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Blog do Cazé - E-mail: czerosa@yahoo.com.br
 


Jeito brasileiro de burlar a lei eleitoral

 

Existe uma lenda do macaco e do leão que pode perfeitamente ser seguida pelo presidente Lula, quando se tratar de campanha eleitoral antecipada.

 

Diz a lenda que o rei leão, a pretexto de punir o macaco, que andara fazendo umas estripolias na selva, determinara que o mesmo fosse obrigado a roçar um quintal onde só havia urtiga e cansanção.

 

Para evitar que o macaco se coçasse, o leão designou o tamanduá como vigilante. Cada coçada custaria um açoite no macaco.

 

De posse da foice, o macaco se meteu na empreitada, mas toda vez que uma folha da urtiga ou do cansanção o atingia ele logo se dirigia ao vigilante: “o rei leão não quer que eu faça assim, né? Aí aproveitava para se coçar.

 

Ora, estando o presidente Lula em um palanque para inaugurar obra ou simplesmente autorizar a ordem de serviço, nada mais tentador do que ter a ministra da Casa Civil presente, a mãe do PAC, Dilma Rousseff.

 

Não sendo permitido pedir votos parta a candidata do PT, o presidente poderia perfeitamente dizer assim para a platéia, parodiando o macaco da lenda: “os senhores sabem que Dilma é a melhor candidata, que tem o meu apoio, que vai se eleger, mas eu não posso pedir que vocês votem nela, sabe?”



Escrito por Cazé às 10h37
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O terceiro mandato

 

A idéia do terceiro mandato para o presidente Lula está se desmoralizando, cada vez mais, depois que o deputado Jackson Barreto perdeu 12 assinaturas de parlamentares que apoiavam a PEC, mas que ficaram com medo de perderem seus mandatos por traição aos seus respectivos partidos.

 

Essa tentativa que por pouco não tramitou (faltou uma assinatura) sugere uma campanha diferente. Não seria o caso de se propor a canonização do presidente (São Lula)? Um governante que consegue ser mais querido entre os aliados e a própria oposição do que mesmo no seio de seu partido merece mais que um terceiro mandato, um ligar no Céu.



Escrito por Cazé às 20h58
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Falta leite em Teresina

 

A tragédia que se abateu sobre Cocal da Estação, com o rompimento da barragem Algodões 1, já trouxe reflexos para Teresina. O leite Delta está em falta, devido ao rompimento de uma ponte na estrada para Parnaíba.

 

A distribuição do leite pasteurizado de maior aceitação na capital já vinha sendo feita de forma irregular. Existem outras marcas no mercado, como a “Longá” e a “Duas Barras”, mas o usuário prefere mesmo o Delta. Pior seria o nada.



Escrito por Cazé às 20h58
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Preocupação

 

O teresinense já se preocupa com a duração do período chuvoso. Começou a chover em dezembro, com pequenas interrupções, e já se fecha o semestre. A chuva desta sexta-feira (29) foi um sinal claro de que não teremos um mês de junho enxuto, como antigamente.

 

Continua fazendo calor e os “ventos gerais”, como o nordestino costuma chamar, não aparecem. Mudança de clima acaba mudando hábitos. Sé há prejuízos comprovados na safra, isso se refletirá também nas festas juninas.



Escrito por Cazé às 20h57
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Promotor mostra a verdade

sobre tragédia em Cocal

 

De todas as declarações que se seguiram à tragédia causada pelo arrombamento da Barragem Algodões 1, no município de Cocal, ao norte do Piauí, a que parece mais sensata é a do Promotor de Justiça local, Maurício Gomes, publicada pelo portalaz.

 

O promotor pretende responsabilizar, civil e criminalmente, o Estado, a Engerpí e a Prefeitura Municipal de Cocal, bem como todas as autoridades que assinaram a Ata autorizando o retorno das famílias para as áreas de risco.

 

Vai mais além o promotor de Cocal:todas as mortes ocorridas foram em conseqüência de um ato inconseqüente das duas esferas de poder estadual e municipal.

 

O promotor lembra que há mais de 15 dias havia um cautelar da Juíza do fórum da comarca de Cocal, autorizando o Estado e o município a retirarem, à força, todas as famílias que se recusassem a sair das áreas localizadas no caminho das águas da barragem. A mesma cautelar proibia o retorno das famílias sem a devida segurança de vida de todas.

