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Blog do Cazé - E-mail: czerosa@yahoo.com.br
 


Apagando incêdios

 

O discurso do presidente Lula, no dia internacional do meio ambiente, teria deixado em apuros a diretoria da Agespisa, caso tivesse sido proferido na beira da lagoa onde a empresa planejou construir uma estação de tratamento de esgotos, no conjunto Saci. Disse o presidente, ao visitar o Parque Nacional dos Abrolhos, que o debate ambiental mobiliza três tipos de pessoas: os “desinformados”, os “ignorantes” e a Tuma do “discurso fácil”.

 

Ora, como a Agespisa planejou a sua obra sem ouvir os moradores do Saci, esses seriam os desinformados. Os ignorantes seriam o presidente da Agespisa e seus auxiliares, que não sabiam que a lagoa é uma área de preservação ambiental por Decreto Municipal. Falta agora identificar a turma do discurso fácil. Seriam eles os vereadores e os ambientalistas que apóiam a campanha dos moradores do Saci?

 

Uma coisa é possível se perceber no discurso do presidente Lula: ele se aproxima, cada vez mais, daquele momento em que o governante, uma vez cercado de aproveitadores, acaba se transformando em apagador de incêndios. Isso acontece geralmente no ano eleitoral, mas, no governo do PT, está havendo uma antecipação.



Escrito por Cazé às 18h42
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A ex – quase paquera do Adroaldino

 

Adroaldino contou ao repórter de plantão do Blog uma decepção pré-amorosa, sofrida na academia onde ele faz sua musculação. Foi na tarde de ontem (05) que ele se desiludiu do comportamento de uma colega, o que não chegou a ser assédio.

 

Pela terceira vez consecutiva, a moça se dirigia a Adroaldino, querendo saber a hora. Poderia se informar olhando um dos quatro relógios de parede expostos na sala. Aliás, foi esse detalha que fizera o Adroaldino supor que a moça estaria procurando um “pé de conversa” com ele.

 

Mas não foi apenas o detalhe dos quatro relógios de parede que levou Adroaldino a imaginar que a moça pudesse estar interessada nele. É que, em nenhum momento, ela se dignou a segurar o seu braço, mesmo ele colocando-o a cinco centímetros do seu rosto, pra ela mesma olhar os ponteiros.

 

O desfecho não poderia ter sido mais inibidor para Adroaldino, conforme o diálogo que ele mesmo reproduzira:

- Por que você me pede informação sobre a hora, se há quatro relógios na parede?”

- É porque eu tenho uma miopia que não me permite ver nada a um palmo adiante do nariz.

- E por que você se dirige sempre a mim, e não a qualquer outro colega?

- É porque eu achei que um senhor de idade não seria capaz de se aproveitar disso para externar segundas intenções.



Escrito por Cazé às 09h49
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Hugo Napoleão admite deixar o Democratas

Reunião em que Hugo esteve presente, há duas semanas.

Pela primeira vez, durante mais de 20 anos, o ex-governador Hugo Napoleão admitiu deixar o partido que ele próprio fundara, quando esse se chamava PFL, o hoje Democratas. Ele afirmou a Amadeu Campos, na TV Cidade Verde, nesta sexta-feira (05) que as chances de deixar a sigla são de 50%.

O ex-governador deixou bem claro que sua mágoa com o partido foi por ele lhe ter negado um minuto para falar nas inserções de TV. Fazendo um histórico de sua vida no PFL e já no Democratas, ele disse que só deu de si pelo partido.

Hugo Napoleão afirmou que ao deixar a vida pública foi exercer a advocacia, pois não construiu escolas e nem adquiriu emissoras de rádio durante o tempo em que foi ministro da Educação. Disse que não queria ser inconfidente, mas que já recebeu convites de pelo menos três siglas partidárias.

Para o ex-governador, seu ingresso em outro partido só não poderia ser naquele que for contrário às suas idéias. Indagado sobre se teria arrependimento por ter cassado o mandato de Mão Santa, ele disse que na época brigou com as armas que tinha, o que fizera também o cassado, numa luta de doze anos, mas que hoje não há mais divergência entre ambos.



