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Blog do Cazé - E-mail: czerosa@yahoo.com.br
 


Os salafrários

 

O presidente Lula tem mais um fato para comentar. Ele, que tem aquela “velha opinião formada sobre tudo”, não deve deixar de arriscar um palpite sobre o que dissera o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, referindo-se aos senadores que querem a CPI da Petrobrás. Seria uma meia dúzia de salafrários, conforme noticia a imprensa, colocando na boca de Berzoini o desacato proferido em Teresina.

 

A crise existente no Senado teria estimulado o presidente nacional do PT a lançar tamanha ofensa aos senadores? Ou será que ele carrega magoas mais antigas, ainda do tempo do “mensalão”? O presidente Lula poderia fazer essa interpretação, no seu estilo informal de analisar os fatos. Prestaria um enorme favor ao país se informasse a real motivação do senhor Berzoini para atacar os senadores.

 

Sabendo-se quem são os senadores que mais se interessam pela CPI da Petrobrás, chega-se à conclusão de que o presidente nacional do PT absolveria os demais integrantes do Poder Legislativo. O leitor haveria de indagar, caso levasse a sério a pecha lançada por Berzoini: ora, se senadores do porte dos que querem a CPI da Petrobrás são salafrários, o que dizer do restante?

 

Mas não foi apenas aos seis senadores que o presidente nacional do PT lançou a sua ofensa. Ele ofendeu também o eleitorado brasileiro, ao afirmar que tem certeza de que o seu partido ficará por 30 anos no poder. Não disse que seria através de um golpe armado. Do milagre operado por Lula também não seria, eis que condenou o terceiro mandato. Seria mesmo por conta de uma eventual "bestificação" do povo brasileiro, que perderia por completo a noção do bom e do ruim, do certo e do errado?



Escrito por Cazé às 10h29
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Mosca eletrônica

 

O bom humor de Maurício Ricardo (www.charges.com.br) mostra o presidente da Coréia do Norte querendo convencer o seu colega do Irã de que a mosca que Barack Obama matou durante uma entrevista era um equipamento de espionagem

Norte-coreano de milhões de dólares.

 

Vai mais fundo o humorista, ao mostrar o seu personagem lamentando a situação de Fidel Castro e admitindo o ingresso de Hugo Chàvez no que o coreano chama de EMO (eixo do mal organizado). “Mal te conheço, mas já te odeio”, diz o presidente da Coréia do Norte se referindo a Obama. 



Escrito por Cazé às 20h49
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Lula e o desmatamento

 

O discurso do presidente Lula sobre o desmatamento na Amazônia, feito em palanque no município de Alta Floresta (Mato Grosso), soou como um “pito” no ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e como refresco nos olhos do governador Blairo Maggi. Minc chamara, recentemente, os desmatadores de “picaretas”. Lula disse que não se deve chamar o desmatador de “bandido”.

 

O presidente disse que é preciso enxergar o desmatamento com os olhos da história, destacando que no passado admitia-se desmatar e agora não mais. “Tivemos um processo de evolução e agora temos que remar ao contrário”. Em outro trecho de sua fala afirma o presidente: “Temos que dizer para as pessoas que se houve um momento em que podíamos desmatar, agora desmatar joga contra a gente".

 

Na verdade, o discurso de Lula parece ter sido circunstancial. Se alguém colocá-lo em frente a uma carvoaria clandestina, sem que por perto esteja um desmatador com cacife eleitoral, ele cerrará os punhos, pedindo prisão. Os “olhos da história” a que ele se referiu não contemplam a parte em que ele se referiu a plantio de árvores. Os olhos que fitam o replantio nas áreas devastadas são aqueles que não sabem distinguir uma aroeira de um pé de eucalipto.



Escrito por Cazé às 20h48
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Boato andarilho

 

Circulou nos bastidores da Assembléia Legislativa, na última quarta-feira, um boato de que o senador Mão Santa teria mandado um bilhete ao seu ex-desafeto Hugo Napoleão, com estas palavras: “Hugo, não saia do DEM. Fique lá e me aguarde”.

 

O Blog aqui não acredita nisso, mas também não acha impossível. Em política a união dos contrários é que cola. Não é assim o araldite? O que não cola mesmo é a mistura de duas porções de uma mesma bisnaga. 



Escrito por Cazé às 20h20
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A mosca de Obama

 

Ele poderá não chegar aonde chegou o seu antecessor, mas já fez aquilo que seus seguidores diziam que ele não seria capaz de fazer, matar uma mosca. Barack Obama “acertou na mosca” que o azucrinara dentro de um estúdio, no momento em que era entrevistado, fazendo questão de mostrar a vítima estendida no chão.