 

Sobre o engenheiro Luis Hernandes, que disse não haver risco de rompimento da barragem, o promotor saliente que o mesmo dizia ser necessária a manutenção dos trabalhos para a segurança da mesma. “Se não havia risco, porque continuar esse trabalho” – questiona o promotor. Ele observa ainda que o Corpo de Bombeiros foi contrário ao retorno das famílias.

 

CONTRADIÇÃO NO GOVERNO – enquanto o promotor de Cocal fala com convicção, citando fatos, no seio do Governo são flagrantes as contradições, a menos que os veículos de comunicação estejam mentindo.

 

Divulgou o portal 180graus que o governador Wellington Dias assumira, em entrevista coletiva, toda a culpa pela tragédia, isentando o engenheiro Hernandes que, segundo o próprio governador, cumpria ordens.

 

Em outro portal, o ai5piaui.com, o governador teria dito que mandaria apurar toda a responsabilidade, para a punição dos culpados. A um “blogueiro” de Cocal o secretário de Segurança, Robert Rios, teria dito que os culpados seriam responsabilizados, doesse em quem doesse.

 

A sociedade piauiense haverá de compreender a aflição do governador Wellington Dias, por tudo o que ele tem dito, às vezes desnecessariamente, como, por exemplo, que não é Deus para prever catástrofes, e que é bancário e foi eleito para governar o Estado.

 

Acontece que, ao ficar em frente a um microfone, o governante precisa entender que a fala é também um ato de governo. O momento do senhor Wellington Dias ter reconhecido que era apenas um bancário investido no cargo de governador foi aquele em que ele foi aos meios de comunicação, sem citar nenhum laudo técnico, para dizer que as famílias poderiam voltar, que a barragem não iria arrombar. 



Escrito por Cazé às 21h11
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O momento não é de se baixar a cabeça

 

Desta vez o governador Wellington Dias terá que erguer sua voz perante o Palácio do Planalto, pois a tragédia que se abateu sobre o município de Cocal não comporta frases de efeito de “companheiro” do presidente para poupá-lo de pressão.

 

Antes de ser petista, o senhor Wellingrton Dias governa o Estado mais pobre da Federação, o Piauí. O destino colocou em sua frente o oposto do que dissera o presidente Lula, em sua visita aos alagados de Teresina, criticando os flagelados que retornam às áreas de risco.

 

Em Cocal os flagelados foram induzidos ao retorno, mas isso não tira do governador o direito de exigir socorro do governo federal. E não adianta baixar a cabeça para ajudas em forma de empréstimo. Quando autorizou ajuda financeira para países miseráveis do continente africano, o presidente Lula o fez a fundo perdido.

 

O Estado do Piauí não é culpado pela tragédia de Algodões 1. Poderia ter evitado as mortes, se não tivesse induzido as famílias a retornarem à área de risco. O momento agora é de indenização às vítimas e de reconstrução da barragem. O governador sabe que o Estado não tem mais condições para se endividar.

 

A solução terá que ser em nome da população, sem arranjos partidários. O Piauí é um membro da Federação, com direitos assegurados na Constituição. O povo haverá de ser solidário com o governador, mas ele precisa exigir, sem timidez. A idéia de criação de um Fundo pára as emergências é do governador, mas o nome dele tem que ser “fundo perdido”.



Escrito por Cazé às 21h09
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Barragem e funcionalismo

O rompimento da barragem Algodões -1, no município de Cocal, não foi o tema principal dos discursos na Assembléia Legislativa, na manhã desta quinta-feira (28). Apenas o deputado Warton Santos (PMDB), fez uso da tribuna, dedicando o seu tempo também a outros dois temas, a greve dos servidores públicos e a visita do ministro da Saúde ao Estado.

No tocante ao rompimento da barragem, a base aliada do governo deu ênfase à disposição do governador Wellington Dias, de dedicar todos os esforços possíveis em socorro às vítimas da tragédia. Os deputados Moraes Souza Filho e Deusimar Brito (Tererê) anunciaram que irão pessoalmente ao município de Cocal.

Em relação ao funcionalismo, o deputado Warton Santos disse ter participado da reunião dos médicos, na condição de ex-relator do projeto que criou o plano de carreira da categoria, onde deixou a sua sugestão para que eles esperem passar o momento crítico em que vive o Estado, com queda na arrecadação e com problemas de alagados.