Escrito por Cazé às 14h32
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Divulgando o Piauí

Enquanto o cantor e agora vice-prefeito de São Bernardo do Campo - SP, Frank Aguiar, decide se usa ou não imagens do Piauí em seu filme “O Destino de Um Sonhador”, devido a uma matéria do jornalista Zózimo Tavares, dando conta de que ele estaria recebendo uma ajuda de R$ 1 milhão do governo do Estado, a cantora igualmente piauiense, Stefhany, acaba de gravar imagens de sua região (Picos), que vem a ser a mesma de Frank, para um especial da TV Record.

 

A essas alturas, se a justificativa do governo para ajudar o Frakn Aguiar seria a divulgação do Piauí, ela não faz mais sentido. Stefhany está fazendo essa divulgação sem que conste a mão do governo empurrando-a para frente ou para trás. A moça está com força total, sendo reconhecida por nomes expoentes da música brasileira e por veículos de comunicação do porte das TVs Record e SBT. 



Escrito por Cazé às 13h50
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O governo do PT e os flagelados

Nos anos mais castigados pela seca no Nordeste, o governo militar submetia os flagelados a trabalhos desnecessários em frentes de serviço, a pretexto de não deixá-los receber ajuda emergencial sem a devida contrapartida. Criaram-se as famosas frentes de serviço.

Muitas vezes essas frentes dispensavam os tratores que estavam ao lado, porque os alistados não deviam ficar de braços cruzados. Eram dois dias por emana que eles dedicavam às obras do governo. Ainda assim era muito, considerando-se a sua debilidade física.

O Partido dos Trabalhadores, que na época era embrionário, parece não ter absorvido esse fato grave do regime militar. Está fazendo, com outras técnicas, a mesma coisa com os flagelados das enchentes. O governo federal exige o máximo que pode, com sua burocracia, para liberar dinheiro aos estados e municípios, assim mesmo a título de empréstimo.

Que condições os estados e municípios castigados pelas enchentes possuem para contrair empréstimos junto ao governo federal, se suas receitas estão sendo devoradas por outro flagelo, a crise financeira internacional que levou o governo federal a socorrer setores privados, dispensando tributos que formam o bolo do FPM e do FPE?

Observa-se a autofagia de prefeitos e governadores que, embora eleitos na oposição, transigem naquilo que seria um constante espernear. Vão a Brasília, de boca calada, muitas vezes oferecendo o pescoço à canga, só porque executam programas sociais em parceria com a União, quase todos clientelistas e eleitoreiros.

Mal representados no Congresso Nacional, muitos dos dirigentes estaduais e municipais nem sabem que, juntamente com a reforma política, está sendo feito o sepultamento da reforma tributária. Alguns se preparavam para apoiar a tramitação de emenda constitucional (fracassada) criando o terceiro mandato para o presidente da república e para eles também.

O Brasil está vivendo a fase mais aguda da subserviência política. Descobriu-se, de repente, que ser rebocado é mais importante do que ser rebocador. E vai engrossando o cordão dos rebocados, não se sabe até quando. Como a corda quebra sempre do lado do mais fraco, o desfecho dessa crise de identidade vivida no país tem tudo para ser trágico.



Escrito por Cazé às 13h46
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Saci reage com cautela a

suspensão de audiência

 

Os moradores do conjunto Saci reagiram com cautela à suspensão da audiência pública marcada para esta quinta-feira (04), por iniciativa da deputada Flora Izabel (PT). O motivo da suspensão da audiência, que era para debater um projeto de construção de uma estação der tratamento de esgotos, teria sido a falta de objeto, uma vez que o presidente da Agespisa enviou ofício informando que estaria procurando outro local para fazer a obra.

 

Os moradores se reuniram há poucos instantes, e avaliaram os documentos da Agespisa encaminhados à Assembléia como uma mera hipótese de suspensão do projeto. Todos os encaminhamentos já feitos aos órgãos competentes, com a alegação de que a área escolhida é uma lagoa de preservação ambiental, estão mantidos, até que saia um documento oficial sobre a mudança de local para a estação de tratamento de esgotos.