 

Os puritanos acham que o fato só foi destaque na grande mídia por ter envolvido o presidente dos Estados Unidos. Não é bem assim. O ineditismo de um fato soma bastante em favor de sua divulgação. Mosca azucrinando entrevistados é o que mais se tem visto em estúdio de TV. Difícil é o cara acertar o alvo.

 

Obama foi sereno na hora de atacar a mosca. Estudou o ângulo e despachou a direita na hora certa. Imaginem um homem daquele apontando um de seus mísseis na direção da Coréia do Norte. O gesto do presidente Americano fez lembrar dois ícones brasileiros, o cantor Raul Seixas, que inventou a mosca da sopa e o comediante Ronald Golias, que dizia ter ficado com pena do maestro que lutava para matar a mosca com sua batuta enquanto regia a orquestra.



Escrito por Cazé às 20h19
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Não quer nada o governo do PT

 

O governo do PT no Piauí não quer nada da Prefeitura de Teresina, mas apenas que o prefeito Sílvio Mendes adie para agosto a inauguração do Shopping da Cidade, uma obra da qual o Estado não participa com nenhum centavo.

 

O adiamento seria, em primeiro lugar, para coincidir com a entrega da extensão do Metrô. Em segundo lugar, para permitir que outra leva de vendedores ambulantes (cerca de 600) fosse cadastrada e pudesse se acomodar com os 1800 já selecionados pela Prefeitura.

 

O que o governo do PT está pleiteando, não de forma oficial, mas através de pronunciamentos de seus representantes na Assembléia, é o que ficou implícito na ocasião do lançamento das duas obras. Só que o Metrô, por força de muitos fatores alheios à administração municipal, está ainda se arrastando.

 

O prefeito Sílvio Mendes seria muito ingênuo se atendesse ao desejo do governo petista, ainda mais quando os acenos são feitos em meio a tumultuados debates na tribuna da Assembléia, em que a sua pessoa não é poupada de ataques verbais.

 

Foi num desses debates, na sessão desta quinta-feira, que o “tiro de misericórdia” ecoou: o Shopping deveria viabilizar o Metrô. Não seria o contrário? Como pano de fundo, a “tropa de choque” do PT na Assembléia tenta jogar os vendedores ambulantes não cadastrados contra o prefeito Sílvio Mendes. Eles estariam sob ameaça de expulsão pela força.

 

O equívoco do PT está em querer desqualificar a gestão municipal apenas com palavras. O governo do Estado não tem obras físicas em Teresina. Sobrevive com o assistencialismo, cujo carro-chefe é o Bolsa Família, embora o cadastramento seja feito pela Prefeitura.

 

Apesar de bem situado na opinião pública, o prefeito Sílvio Mendes precisa ter cuidado com a empolgação de seus próprios partidários. A obra do Shopping da Cidade é fantástica, mas é uma experiência inédita que poderá trazer desgaste para o gestor municipal, não por parte dos contemplados, mas daqueles que não foram contemplados.

 

O que ainda favorece ao prefeito é a incoerência do governo petista, que cobra acolhimento ao excedente de vendedores ambulantes, ao mesmo tempo em que abre guerra contra os que ocupam os arredores do Hospital Getúlio Vargas.



Escrito por Cazé às 20h17
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O parecer de Nazareno

 

O deputado Nazareno Fonteles (PT) demonstrou coragem ao relatar o caso Edmar Moreira, recomendando a sua cassação. Agindo de outra forma ele não honraria a missão de relatar o processo. Ele considerou grave o fato de Edmar ter usado verbas da Câmara para contratar empresas de segurança de sua propriedade.

 

Quanto ao xingamento sofrido, de “veado”, pelo filho de Edmar, Leonardo Moreira, Nazareno nem precisava ter dado ciência ao plenário da Câmara. O cara colocou a mão na boca para não ser percebido na sua provocação (a folha fez o flagrante) e dificilmente aparecerá uma gravação.

 

O desabafo do filho de Edmar Moreira, que é deputado em Minas Gerais, fez lembrar o torcedor que fala mal do juiz que marca um pênalti contra o seu time. Fonteles não precisa levar a sério essa e outras provocações que virão, fatalmente.