Warton e os demais membros da base governista disseram que o governo compreende a legitimidade das reivindicações, mas a sua proposta é pagar parceladamente os benefícios aprovados pela Assembléia. A oposição disse que para apoiar o governo necessita de maior transparência sobre o que é arrecadado e o que é gasto no Estado.

Uma audiência pública está marcada para o dia primeiro de junho, com a presença do secretário de Fazenda, Antônio Neto, ocasião em que o debate sobre o funcionalismo e a arrecadação do Estado será aprofundado. A oposição quer conhecer todos os compromissos financeiros assumidos pelo governo nos últimos meses.



Escrito por Cazé às 15h06
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Rapidíssimas

 

01 - Do deputado Tererê, ao criticar o volume de arroz da cesta básica da Defesa Civil Estadual (10 quilos): “Não dá nem para uma família de pardais”.

 

02 - Do filósofo de Botequim Adroaldino, sobre a peleja entre o presidente da Agespisa e os moradores do conjunto Saci, em torno da construção de uma estação de tratamento de esgoto no conjunto: “está na hora de o governador Wellington Dias mandar suspender essa merda”.

 

03 - Do deputado João de Deus sobre matéria da Folha de São Paulo a respeito do não pagamento do aluguel, pela Prefeitura de Teresina, às famílias acolhedoras dos alagados: “poucos veículos repercutiram a matéria. Se fosse contra o governo Wellington Dias teria sido manchete em todos eles”.

 

04 - De um assessor de gabinete de um deputado petista na Assembléia, quando da exibição de um documentário (audiovisual) mostrando a realidade do Cerrado piauiense: “o nome desse filme é a volta dos que não foram”.

 

05 - Do jornalista Zózimo Tavares, após a explicação do governador Wellington Dias, de que a ajuda para o filme de Frank Aguiar teria sido de apenas R$ 200 mil, e não R$ 1 milhão: “duzentos mil foi só a primeira parcela”.

 

06 - Ainda sobre a ajuda do governador ao Frank Aguiar, esta aqui foi dita numa roda de músicos, na Praça Pedro II: “essa ajuda devia ter sido para a cantora Sthefany, que faz mais sucesso que o homem do cabelo amarrado”.

 

07 - De um democrata de Teresina, durante reunião em que se discutia a volta dos dissidentes ao seio do partido: “o Fernando Monteiro só teria condições de voltar após as águas baixarem e acabar a distribuição de cestas básicas da Defesa Civil”.

 

08 – Quando os deputados Xavier Neto e Leal Júnior deixaram o plenário da Assembléia, em protesto por não terem sido incluídos na comissão que fora ao Cerrado, ver de perto a situação dos produtores, um repórter se aproximou do deputado Antônio Félix, para dizer que os dois descontentes criariam outra comissão, para avaliar o pó da carnaúba de Campo Maior. Antônio Félix fez o levantamento no Cerrado, sem ter sido votado na região.



Escrito por Cazé às 20h51
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E se não tiver sido brincadeira?

Foi lendo o Josias de Souza que o signatário do Blog aqui ficou sabendo que a autonomeação de Lula para a presidência da Petrobrás fora feita num “dedo de prosa” do presidente brasileiro com o seu colega Venezuelano, Hugo Chàvez, no Estado da Bahia.

Uns tais aparelhos de tradução simultânea disponibilizados para os repórteres acabaram transmitindo o que era para ser reservado. Como o Brasil é hoje o país da escuta telefônica clandestina, acidentes técnicos dessa natureza acabam sendo benéficos.

Quem pode garantir que a brincadeira de Lula perante o seu colega não faz parte de um plano sério para o pós - Lula? De qualquer maneira, não é comum um governante dizer que cargo pretende ocupar na gestão do seu sucessor.



Escrito por Cazé às 15h02
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Isenções fiscais

Citando como fonte o conselheiro do Tribunal de Conas do Estado, Kennedy Barros, o ambientalista Judson Barros relaciona algumas dezenas de empresas que teriam sido beneficiadas com isenção fiscal no Governo Wellington Dias. A soma levantada estaria em R$ 800 milhões.