 

Os moradores do Saci atuam em duas frentes: eles protestam contra o projeto da Agespisa e, ao mesmo tempo, buscam apoio junto aos órgãos competentes para a revitalização da lagoa. O simples decreto de preservação ambiental não é tudo, pois a falta de fiscalização tem permitido desmatamento na lagoa, matança de animais e até poluição pelo lado do Distrito Industrial.

 

As próximas visitas da comissão que acompanha o problema da estação de tratamento de esgotos será à Assembléia Legislativa e às famílias que moram mais próximas da lagoa. Estão em cogitação também  audiências com o prefeito Silvio Mendes e com o governador Wellington Dias. Os moradores do Saci ainda estão refletindo sobre uma frase do presidente da Agespisa, Herlong Solano, de que a área por ele escolhida para a estação estaria degradada.

 

Perece ser ponto de honra para os moradores do Saci, provar que a lagoa pode ser um cartão postal na zona sul da cidade. Ela é a última na zona sul que ainda não foi cercada e aterrada. As próximas etapas da campanha de preservação da lagoa do Saci visam divulgar fotografias das partes mais importantes do patrimônio ambiental ameaçado.



Escrito por Cazé às 21h59
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Tererê irrita bancada do governo

 

O deputado Deusimar Brito (Tererê- PSDB) irritou a bancada do governo na Assembléia, ao afirmar que o governo Wellington Dias é desumano e cruel, ao propor como ajuda aos flagelados das enchentes empréstimos de R$ 1.500 para agricultura familiar.

 

O deputado disse que as pessoas que perderam suas casas e suas propriedades estão sem condições de assumir compromissos bancários. Elas iriam para o SPC, logo no primeiro mês – avaliou, citando o exemplo das vítimas do arrombamento da barragem dos Algodões 1, no município de Cocal.

 

Os governistas rebateram Tererê, afirmando que ele faz exploração política do assunto. Defenderam o governador Wellington Dias, pelo seu esforço em conseguir recursos para os flagelados. O deputado Xavier Neto (PR) foi o mais enérgico contra Tererê, chegando a dizer que não tem medo de careta e que topa o debate com ele, em qualquer nível.

 

O deputado Tererê escolheu um alvo pouco explorado. O governo do PT, em nível nacional, tem sido mais generoso com os países miseráveis da África do que mesmo com os estados brasileiros atingidos por catástrofes. Pouco antes da crise financeira internacional, o presidente Lula anunciou várias doações em dinheiro para o continente africano. Teve um país que recebeu dinheiro para reestruturar suas forças armadas.

 

O noticiário nacional na Internet ainda guarda fresquinhos, protestos de vários estudiosos da economia brasileira, que não aceitam a doação, pura e simples, de recursos para o exterior. O deputado Tererê está diante de fato concreto: estados e municípios brasileiros vão receber ajuda para os flagelados, mas em forma de empréstimos. Desapareceu, no governo petista, a figura da liberação de recursos a fundo perdido.

 



Escrito por Cazé às 21h53
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Nova campanha

 

Quando disse que a lagoa do Saci era uma área degradada, o presidente da Agespisa, Merlong Solano, não disse nenhuma bobagem. Mas a sua afirmativa se perdeu, porque fora usada como pretexto para construir uma estação de tratamento de esgoto nessa mesma lagoa.

 

Agora, que a Agespisa está recuando no seu empreendimento, ou seja, está buscando outro local para a obra, cabe aos moradores do conjunto deflagrar outra campanha, imediatamente, no sentido de revitalizar a lagoa.

 

A ameaça que pairou sobre todos os moradores do Saci deve servir de alerta. Amanhã poderá não ser a Agespisa, mas sim um grupo privado, a se apropriar da lagoa. Outras já se encontram cercadas, ao longo da Avenida Maranhão, do Saci para o centro.

 

Assim que o Saci foi inaugurado, seus moradores não podiam ir até à beira do rio Parnaíba. A saída e entrada para o conjunto eram feitas pelo lado do estádio Lourival Parente. Mas uma solução inesperada surgiu se forma sutil.

