenção por parte dos serviçais do poder.

O passo seguinte será fazer chegar à esposa do governante algo como fruta regional, muda de planta rara para o jardim, indicação de uma boa cozinheira ou manicora, se perceber que o alvo está precisando.

Antes que o ambiente esteja completamente preparado, a pessoa que busca o benefício faz questão de fazer elogios ao seu alvo, geralmente na frente de pessoas que possam levá-los adiante.

A coisa é feita com tal sutileza que quase ninguém percebe. E tem mais: uma vez alcançado o benefício, o contemplado não se faz de egoísta. Ele mesmo se encarrega de espalhar para os amigos.

Chega um dia em que o governante já não decide sozinho. Começa a achar bom e já se escancha nas costas da primeira dama. Só não a manda despachar por ele porque também seria demais.



Escrito por Cazé às 11h29
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Desvalorização imobiliária

 

A peleja entre a comunidade do Saci e a Agespisa, em torno de uma estação de tratamento de esgoto no conjunto, já produziu a primeira desvantagem para o mais fraco: o dono de uma residência próxima ao local escolhido pela Companhia acaba de vender o imóvel, temendo uma desvalorização ainda maior.

 

O senhor Merlong Solano está demorando muito a anunciar a sua desistência. Talvez esteja esperando que surja uma solução alternativa. Enquanto isso o valor das casas no Saci vai caindo como as ações da Bolsa de Valores.

 

O governador Wellington Dias, que tem pretensões eleitorais mais legítimas que o seu presidente da Agespisa, precisa acordar e determinar que a estação de tratamento de esgoto seja construída em outro local. Se pretender lavar as mãos precisará verificar antes se não há dejetos humanos na água.

 

O conjunto Saci não é dos mais populosos de Teresina, mas tem um forte poder de organização e de irradiação de suas campanhas. O ano eleitoral não está tão distante que os moradores possam se esquecer da maldade que a Agespisa, um órgão em que o Estado é o maior acionista, está fazendo com o conjunto.



Escrito por Cazé às 21h58
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Saci prossegue em campanha

 

Os moradores do conjunto Saci prosseguem em sua campanha para impedir a construção de uma estação de tratamento de esgotos na área, exatamente as margens de uma lagoa que mantém o verde do conjunto.

 

Na noite desta quinta-feira (21) mais uma reunião foi realizada, com a presença de vários vereadores. Foi sugerido pela vereadora Tereza Brito que uma audiência pública marcada para a próxima terça-feira seja feita no próprio conjunto.

 

Após acatarem a sugestão da colega, pos demais vereadores decidiram que logo após a audiência eles sairão para conhecer o local escolhido pela Agespisa. Dois vídeos foram exibidos na reunião, um com a fala do presidente Merlong, dizendo que a área escolhida e outra mostrando as riquezas vegetais e animais existentes.

 

Os visitantes ficaram impressionados com imagens de olhos d’água e árvores como angico, Carnaúba e Buritizeiro. Várias espécies animais foram mostradas na reunião. UM abaixo assinado correu a sala, encaminhando pedido de uma ação à Defensoria Pública Federal.

 

NA ASSEMBLÉIA - Enquanto os vereadores se articulam para a audiência de terça-feira, na Assembléia Legislativa foi aprovado requerimento da deputada Flora Izabel (PT), convocando uma audiência para o dia quatro de junho, na Comissão de Meio Ambiente e Defesa do Consumidor.

 

Na justificativa de seu requerimento, Flora Izabel deixa bem claro que a área dês preservação ambiental não deve ser afetada. Ela diz que Teresina tem área mais apropriada para o tipo de obra que a Agespisa quer construir.

 

Na reunião dos moradores do Saci um exemplo foi demonstrado: um cheiro de madeira puba, proveniente de uma fábrica de cerveja na área do Distrito Industrial exalava, forte, a uma distância superior a mil metros. Um morador fez esta indagação: “que tal quatro tanques de merda?”



Escrito por Cazé às 21h44
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Equilibrista

 

O repórter até que se esforçou, mas o deputado federal Alberto Silva se manteve enigmático. Ele acha fora do normal querer reformar a Constituição para um terceiro mandato de presidente, mas não disse se é contra ou a favor.