A matéria está em destaque no portal 180graus, onde o desmentido do secretário de Fazenda, Antônio Neto, é apenas em relação ao valor. Seria bem menos (não diz quanto). O momento é bom para o governador Wellington Dias refletir sobre tais isenções. O Estado enfrenta a crise financeira internacional, com várias categorias em greve.

Já que as isenções fiscais são feitas para estimular a geração de emprego, falta agora um levantamento para se saber se a soma de todos esses empregos gerados pelas empresas citadas alcança o valor das isenções. Se não alcançar, a suspensão do benefício terá que ser imediata.



Escrito por Cazé às 14h40
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Autonomeação

Noticiou a rádio Jovem Pan de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (27), e seria bom que fosse mentira, que o presidente Lula teria dito em reunião com líderes políticos e técnicos de sua equipe, na Bahia, que se Dilma Rousseff for eleita ele será o presidente da Petrobrás.

Tal afirmação teria sido feita para Hugo Chàvez tomar conhecimento, bem ao estilo do agora perpétuo presidente venezuelano, que também se encontrava na Bahia. Que tipo de autoridade teria a sucessora de Lula? Talvez esteja aí a recusa de Lula pelo terceiro mandato.

Essa “pérola” atribuída ao presidente Lula dá o real sentido da sugestão de slogan de José Dirceu para a campanha de Dilma: “A eleição de Dilma será Lula outra vez”. Como estariam, em seus túmulos, os ditadores de 1964?



Escrito por Cazé às 10h49
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Vereadores reafirmam apoio ao Saci

Aconteceu mais uma reunião dos moradores do Saci com os vereadores da capital. Foi em sessão de ontem (27) à tarde. Estiveram presentes os 21 representantes e mais o presidente da Agespisa, Merlong Solano. Da parte da Agespisa não foi fita exposição de nada que pudesse convencer os moradores sobre a viabilidade da estação de tratamento de esgoto na área de preservação ambiental do conjunto.

Quanto aos moradores, mais motivos foram expostos, já aí com vídeos mostrando protestos semelhantes em outros pontos do país. Mais uma vez o presidente da Agespisa acenou com a possibilidade de realizar a sua obra em outro local, mas sempre na condicionante: se houver esse local.

Os vereadores aceitaram um convite anteriormente recusado pelos moradores, para conhecerem as estações de tratamento já existentes na cidade. A recusa do Saci ao convite da Agespisa foi devido ao fato de que, antes da deflagração da campanha, eles já haviam constatado o desconforto reinante no Acarape e outros pontos onde foram feitas estações de esgoto.

Como a campanha dos moradores do Saci é feita basicamente em defesa de sua lagoa, dificilmente o presidente da Agespisa sensibilizará os vereadores, por mais que derrame perfume nos arredores, já que nas outras estações não existe lagoa e nem vegetação semelhante.



Escrito por Cazé às 10h48
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Quando impera a insensatez

Deve ser muito forte a motivação econômica da Agespisa para querer construir uma estação de tratamento de esgoto dentro de uma lagoa natural do conjunto Saci, contrariando a totalidade dos moradores.

Sabe-se que a imposição da obra (os moradores não foram consultados) se deve à existência de um terreno do Estado na área. Muito simples: a Agespisa faria a sua economia às custas do prejuízo dos habitantes do conjunto, que passariam a ter seus imóveis desvalorizados.

O que mais chama a atenção no episódio é a insensatez do presidente da Agespisa, Merlong Solano, que condiciona a não construção da estação de tratamento de esgoto ao surgimento de outro local, como se isso acontecesse por acaso. Ele não ofereceu, até o momento, nenhuma amostra de que estaria cuidando disso.

Em reunião com os moradores, o senhor Merlong Solano pediu alternativas. Criou até um problema com o presidente de uma das associações de moradores, ao visitar uma área supostamente por ele apontada. O rapaz levou um soco no rosto, dado por um morador, que teria raciocinado assim: “não quer pra ele, mas quer para mim?”.

O presidente da Agespisa pode estar cariando dificuldade para o próprio governador Wellington Dias, que tem pretensões eleitorais. É que os moradores do Saci, embora não estejam tratando do problema pela ótica política, são portadores de título eleitoral e, numericamente, expressivos, sem contar com o poder que têm de irradiação de suas idéias.