 

Era secretário de obras o saudoso engenheiro Antônio Leal, no governo Lucídio Portella. Juntamente com o signatário deste Blog, Leal participava de um curso intensivo de comunicação. Executava-se a obra de construção da Avenida Maranhão, que dobraria para a Tabuleta, debaixo da ponte de concreto.

 

Residindo no Saci e sofrendo as restrições impostas pelo dono da cerca que impedia o acesso dos moradores ao rio, o signatário deste Blog sugere ao secretário a extensão da Avenida até o conjunto. A expectativa durou apenas poucas semanas.

 

As máquinas da Secretaria de Obras cortaram o arame, dando início à extensão da Avenida. Medidas complementares viriam na gestão do prefeito Wall Ferraz. Foram afastadas da área as vacarias que antes justificavam a cerca de arame.

 

O tempo passa e as boas medidas são relaxadas. A degradação a que se referiu o presidente da Agespisa, na lagoa do Saci, contempla uma vacaria (ele a mencionou). Os moradores do conjunto têm a sua parcela de culpa, pela acomodação. Espera-se que o susto da lagoa de tratamento de esgoto venha a despertar outro sentimento nos moradores do Saci, para o bem de todos. A natureza agradece.



Escrito por Cazé às 20h36
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É dando que se (recebe ou engravida?) 

 

Está na oração de São Francisco: “é dando que se recebe”. Em se tratando de pessoa do sexo feminino, a ironia popular ensina que “é dando que se engravida”. Mas aqui o que se destaca é o gesto do cantor Frank Aguiar, de doar alimentos para os flagelados do Piauí. Ele já mandou uma parte e aguarda transporte para mandar mais.

 

Desde que vazou a informação de que o cantor teria recebido R$ 1 milhão de ajuda do governo do Piauí, em forma de patrocínio para o seu filme, “o sonho de um sonhador” (parece homenagem a Alberto Silva), Aguiar recebeu muitas críticas. Mas ele agora parece se redimir da bobagem que fizera.

 

É que a mídia independente não engole essa estória de “divulgar” o Piauí sangrando o seu erário. Só um exemplo aqui: quando alguém doa certa quantia de donativos para um estado pobre é esse estado que está sendo divulgado. Quando o doador é filho do próprio estado, como é o caso de Frank Aguiar, o beneficiário é duplamente divulgado.



Escrito por Cazé às 20h35
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Riso e pranto

Com cara de quem possui dupla personalidade (rindo e chorando a um só tempo), chega à redação do Blog o filósofo de botequim e poeta, Adroaldino. Trazia na mão quatro folhas de papel A-4, datilografadas com rimas em sextilha, dizendo que ali estava o seu protesto contra a lagoa de tratamento de esgoto que a Agespisa pretendia construir no conjunto Saci.

Ouvido sobre as razões do pranto e do riso, Adroaldino já foi explicando: “estou rindo porque a Agespisa suspendeu o projeto da estação de tratamento de esgoto, mas estou chorando porque perdi a chance de mostrar o meu cordel sobre a questão”. A deputada Flora Izabel suspendera a audiência pública, alegando que não havia mais objeto.

O Blog garantiu a Adroaldino que publicaria o seu cordel, contido em 24 versos. Leia, no tópico seguinte, a produção de Adroaldino.



Escrito por Cazé às 14h40
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Estação de merda

Tem gente que não enrica/Porque não furta e nem herda/E no curso de toda a vida/Nada ganha, só tem perda/E se não tiver cuidado/Fica atolado na merda

Isso está acontecendo/Com quem mora no Saci/Bem perto de uma lagoa/De jacaré e sucuri/Embora não sejam eles/Que queiram o pobre engolir.

Existe uma ameaça/No ar a todo momento/Feita pelo poder público/Com robusto orçamento/Batizada com o nome/De estação de tratamento.

Não é estação de trem/E nem de água tratada/Não é estação climática/É merda canalizada/Pra cair numa lagoa/Que deve ser preservada.

De forma bem sorrateira/Com seus nobres diretores/A Agespisa planejou/Se livrar dos seus odores/Jogando a merda encanada/Na cara dos moradores.