Escrito por Cazé às 21h14
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Debate eleitoral

 

O eleitor que se prepare: na Assembléia Legislativa do Piauí o debate eleitoral já começou, apesar de faltarem quase dois anos para a eleição de 2010. Na sessão de hoje (17) os discursos foram todos sobre as posições assumidas pelo prefeito Silvio Mendes, de críticas ao governo, que segundo ele estaria antecipando a campanha.

 

Pelo lado do PT os “bordões” são conhecidos: ponte do sesquicentenário, HUT, expulsão de camelôs, falta de saneamento básico, dentre outros. Acusa-se o prefeito de dissimulação e de ingratidão, uma vez que suas obras mais importantes só estariam sendo concluídas graças às ajudas dos governos Wellington Dias e Lula da Silva.

 

A oposição tem também os seus “bordões” igualmente surrados, como usurpação dos programas sociais de FHC para formar o Bolsa Família, obras inconclusas, como o Porto de Luís Correia e Metrô, excesso de terceirizados no DETRAN, perseguição a grevistas, elevados gastos com propaganda tragédia de Algodões, enfim.

 

Percebe-se, na discussão entre as duas maiores forças eleitorais do Estado, que os partidos menores são meros espectadores. Quando opinam apenas são solidários, com um lado ou com o outro. Pratica-se o bipartidarismo disfarçado. O Brasil está parecendo um corpo humano mutilado por uma paralisia que só atingiu o lado direito.

 

Até no sexo existe a terceira via. Na vida partidária parece só haver as correntes de Lula e de FHC. O mais estranho é o PMDB, um partido que já governou o país, se contentar no papel de auxiliar, recusando-se a ter candidato a presidente da República, renegando a sua história e os seus mártires, em troca não se sabe de que. 



Escrito por Cazé às 21h12
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Adroaldino e a maconha de Minc

 

Crítico do Governo Lula, Adroaldino sai, pela primeira vez, em defesa de um de seus ministros, exatamente o do Meio Ambiente, Carlos Minc. O filósofo de botequim considerou oportuna a participação de Minc na marcha da maconha, por se tratar de erva soberana nas reservas indígenas e em todo matagal que se preze.

 

Como ironia do destino, Adroaldino viu o depoimento do ministro perante a Câmara Federal com simpatia. Deu nota zero para os deputados que querem indiciá-lo em processo, sob a acusação de incentivo ao consumo da maconha. Instado a justificar sua simpatia pela maconha, Adroaldino não vacilou: “foi com ela que minha mãe me curou de dores de cólica, durante a minha infância. Ela soprava a fumaça no meu umbigo e eu voltava a dormir” - frisou.

 

Adroaldino entrou na redação do Blog com uma cópia de matéria escrita por Josias de Souza, na folhaonline, pedindo que o texto sobre a audiência com Carlos Minc fosse transcrito. É o que
segue abaixo.

 

Carlos Minc, o “Polemizador-geral da República”, esteve na Comissão de Segurança Pública da Câmara. Foi explicar sua parcipação na “Marcha da Maconha”, em 9 de maio, na praia de Ipanema.

 

Acusado de fazer a apologia da droga, o ministro do Meio Ambiente disse que não, de jeito nenhum, em absoluto. “[...] Não fiz apologia da maconha. Pelo contrário. Não defendo que o cidadão fume maconha...” “...Defendo mudanças na lei, para que o usuário tenha mais segurança, até para procurar tratamento”.

 

Autor do requerimento que levou Minc à Câmara, Laerte Bessa (PMDB-DF), um deputado que também é delegado de polícia, não se deu por convencido. Reiterou a acusação de que o ministro fizera, sim, apologia do crime.

 

Marchara, segundo disse, ao lado de “doidões”. Perpétua Almeida (PCdoB-AC) saiu em socorro de Minc. Disse que Bessa deveria convocar também FHC. O ex-presidente defende idéias análogas às do ministro.

 

Acha que o consumo de drogas é caso de saúde pública, não de polícia. Ecoando Perpétua, Domingos Dutra (PT-MA) também defendeu a necessidade de chamar FHC à comissão. Bessa deu de ombros. Munido das prerrogativas de deputado, falou como delegado.

 

A seu juízo, Minc deveria ser “indiciado” criminalmente. Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), promotor licenciado, interveio: “Se algum delegado o indiciar, o Ministério Público extingue o processo...” “...A marcha [da maconha] foi autorizada por um juiz.

 

Não há apologia alguma”. Delegado como Bessa, o presidente da comissão, Alexandre Silveira (PPS-MG), tomou as dores do colega de ofício: “O Ministério Público não pode extinguir o inquérito. Apenas opinar ao juiz pela extinção”.