Imponha-se, de goela abaixo, um projeto como esse da Agespisa ao conjunto Saci, e logo se verá um novo tipo de reação dos moradores. Há uma disposição em reserva por parte dos moradores: responsabilizar o governador Wellington Dias pelo desconforto que o presidente da Agespisa quer causar aos habitantes do Saci.

Wellington Dias já se meteu em questões menores. Não se justifica, portanto, o seu silêncio em relação ao assunto. Ele em assessoria política para acompanhar todos os acontecimentos do Estado. Na peleja entre o Saci e a Agespisa já entrou a Câmara Municipal, com os seus 21 membros a favor dos moradores.

O próximo passo será consultar o prefeito Sílvio Mendes sobre a possibilidade de desenvolver um projeto ambiental para a lagoa do Saci, uma vez que a área, por Decreto do então prefeito Firmino Filho, já é de preservação ambiental. Falou-se na extensão da Avenida Maranhão, até a Antarctica, o que daria mais status ao Saci, mas tudo isso ainda é perspectiva.



Escrito por Cazé às 10h44
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Caos no Cerrado

 

Um documentário (audiovisual) elaborado pela Assembléia Legislativa, com narração do repórter Neile Castelo Branco, foi exibido na sessão plenária de hoje (26) da Assembléia, como resultado de uma visita do deputado Antônio Félix (PPS) e da deputada Ana Paula (PMDB) ao Cerrado piauiense. O documento mostrou a realidade das estradas, praticamente intrafegáveis, e da devastação ambiental.

 

Teve um empresário que chegou a abusar da liberdade de expressão para justificar a agressão ao meio ambiente. Disse coisa assim: ”os empresários do campo zelam mais a terra que as suas próprias esposas”. Em outro momento, fustigado pelo repórter, o empresário justificou a expulsão dos animais silvestres do seu habitat natural com esta pérola: “não se faz omelete sem quebrar os ovos”.

 

Neile Castelo Branco alcançou com a sua câmera algumas aves solitárias na vastidão dos campos de soja. Corujas, gaviões, avestruzes e até veados desfilaram para a equipe da TV Assembléia, precedendo o mais insólito dos depoimentos. O empresário que proferiu as duas frases acima culpou os caçadores pelos incêndios florestais e pela matança dos animais.

 

Qualquer pessoa, por mais ingênua que seja, sabe que o caçador jamais dizimaria as espécies animais do Cerrado. Talvez nem mesmo o tráfico. O trabalho acompanhado pelos dois representantes na Assembléia ganhou dois protestos: os deputados Leal Júnior (DEM) e Xavier Neto (PR) se ausentaram do plenário, não porque não desejassem ver a imensa devastação do Cerrado, mas por não terem sido convidados para integrar a comissão, mesmo tendo sido bem votados na região.

 

O momento mais crucial do documentário foi quando o repórter perguntou a um empresário o que seria necessário para o desenvolvimento do Cerrado. Ele foi curto na resposta: “bastaria que mentissem menos”. No desdobramento da frase ele disse que, apenas com palavras, já resolveram todos os problemas da região.

 

Dos depoimentos todos restou algo muito curioso: os empresários afirmaram que pagam 40% do que ganham, somente com impostos. Como só foram ouvidos empresários de porte médio, a idéia que eles passaram foi de que a tão propalada isenção fiscal por parte do governo estaria beneficiando apenas a grande esmagadora de soja do Cerrado, a Bunge.

 

Curiosamente, a Bunge foi considerada incapaz, pelos empresários, para fazer o armazenamento da produção no Cerrado. O feijão apodreceu quase todo e boa parte da soja está armazenada sob lonas, em campo aberto. O escoamento da safra é feito de forma precária, devido aos grandes atoleiros das estradas não pavimentadas.



Escrito por Cazé às 21h56
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Lançamento

 

Zé Rodrigues em novo estilo

Ele é autor da música mais popular sobre Teresina, com o mesmo título, em parceria com Aurélio Melo, tem cerca de 50 composições gravadas, inclusive fora do Piauí e agora pretende jogar no mercado um CD com músicas exclusivas sobre “Bumba- Meu- Boi”. Trata-se de José Rodrigues, 55 anos, dedicado à música desde a infância.

A idéia de gravar músicas de bois nasceu de uma constatação: o Piauí é tido como “terra do meu boi morreu” (o meu boi morreu, que será de mim, manda buscar outro, oh maninha, lá no Piauí) mas não gravou praticamente nada no gênero.