O impacto ambiental/Mostra dados irreais/O relatório é fajuto/Pois omite os animais/Da flora oculta o melhor/Que existe nos matagais.

Capivaras e gambás/Não aparecem no RIMA/Jacarés e sucuris/O laudo passa por cima/Não faz referência clara/Sobre a lagoa e seu clima.

Olhos d’água permanentes/Também são ignorados/Colocaram outros viventes/Que habitam no Cerrado/São fatos improcedentes/Que não foram pesquisados.

O RIMA fala em cotia/Um roedor de carrasco/Visto assim, à luz do dia/Não passa de um fiasco/É como quem bebe a pinga/E depois esconde o frasco.

Quando diz que a lagoa/Do Saci é degradada/O diretor da Agespisa/Mostra não saber de nada/Talvez entenda de merda/Antes que seja tratada.

Se existe degradação/O certo é recuperá-la/Não é um caso sem jeito/A biologia fala/Não é lagoa de merda/Que só mau cheiro exala.

Senhor Merlong Solano/Procure ser coerente/Desloque o seu projeto/Para um local diferente/Respeitando os cidadãos/E o próprio meio ambiente.

Não faça essa “cagada”/De dez mil quilos por dia/A merda foi calculada/Com técnica de engenharia/É toda a zona sul/Que no Saci cagaria.

Se quem vai pagar a conta/Do conjunto saneado/São os próprios moradores/Com o seu dinheiro suado/Eles devem ser ouvidos/Sobre o local adequado.

A obra é importante/Isso ninguém ignora/Mas dentro de uma lagoa/Onde a natureza mora/Causa sérios prejuízos/Ao homem, fauna e flora.

Já é sabido de todos/Que a Agespisa quer usar/Um terreno do Estado/A fim de economizar/À custa do sacrifício/De quem paga pra cagar.

O Saci não está sozinho/Em suas reivindicações/Sua luta é organizada/Em duas associações/Debatendo os seus problemas/Em amplas reuniões.

A Câmara Municipal/Apóia os moradores/Fez sessões, foi aos debates/Com diversos oradores/Ouviu a própria Agespisa/Junta com seus diretores.

Conheceu a área verde/Que é de preservação/Sabe que existe um Decreto/De anterior gestão/Viu as fontes borbulhando/E ensopando o baixão.

Visitou as estações/Que existem na capital/Não viu em nenhuma delas/Nada que fosse igual/À lagoa do Saci/Patrimônio natural.

É nesta audiência pública/Que a Assembléia realiza/Que os moradores esperam/O recuo da Agespisa/Buscando outra saída/De forma clara e precisa.

Partiu de Flora Izabel/A idéia da audiência/Convidando autoridades/Com bastante antecedência/Pra que cada uma diga/Dessa questão o que pensa.

A Flora não vai ficar/Contra a fauna, certamente/Uma depende da outra/Dentro do meio ambiente/O sentimento de ambas/É de um só sobrevivente.

Espera-se que a questão/Tenha o seu ponto final/Que a obra da estação/Saia pra outro local/Sem que o Saci recorra/À via judicial.



Escrito por Cazé às 14h37
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Frank Aguiar

 

A notícia publicada no portal ai5piaui.com, de que o cantor Frank Aguiar teria desistido de fazer o seu filme no Piauí, depois que vazou a informação de que o governo lhe daria R$ 1 milhão, demonstra a falta de compromisso do cantor com a sua terra natal.

Diz a matéria que Aguiar estaria magoado com o que chamou de infâmia. Como poderia ter sido uma infâmia, se ele mesmo confirma que o governo estaria ajudando a divulgar o Piauí? Que ele não recebesse o dinheiro do patrocínio, como diz ter feito, mas que mantivesse o seu compromisso de mostrar as imagens do Estado.

Pergunta-se: o governo do Piauí seria patrocinador exclusivo do filme de Frank Aguiar? Esse “filme” (as declarações do cantor) tem cheiro de chantagem emocional. Há muitas formas de se divulgar o Piauí. Talentos que superam Frank Aguiar não faltam, aqui e lá fora.