 

Na sala de imprensa da Assembléia Legislativa um jornalista mostrou-se curioso, vendo a TV Cidade Verde, no Amadeu Campos: “não sei como um homem dessa idade, com problemas de saúde, consegue se equilibrar em cima de um muro”. Não é preciso dizer que houve risos.



Escrito por Cazé às 21h43
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Filme sobre a vida de Lula seria para

despedida ou para o terceiro mandato?

Já é possível conhecer as principais passagens do filme “Lula, o filho do Brasil”. O seu primeiro trailer está no youtube, desde abril passado. Com o mesmo título, um livro sobre a vida do presidente, em sua terceira edição, conta a mesma história, com mais detalhes.

O livro é de autoria de Denise Paraná, e o filme, previsto para estrear em 2010, é de Fábio Barreto. Cabe a leitor, tão somente a ele, descobrir se o filme assinalará a saída do presidente do poder ou a sua disputa por um terceiro mandato. O autor da peça cinematográfica botou para conquistar até inimigos do personagem central.

O noticiário sobre o filme, na Internet, fala de uma produção avaliada em R$ 15 milhões. Em recente matéria da revista IstoÉ o valor é elevado para R$ 60 milhões. Nesta última há uma explicação: os recursos não teriam sido captados junto a órgãos públicos.

Para quem viu o filme “Os dois filhos de Francisco”, sobre a vida da dupla Zezé Di Carmargo e Luciano, uma constatação será flagrante: a história de Lula oculta o que a da dupla evidencia, o pai. Os títulos dizem tudo, de forma oposta. Zezé Di Camargo e Luciano são filhos de Francisco. Lula é filho do Brasil.

Na matéria de IstoÉ sobre a vida dos irmãos do presidente o nome do pai de Lula só aparece em depoimentos desfavoráveis do seu filho mais ilustre. O Blog aqui pesquisou algo que pudesse mostrar momentos agradáveis de Lula com o seu pai, mas não encontrou. Talvez não haja. De certa forma, tudo o que um filho disser de um pai que já morreu soará como uma injustiça, por ele não ter como se defender.



Escrito por Cazé às 11h16
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Isenção fiscal

 

O discurso do secretário de Fazenda, Antônio Neto, sobre as isenções fiscais concedidas a grupos empresariais de fora é fácil de ser desmontado, pois ele joga com a velha premissa da geração de empregos.

 

A grande mídia já divulgou o volume das perdas em arrecadação. Falta agora calcular o número de empregos e a soma dos salários pagos pelos isentos. Quando isso for feito e divulgado o discurso da isenção ficará ainda mais esfarrapado.

 



Escrito por Cazé às 19h37
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O “fico” parece estar próximo

 

Ao afirmar que não há terceiro mandato, porque a ministra Dilma está bem, o presidente Lula dá sinal, embora sutil, de que poderá aceitar o “sacrifício”. Na Folhaonline Josias de Souza afirma que o PT é “igreja de um santo só”.

 

No Piauí, o PT insiste em ter candidato a governador. Trabalha também para que Wellington Dias permaneça no cargo. As lideranças do partido agem em desacordo com a resolução da direção nacional, que empurra para fevereiro de 2010 o debate sucessório, exceto onde houver absoluto consenso, o que não é o caso do Piauí.



Escrito por Cazé às 19h36
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Ainda o tratamento de esgotos no Saci

 

Cartazes exibidos na galeria.                                 Solidariedade no plenário.

A Câmara Municipal de Teresina se reúne com uma comissão de moradores do Saci, na tarde desta quarta-feira, para dar andamento a um assunto que foi abordado na sessão ordinária de ontem, a estação tratamento de esgoto do conjunto, projetada para as proximidades de várias residências e de uma lagoa.

Também no dia de hoje estava prevista uma reunião da Curadoria do Meio Ambiente com autoridades envolvidas com o projeto. O problema criado pela Agespisa, que quis implantar o seu projeto sem ouvir a comunidade, já provocou até agressão física.

É voz corrente no Saci que durante visita do presidente da Agespisa, Merlong Solano, a uma área alternativa para a sua obra, um morador teria dado um tapa no rosto do presidente da Associação dos Amigos do Saci, Carlos, por achar que ele estaria indicando o local em proveito pessoal.