 

Minc adicionou à controvérsia ingredientes etílico-sexuais: “O álcool é uma droga muito mais pesada do que a maconha, 20 vezes mais mortal...” “...E tem aquela propaganda terrível,que fala sobre a disfunção erétil do macho, no popular clássico, a broxação”.

 

O ministro provocou o delegado-presidente. Perguntou a Silveira se teria coragem de propor uma lei proibindo o consumo de bebidas alcoólicas. O deputado saiu pela tangente.

 

Diferentemente do que ocorre com a maconha, disse ele, o Ministério da Saúde não classifica o álcool como entorpecente. Nesse ponto, a deputada Marina Magessi (PPS-RJ), uma inspetora de polícia, arrastou Lula para o debate.

 

Disse que uma lei anti-álcool teria vida curta. “O presidente Lula vetaria qualquer coisa que proibisse o consumo de álcool”, a deputada enfatizou. Seguiu-se uma cena que emprestou à audiência, já demasiado cômica, um quê de picaresco.  Marina Magessi folheava um maço de documentos.

 

Atrapalhou-se no manuseio dos papéis. Justificou-se: “Eu já tô doidinha”. Minc dirigiu à deputada palavras de estímulo: “Fique à vontade, fique à vontade”. Como se vê,
a audiência foi um completo barato. Coisa pra maluco nenhum botar defeito.
 



Escrito por Cazé às 21h10
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Deputados trocam

ofensas no plenário

 

Os ânimos se exaltaram na sessão desta terça-feira (16) na Assembléia Legislativa. Os deputados Cícero Magalhães (PT) e Marden Menezes (PSDB) tiveram que ser contidos para não irem às vias de fato. Um aparte de Marden ao seu colega Tererê fora a razão de tudo. O parlamentar oposicionista rebateu críticas do PT ao prefeito Sílvio Mendes e, de quebra, acusou o governador Wellington Dias de usar a estrutura do Karnak em reuniões sobre sua candidatura ao Senado.

 

Usando a tribuna, o deputado Cícero Magalhães deu conta de matéria do Site de Marden, onde ele estaria destilando preconceito contra o PT e seus parlamentares. Queixou-se de ter sido chamado de analfabeto, quando o tucano sugeriu que ele recorresse ao Brasil Alfabetizado. Lamentou também que Marden tivesse questionado a preferência dele e de colegas do PT por restaurantes de luxo para suas refeições, o que classificou de preconceito.

 

Marden Menezes usou a tribuna em seguida, para dizer que suas considerações foram em resposta a palavras do colega Cícero, que ofendera a sua mãe, ao afirmar que ele, Marden, teria sido “gestado” dentro de carros oficiais. Nesse momento começou a troca de insultos, até a presidência da sessão, a cargo da deputada Flora Izabel, dar por encerrados os trabalhos, que era transmitida ao vivo pela TV Assembléia.

 

A própria deputada Flora se encarregou de manter Cícero Magalhães distante do oposicionista Marden, enquanto este permanecia no plenário, tentando se refazer da agitação dos próprios nervos. Todas as vezes que a família de Marden Menezes foi atingida ele se rebelou, mas isso só partia do deputado José Pinto. Ele comentou com funcionários da Casa que não esperava o mesmo tratamento por parte de Cícero Magalhães.



Escrito por Cazé às 22h18
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Flora Izabel mantém seu

apoio às famílias do Saci

 

A deputada Flora Izabel (PT) manteve sua posição de solidariedade aos moradores do conjunto Saci, ao participar de reunião na noite desta terça-feira (16), em um colégio em frente à Praça das Palmeiras, ainda sobre uma estação de tratamento de esgotos que a Agespisa pretende construir no conjunto. Ela combinou para a primeira quinzena de julho a realização da audiência pública que deveria ter acontecido no último dia quatro, e que fora adiada a pedido do presidente da Agespisa, Merlong Solano.

 

A deputada informou que conversara pelo telefone com o presidente da Agespisa, que se encontra no exterior, ficando estabelecido um prazo de 30 dias para que a Companhia possa definir um novo local para a construção da estação que os moradores do Saci não aceitam em seu bairro. Durante a reunião os moradores fizeram questão de afirmar que não confiam na direção da Agespisa, mas a deputada explicou os limites de sua intermediação. Ela considerou justa a posição dos moradores, mas disse que o presidente da Agespisa demonstrou boa vontade, pois lhe comunicara que foram suspensas todas as ações no Saci.