Se fizer uma autocrítica, Frank Aguiar encontrará Sthefany, uma moça que se projetou através do youtube, sem onerar o seu Estado. Outros existem como ela. Ainda estão por ser provados os tipos de ajuda que o Estado do Piauí já recebeu do cantor de Itainópolis.

Se for verdade que ele gosta de ajudar os piauienses, o melhor lugar para isso seria a vice-prefeitura de São Bernardo do Campo, lugar que ele ocupa após uma troca do mandato de deputado federal pelo de vice-prefeito. Muitos piauienses buscam São Paulo, em busca de trabalho. 



Escrito por Cazé às 21h10
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Discurso impositivo 

Protesto na Câmara Municipal

O discurso do presidente da Agespisa, Merlong Solano, continua impositivo sobre a estação de tratamento de esgotos que ele pretende construir no conjunto Saci e que deverá ocupar 50% de uma área verde que os moradores não querem perder. Dentro dela, uma lagoa natural, com fauna e flora muito ricas, além de cinco olhos d’água permanentes.

Após visitar o local onde pretende construir a estação de esgotos, em companhia dos vereadores de Teresina, Merlon disse em declarações à rádio Pioneira, na manhã desta terça-feira (02), que a área já é degradada, que tem até uma vacaria. Disse o que já havia dito aos moradores, em reunião: “é difícil encontrar outro local”.

Os moradores do Saci atuam em várias frentes para impedir a estação de tratamento de esgotos: no Ministério Público Federal, na Curadoria do Meio Ambiente, na Câmara Municipal e na Prefeitura de Teresina. Há um decreto municipal, da gestão Firmino Filho, que tornou a área de preservação ambiental.

O primeiro ponto atacado pelos moradores do Saci é o RIMA - Relatório de Impacto Ambiental, considerado irreal, eis que não faz referência a várias espécies animais e vegetais existentes na área, como capivaras, jacarés e outros anfíbios,além de plantas nobres, como angico e buriti.

NO CANSAÇO - os moradores do Saci acreditam que o presidente da Agespisa esteja interessado em vence-los pelo cansaço. Mas eles não perdem tempo em visitas inúteis, como a que fora feitas pelos vereadores, aos bairros onde já existem estações de tratamento de esgotos. Antes de iniciarem a campanha, os moradores já haviam visitado tais estações, onde realmente existe muito mau cheiro.

“visitas previamente agendadas pelo presidente da Agespisa não nos interessa, pois ele tem sempre o cuidado de mandar perfumar as áreas, na véspera” - disse uma moradora que não quis se identificar. A mesma moradora afirmou que o presidente da Agespisa não apresentou, até o momento, nenhuma prova de que estivesse procurando outro local.

A diferença que existe entre o local escolhido pela Agespisa e outro que eventualmente possa surgir é o custo para a empresa. A área escolhida já pertence ao Estado, embora seja habitada. O custo das indenizações seria bem menor que a compra de outro terreno. Esse foi o entendimento externado pelos moradores, em sucessivas reuniões, ou seja, a Agespisa quer fazer economia causando prejuízo aos moradores, que já estão com seus imóveis perdendo valor comercial.



Escrito por Cazé às 10h58
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Mais um ato público

Os moradores do Saci vão participar de mais um ato público em torno da estação de tratamento de esgotos que a Agespisa quer construir no conjunto: nesta quinta-feira a Assembléia Legislativa realizará audiência pública requerida pela deputada Flora Izabel (PT), que demonstra, em seu requerimento, estar solidária com as famílias do Saci.

É pensamento das associações de moradores do conjunto levar o maior número possível de pessoas para a audiência pública na Assembléia, pelo grande número de autoridades que foram convidadas. Serão indicadas para falar as lideranças mais conhecedoras do problema.



Escrito por Cazé às 10h44
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Grande obra

O raciocínio da ministra Dilma Rousseff sobre “grande obra” já impregnou a bancada do governo do Piauí na Assembléia. A mãe do PAC classificou uma obra pequena como “grande obra”, pela sua serventia, ao justificar que as “pequenas grandes obras” não foram incluídas no levantamento que constatou apenas 3% de obras do PAC realizadas.