Com exceção de duas ou três composições, as músicas do CD de Zé Rodrigues são todas de sua autoria e interpretação. Ele é o arranjador da quase totalidade das canções e também músico nas principais faixas, com sua flauta. O filho de Zé Rodrigues, Ravel, toca cavaquinho no disco e também canta em uma faixa.

Zé Rodrigues recrutou os melhores músicos de Teresina para a gravação do seu CD, como Wando (Trombone) Wilker Marques (sax), Paulo Aquino (baixo) e tantos outros. O CD contempla um grupo de Bumba-Meu-Boi de Floriano e outro de Timon - MA. O restante é todo de Teresina. Dentro de aproximadamente um mês o CD estará na praça, com tudo para ser sucesso.



Escrito por Cazé às 10h37
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Democratas

 

Em reunião de sua executiva estadual, na manhã de ontem (25) o Democratas fez um balanço dos fatos políticos nacionais, sobretudo a reforma eleitoral, com o objetivo de dar subsídios ao presidente do partido, deputado Mainha, para que ele consiga levar à cúpula nacional a posição do Piauí.

O empresário Jesus Elias Tajra fez uma ampla explanação sobre a proposta de votação em lista, para ele uma medida altamente prejudicial à livre manifestação do eleitor. Ele comparou o sistema uma ditadura partidária.

O deputado Edson Ferreira avaliou que alguns pontos são positivos no sistema de lista, por valorizar os partidos. Considera também importante o financiamento público das campanhas. Já o filiado João Washington chamou a atenção para o abandono em que se encontram os diretórios municipais do DEM, defendendo a realização de encontros regionais.

O ex-governador Hugo Napoleão fez algumas considerações sobre a aliança do DEM com o PSDB, relatando episódios recentes em que os tucanos andaram descumprindo acordos. Ele frisou bem a eleição para a presidência do Senado, em que antes fora acertado apoio a Sarney e, no entanto, eles acabaram defendendo Tião Viana.

Hugo Napoleão reforçou idéia do vereador Roney Lustosa, de que deve ser feito um documento para encaminhamento à direção do DEM, tratando dos temas discutidos na reunião, mas depois que se fizer uma pesquisa sobre o que pensa a base do partido.

A reunião do Democratas tratou ainda do retorno dos dissidentes ao seio do partido. Todos concordaram que pode ter havido precipitação da parte deles, mas que teria faltado também disposição para o diálogo na direção da sigla. Em um ponto todos concordaram: a tão sonhada janela para a mudança de partido pode não sair, o que facilitaria o retorno dos dissidentes.



Escrito por Cazé às 10h33
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Meia verdade, meio desmentido

 

Aconteceu o que o Blog aqui preconizara: o governador Wellington Dias rebateu a informação do colega Zózimo Tavares, de que o Estado estaria pagando R$ 1 milhão para o ex-cantor, ex-deputado federal e agora vice-prefeito de São Bernardo do Campo – SP, Frank Aguiar. Teria sido apenas R$ 200 mil.

 

Ainda é muito dinheiro, pois o filme vai mostrar pedaços do Estado (Picos, Teresina e Itainópolis). Em suma, serão apenas dois pedaços, pois o terceiro é terra natal do vice-prefeito. Deve ficar por conta da cota dele próprio. Indaga-se então: o Piauí cede seu território para enriquecer o filme de Frank Aguiar (sua história não é tão rica) e ainda tem que lhe dar dinheiro?

 

O signatário deste Blog gravou, recentemente, com alguns artistas locais, imagens de Beneditinos, para um Clipe sobre a música “Passa na Pinguela”, de autoria de Miguel Arcângelo. É uma das faixas do CD “Do Bom e do Melhor”, gravado igualmente sem qualquer tipo de apoio governamental, Irá para o youtube. Seria justo pleitear ajuda do governo, fosse qual fosse o valor?

 

O governador Wellington Dias precisa entender que o Piauí não é “moça encalhada”, do tempo da pedra lascada, que o pai dava um “dote” a quem com ela se casasse. Essa idéia de dar dinheiro e outros incentivos a quem se propõe a divulgar o nome do Piauí é provinciana. Não promover o Estado. Parece mais subserviência.