A campanha dos moradores do Saci não é apenas para evitar os tranques de excrementos no “terreiro” de suas casas, mas para que eles não sejam construídos de modo a causar mal estar a qualquer comunidade, a exemplo de tantas que estão sofrendo os dissabores, como no Acarape, na Alegria e na Universidade Federal. 



Escrito por Cazé às 10h40
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Cinéas Santos

 

Cultura:uma pasta delicada.

Ele conversa pouco, decide rápido e não tem preconceito contra o “não”. Também não diz “sim” apenas para agradar. Possui uma virtude que não rende aplausos, a da franqueza. Estamos falando de Cinéas Santos, atual secretário Municipal de Cultura.

Conhecedor profundo da realidade cultural piauiense, na teoria e na prática, ele tem tudo para realizar uma boa gestão à frente da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, embora lidando com uma classe complicada, os chamados agitadores culturais.

Gente com o comportamento de Cinéas Santos costuma demorar pouco à frente de órgãos públicos, onde a má vontade reside entre os burocratas e se irradia por todos os cantos. Se atentar para isso e souber compreender as razões de uma pessoa sensata e determinada, o prefeito Sílvio Mendes não abrirá mão do seu secretário por qualquer bobagem.

A cultura teresinense precisa de gente como Cinéas Santos. Ele, por sua vez, haverá de compreender certas complicações do setor que dirige. Existem gestores que não conseguem dar plantão no gabinete. Há também os que estão disponíveis, o tempo todo, mas por preguiça de se movimentarem.

A vivência de Cinéas Santos com a realidade cultural piauiense, mexendo com uma coisa e com outra, fez dele um britânico em cumprimento de horário. É do seu estilo não ficar parado em um só canto. Costuma enxergar mais à distância do que quando está próximo. Seus primeiros dias à frente da Fundação já produziram alguns resultados. As coisas estão andando mais rapidamente.

Quando não está fazendo nada, Cinéas Santos carrega pedras. Mal se agasalhou na cadeira de secretário, já toca um programa cultural na TV (Feito em Casa) aos domingos. Se conseguir administrar as duas ocupações estará abrindo mais portas do que fechando, e isso será bom para os valores culturais da terra.



Escrito por Cazé às 10h35
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Vereadores solidários

com moradores do Saci

 

A Câmara Municipal de Teresina debateu hoje (19) a questão da estação de tratamento de esgotos que a Agespisa pretende construir quase dentro das casas de uma parte do conjunto Saci e ainda por cima ocupando 50% de uma área verde regada por imensa lagoa.

 

Todos os vereadores disseram para uma comissão de moradores do conjunto que foi assistir à sessão que estão solidários com os habitantes do conjunto, inclusive Décio Solano, irmão do atual presidente da Agespisa, Merlong Solano.

 

Décio disse que não há questão fechada na Agespisa, mas criticou um panfleto apócrifo que circulava na galeria, como se fosse de responsabilidade da Agespisa. Um membro da comissão disse que foi erro da gráfica, mas o vereador não aceitou o argumento, dizendo que o correto seria não distribuí-lo, inclusive porque circula outro de igual teor, com identificação do responsável.

 

Alguns vereadores foram à tribuna, como R.Silva, Doutor Pessoa e Edvaldo Marques, todos eles defendendo a busca de uma solução que não venha a prejudicar os moradores, do Saci ou de qualquer outro bairro.



Escrito por Cazé às 21h32
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O tempo não espera por ninguém

Uma simples expressão do governador Wellington Dias (estou concluindo o Porto de Luís Correia) foi motivo de protesto do deputado Deusimar Brito (Tererê - PSDB), que chamou de mentiroso o chefe do Executivo Estadual. O fato aconteceu na tribuna da Assembléia, na sessão ordinária desta segunda-feira (19).

Tererê fez uma retrospectiva de sua ida à TV Meio Norte, onde fora entrevistado e onde se dera a participação do governador, ao vivo, de uma localidade do interior, onde ele se encontrava inspecionando obras. Fora educado o governador, ao responder às colocações do próprio Tererê.

O Blog aqui entende que o governador não quis dizer que o Porto está quase pronto. “Estou concluindo o Porto” significa apenas que ele é uma obra de outras gestões, assim como foi o Albertão, iniciado na gestão Alberto Silva e concluído posteriormente.