O mesmo raciocínio foi desenvolvido pelos deputados Cícero Magalhães e Fábio Novo, que citaram como “grandes obras” do governo Wellington Dias a interligação de cidades às BRs que passam ao lado e cisternas no semi-árido.

Quem assistiu aos discursos da base governista na Assembléia deve ter sentido saudades de Chico Figueiredo, que uma vez manifestara preocupação com um determinado governador, temendo que o mesmo ficasse desidratado com tanta “obra”. 



Escrito por Cazé às 21h27
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Brragem

Uma retrospectiva feita pelo portalaz mostra o que a oposição na Assembléia considerou uma “seqüência de erros” dos órgãos do Estado nos acontecimentos que precederam à maior tragédia piauiense, o rompimento da barragem Algodões 1, cujo saldo de mortos já chegou a sete pessoas.

De acordo com o portalaz, no dia 4 de maio os moradores à jusante da barragem já temiam o seu rompimento. Uma equipe de engenheiros já teria passado pelas casas, pedindo que as famílias se retirassem.

No dia oito a Engerpi já estava com uma equipe no local, para adotar medidas paliativas, com a idéia de segurar a barragem até passar o período mais intenso das chuvas. No dia nove as famílias já eram retiradas da área de risco.

No dia 12 a barragem sangrava pela primeira vez em sua história, e a equipe de engenheiros da Engerpi achava que tudo estava correndo bem, com uma lâmina de 20 centímetros no sangradouro.

No dia 14, uma nota da Coordenadoria de Comunicação do Governo admitia que a barragem rompesse a qualquer momento. A sua estrutura física não resistiria até o final do dia.

O governador Wellington Dias sobrevoara a barragem, logo a seguir, em companhia do engenheiro Ernane, e em seguida concedera entrevista tranqüilizando a todos. Os reparos teriam sido decisivos.

No dia 15, o prefeito de Parnaíba, José Hamilton, previra o rompimento da estrada que dá acesso à sua cidade, caso houvesse o rompimento da barragem. Ele estivera na redação do portalaz.

Esses fatos, somados ao que o deputado Marden Menezes (PSDB) observou, não foram suficientes para a bancada do governo na Assembléia admitir que houvesse culpados no episódio. A oposição estaria politizando o assunto, e talvez tivesse torcido para que houvesse mais mortos – disse o deputado João de Deus.

Marden Menezes usou a tribuna pela segunda vez na sessão desta segunda-feira (01), insistindo na tese de que o Governo precisa explicar o que teria sido feito na barragem até o desastre acontecer. Ele levantou dúvidas sobre a realização dos reparos que impediriam arrombamento.



Escrito por Cazé às 21h26
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Veja ignora

A revista Veja ignorou completamente a tragédia de Algodões 1 no Piauí, como se o fato não merecesse o mais leve registro. Enquanto isso, outros veículos de expressão, com as TVs Globo, Bandeirantes, SBT e Record deslocaram equipes para a cobertura.

Sabe-se que o deslocamento de uma equipe de veículo impresso custa bem menos. É só o repórter e o fotógrafo. Vai ver que o número de assinantes da Veja no Piauí é inexpressivo, mas isso não seria motivo para a omissão.

A verdade é que a Veja tem peso na avaliação de qualquer fato importante. No caso de Algodões, uma reportagem da revista, com a sua característica isenção, poderia servir para pressionar o poder central no sentido de abreviar as ajudas que o caso requer. 



Escrito por Cazé às 09h56
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Flora e fauna

Os moradores do Saci já prepararam a frase com a qual pretendem sensibilizar a deputada Flora Izabel (PT), durante audiência pública por ela requerida, no próximo dia quatro, às 15 horas, para debater sobre uma estação de tratamento de esgoto que a Agespisa pretende construir no conjunto: “a Flora não pode ficar contra a fauna”.

O argumento dos moradores para rejeitar a estação da Agespisa é a preservação da área verde onde a Companhia de águas e Esgoto quer colocar seus tanques de fezes, apesar da existência de várias espécies animais.



Escrito por Cazé às 09h50
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