 

Quanto ao jornalista Zózimo Tavares, ele não foi de todo desmentido. Deve ter confiado demais na sua fonte, em relação ao valor, mas prestou um grande serviço à causa da comunicação. O seu artigo pode ter aberto os olhos de artistas da terra que não estão na graça do governo do PT, como Frank Aguiar, e da sociedade como um todo, para que procure saber se no rastro dos R$ 200 mil não saíram outros préstimos do agora generoso Estado do Piauí.



Escrito por Cazé às 21h40
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Por quanto sai a divulgação do Piauí?

 

O governador Wellington Dias e o cantor Frank Aguiar estão no dever de responder ao jornalista Zózimo Tavares, dizendo não ser verdadeira a informação de que o pobre Estado do Piauí teria assumido contrato no valor de R$ 1 milhão para patrocinar um filme do artista piauiense, hoje vice-prefeito de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

 

Não desmentindo a informação do jornalista, o governador e o cantor assumirão um ato “indecoroso” perante a frágil economia do Estado e grande parte de sua população, os flagelados das enchentes deste ano. O dinheiro a ser gasto com o filme de Frank Aguiar daria para comprar 20 mil cestas básicas de R$ 50 reais cada.

 

Da parte do governador espera-se que ele reflita sobre o seu esbanjamento. Quanto a Frank Aguiar, seria melhor que ele não aceitasse a ajuda. A sua carreira não tem muito a ver com o Piauí, a começar pelo repertório. Uma das canções piauiense que ele gravou oculta os nomes dos autores, que ele talvez bem saiba quem são.

 

Mais justo teria sido o cantor Frank Aguiar ter dito que nunca precisou do Piauí em sua carreira de cantor e de deputado federal por São Paulo, cujo mandato ele trocou pelo de vice-prefeito de São Bernardo. É em são Paulo que ele tem o seu circulo de amizades, onde vende a maior parte de sua produção artística. Era lá que ele deveria ter buscado todo o apoio necessário à sua produção cinematográfica.

 

Recentemente um produtor independente fez um filme intitulado “Ai que vida”, sem ajuda oficial. Divulgou o Piauí e boa parte do Maranhão, recebendo o maior número de cópias piratas da história, Mais de dez mil, só em Imperatriz. Queira Deus que a rica produção do “Sonho de um sonhador” (é o nome da longa metragem de Aguiar) chegue aos pés do humilde "Ai que Vida", pelo menos em matéria de conteúdo.

 

A campanha de divulgação do Piauí, no Governo Wellington Dias,

já “torrou” muito dinheiro, sem produzir os resultados

desejados. Ela faz lembrar uma que Carlos Lacerda lançou, no

Rio de Janeiro, intitulada “Campanha Ajuda Teu Irmão”. Dessa

campanha carioca restou esta peça do folclore político:

 

Revoltado com a campanha, um poeta sertanejo mandou ao

então governador uma carta em que dizia: doutor Carlos

Lacerda/que publicou esta merda/campanha ajuda teu

irmão/publica fulô do mato/ ajuda o pobre Renato/ poeta aqui

do sertão!

 

Lacerda, assimilando a crítica do poeta, mandou publicar o seu

livro, “Fulô do Mato”. Como o poeta pobre do Rio de Janeiro

existem muitos artistas piauienses necessitando de ajuda do

Governo, em valores mais modestos.



Escrito por Cazé às 15h18
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Está explicado!

Explica-se agora a razão de tantos empréstimos do Governo do Piauí para aplicação em construção de estradas: é que as obras têm curta duração. Quem fez o levantamento foi o Tribunal de Contas do Estado, que constatou irregularidades gritantes.

O Blog aqui selecionou apenas dois tópicos da matéria que está nos principais portais. O leitor haverá de tirar suas conclusões sobre o restante:

No trecho de Bertolinea/Uruçuí não foi constatado nenhum tipo de drenagem superficial para descida da água ou sarjeta de concreto. Também não foi constatada a execução de bueiros e nenhum tipo de sinalização.
 

No trecho Teresina/Palmeirais não tem meio fio, tem erosão do pavimento e desmoronamento de parte do acostamento, devido a ação erosiva da água.

Em tempo: teria o governo do PT projetado essas obras com a premissa de haver apenas seca no Estado do Piauí?



Escrito por Cazé às 10h08
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