O discurso de Tererê não mereceu o rebate da “tropa de choque” do PT na Assembléia, mas tão somente dois apartes de Xavier Neto, da base aliada (PR). Só que o aparteante acabou dando mais fôlego ao orador, ao afirmar que Wellington lhe dissera que entregará o Porto antes de deixar o cargo, o que é pouco provável.

Em seu segundo aparte, Xavier já raciocinava de outra forma o sentido da palavra “conclusão do Porto”. Seria uma coisa implícita, ou seja, para acontecer na gestão seguinte. O importante é que existem os recursos e já foi feita a licitação, faltando apenas a licença ambiental - disse o deputado.

Tererê finalizou o seu discurso desafiando o governador a concluir o Porto ainda em seu mandato. Desafiou ainda o colega que lhe dera aparte, informando que os recursos que existem para o Porto são no valor de R$ 11 milhões, quando seriam necessários R$ 180 milhões.

A grande verdade é que em torno das obras do atual Governo, incluindo-se as federais pertencentes ao PAC, exista uma verdadeira literatura de ficção. Há uma distância muito grande entre o que foi prometido e o que já foi realizado. No curso de um mandato e meio, tanto o governador Wellington Dias quanto o presidente Lula estão diante de uma realidade cruel: a impossibilidade de conter a marcha do tempo.



Escrito por Cazé às 15h24
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O terceiro mandato 

 

Chama-se Jackson Barreto o deputado federal que colheu assinaturas para apresentar emenda constitucional visando o terceiro mandato para o presidente Lula. O “insulto” prevê um plebiscito nacional sobre a matéria. O autor da emenda pertence ao PMDB-SE, o partido que dá sinais de subserviência ao Planalto, ao acenar com a possibilidade de não apresentar candidato a presidente da República.

 

Só falta agora o presidente Lula dizer, mais uma vez, que não aceita o terceiro mandato. Ele teria razões de ordem familiar para não aceitar o presente. É que, segundo a revista IstoÉ, os irmãos do presidente estariam sofrendo muito com a sua ascensão ao mais alto cargo político do país. Nunca mais tiveram sossego e ainda passam por mentirosos quando afirmam não recebem benesses do ilustre irmão.

 

Sobre o deputado que coletou as assinaturas para tentar aprovar o terceiro mandato, Josias de Souza diz o seguinte no seu Blog:

 

“Nenhum raciocínio pujante, nenhuma iniciativa palpitante, nada digno de encômios. Há, porém, um detalhe que a imprensa, maledicente a mais não poder, sonega. Não se chega à pobreza biográfica sem algum tipo de esforço. Tome-se o caso do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE). Quer porque quer dar um terceiro mandato a Lula. Até o fim de maio, Jackson vai protocolar na Câmara a emenda da re-reeleição. Prevê a realização, ainda em 2010, de um plebiscito sobre a matéria. Para pôr de pé a sua emenda, Jackson teve de suar a camisa. Além de encomendar a redação, foi de deputado em deputado. Recolheu os jamegões de 171 colegas. Número que garante a tramitação. Jackson carrega uma biografia realmente pobre. Mas só ele sabe o trabalho que dá empobrecê-la”.



Escrito por Cazé às 19h58
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Indisciplina

 

O PT piauiense dá sinais claros de que não obedecerá à recente resolução da direção nacional que empurra para fevereiro de 2010 a discussão sobre a sucessão nos Estados onde não houver consenso em torno de um nome da sigla.

 

Membros da bancada petista continuam ocupando a mídia em torno da sucessão, admitindo ter candidato próprio. Trata-se de um debate fadado ao esvaziamento, pois os demais partidos, sobretudo o PMDB, agem sem qualquer impedimento partidário.

 

Quanto ao governador Wellington Dias, esse ainda consegue “enfeitar” o bolo, afirmando que apoiará um nome do PT, Antônio Neto, o seu próprio vice-governador, Wilson Martins (PSB) ou Marcelo Castro (PMDB). Curiosamente, não mencionou João Vicente Claudino (PTB), numa participação ao vivo no programa Agora, da TV Meio Norte.

 

Tudo o que vier a dizer o PT no Piauí estará em desacordo com a estratégia da direção nacional. Ficou acertado com o PMDB que nos Estados onde não houver consenso o PT não terá candidato a governador antes de fevereiro de 2010. Nesses casos, o nome preferido será o que o PMDB apresentar, desde que ele obedeça a uma das cláusulas do acordo, o apoio a Dilma Rousseff para presidente.

 

O leitor poderá indagar: e qual será o desdobramento desse acordo? Será da seguinte maneira: as cúpulas partidárias obedecendo-o e a base traindo o PT. Em se tratando do PMDB, ninguém se surpreenda se a própria cúpula vier a acender duas velas, uma para o Planalto e outra para os seus infiéis.



Escrito por Cazé às 19h53
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Semana decisiva

 

Show de capoeira antes da largada.

Esta semana poderá ser decisiva para a questão da estação de tratamento de esgoto sanitário no conjunto Saci, causa de muitos protestos e providências legais junto aos órgãos competentes. A semana começou com uma visita do presidente da Agespisa ao local onde ele pretende colocar os tanques de tratamento.

Estão marcadas uma sessão da Câmara Municipal para amanhã (19), uma reunião na Curadoria do Meio Ambiente (20) e outra da Agespisa com os moradores do Saci. Tudo o que os moradores querem é preservar uma lagoa existente no conjunto e evitar o mau cheiro que outras famílias enfrentam onde o mesmo tipo de estação de tratamento foi construído. 



Escrito por Cazé às 10h37
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Os irmãos de Lula e o terceiro mandato

Lendo-se a reportagem da IstoÉ sobre os irmãos do presidente Lula, torna-se fácil acreditar que ele realmente não tem interesse pelo terceiro mandato. Seria continuar fazendo sofrer uma porção de gente. É que os irmãos do presidente nunca mais tiveram liberdade, afirmaram todos eles à revista.

As partes mais contundentes dos depoimentos são as que tratam do desemprego. Pelo menos duas sobrinhas de Lula ficaram sem trabalhar, uma porque teve que ceder lugar para um aprovado em concurso público e outra porque o dono da empresa não quis ficar exposto. Foram casos em que estar ligado ao presidente seria mais motivo de preocupação do que de orgulho.

Duas coisas são revoltantes na reportagem de IstoÉ: um gasto de R$ 60 milhões com um filme que irá contar toda a história de Lula, com o título “O Filho do Brasil”, e uma mordida que uma jumenta dera no menino Luís Inácio. A coitada fora esfaqueada por um vizinho do menino atacado, quando apenas defendera o seu filhote. Sobre o filme, o produtor sustenta que os recursos não são públicos.

A única coisa de especial que existe na família de Lula é o fato de ele ser presidente da República. No mais, nada é diferente de outras famílias brasileiras, com seus trapos, sua miséria e suas ilusões. E nada ficará provado, ao final do segundo mandato de Lula, sobre o desenvolvimento social.

Estão aí o SUS e as aposentadorias do INSS com suas perdas, a OAB do Pará anunciando que irá denunciar o governo no tribunal de Haya, devido ao não atendimento aos doentes, sem contar que quase a metade da população brasileira vive de esmola do governo, depois do Bolsa Família.



Escrito por Cazé às 10h30
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De corpo inteiro

 

Noticia a Folha de São Paulo um acordo entre José Serra e Aécio Neves, para a sucessão de 2010. O mineiro seria vice do paulista. Os acordos com outros partidos, especialmente o DEM, levariam em consideração apenas cargos executivos no futuro governo.

 

Comenta a Folha que a incerteza da candidatura de Dilma Rousseff teria encorajado Aécio a aceitar o convite. FHC teria costurado o acordo entre os dois governadores. Os tucanos evitam o que seria arriscado e oneroso, a realização de prévias.

 

Demonstra o PSDB estar mais confiante no eleitor do que nos caciques partidários, diferentemente do Planalto, que aposta cegamente na fidelidade do PMDB. O PT sai das pré-candidaturas aos governos estaduais, exceto onde houver absoluto consenso, esperando que o aliado se abstenha de apresentar nome à sucessão de Lula. Uma espécie de troca.

 

Parte da grande mídia nacional acha que o governo Lula ficou mais dependente do PMDB com a criação da CPI da Petrobrás. A prevalecer esse raciocínio, pode-se afirmar também que o PT não está com a mesma coragem do PSDB com sua estratégia para chegar à presidência da República.



Escrito por Cazé às 12h40
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