 

Os moradores não quiseram apontar novo local para a construção da estação, por se tratar de uma questão de engenharia. Apenas acreditam que estações compactas, em mais de um local na zona sul, solucionaria o problema, uma vez que a alegação da Companhia é de que os terrenos apontados como alternativas são muito pequenos.



Escrito por Cazé às 22h16
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Não se deve brincar com fatos

Antes de o PT chegar ao poder, as grandes obras deixavam de ser construídas por falta de recursos. Com a chegada dos “novos ricos”, esse não tem sido o problema. Dinheiro existe. O que falta é capacidade técnica para a execução de boa parte dessas obras, exatamente as mais complexas.

E não é a oposição que faz essa afirmação. É o próprio governo. Em nível nacional na pessoa do presidente Lula. Em nível estadual na pessoa do coordenador do PAC, vice-governador Wilson Martins, que acaba de afirmar, de forma sensata, que obras, como grandes barragens, ferrovias e o Luz Para Todos, não serão concluídas até 2010.

Barragens, ferrovias e extensão de rede elétrica têm sido feitas, ao longo do tempo, com técnicas bastante conhecidas. Da construção de Brasília para cá nenhum traço arquitetônico deixou de ser executado por falta de empresas capacitadas. As que fizeram a hidrelétrica de Boa Esperança e o estádio Albertão em nada falharam.

Em um ponto a confissão do governo petista está sendo importante: ela ajuda o leitor (e o eleitor também) a entender o próprio governo, que não pode ser comparado a outra coisa se não ao sujeito que coloca o chapéu onde o braço não alcança, que põe o carro adiante dos bois, que corta o pé quando o sapato é menor, que, em suma, engana a si próprio quando pensa estar enganando aos outros.

Especificamente sobre o PAC, que só tem mãe (Dilma Rousseff), o que se pode dizer é que esse filho bastardo foi colocado no mundo para sofrer. E sofrerá, junto com a mãe, numa campanha eleitoral que se antecipa com os mais insensatos argumentos de que a história política contemporânea já teve conhecimento. Toda essa confusão está acontecendo por um erro de cálculo do presidente Lula: ele brincou com fatos, quando só estava acostumado com utopias.



Escrito por Cazé às 22h14
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Caminhada

 

Sobre a ponte do Poti                                            Na Av. Frei Serafim

A Caminhada da Fraternidade, promovida pela Igreja Católica em Teresina, é o evento que mais se identifica com o espírito pacato da população da capital.

Durante a caminhada é possível constatar gestos acolhedores, como a franquia de residências para quem quiser utilizar aparelhos sanitários. Existem os que não participam indo pessoalmente, mas que colaboram por outras formas.

Este ano, uma das pistas da ponte sobre o rio Poti foi disponibilizada para automóveis, mas não havia tráfego. Os caminheiros acabaram usando as duas pistas.

Ao retornarem, muitas pessoas eram convidadas a aceitar caronas. Havia ônibus suficientes, mas a solidariedade dos que possuem automóveis falou mais alto.



Escrito por Cazé às 10h35
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Verde desperdiçado

 

Pé de tucum com frutos                                      Tronco de árvore centenária

Teresina ganhou de Coelho Neto o batismo popular de “cidade verde”, mas o que em feito, desde então, é tentar acabar com esse verde. Em alguns casos por força do desenvolvimento. Em ouros, pela simples falta de preservação.

A capital possui três faixas verdes margeando os rios Poti e Parnaíba. Neste último uma das faixas fica pelo lado do Maranhão. Está preservada. A de Teresina virou lavatório de automóveis. Há muito óleo e vasilhame afim na mata ciliar.

O rio Poti tem um pomar em cada margem, sem qualquer utilidade, a não para esconder assaltantes que atacam quem faz Cooper nos dois canteiros. Não existem lavatórios de carro e nem lixões. Apenas bocas de esgoto jorrando para o leito do rio.

Com o mínimo de criatividade possível, o poder público poderia criar na população o hábito de desfrutar esse verde. Bastaria incentivar eventos do tipo piquenique, passeios ecológicos, enfim, nos períodos mais quentes do ano.

Antes da construção das duas avenidas margeando o rio Poti pouquíssimas pessoas sabiam que havia tantas árvores centenárias. Hoje é possível observar isso, mesmo se passando de automóveis. O Blog aqui divulgará, a partir de hoje, algumas raridades do verde teresinense desperdiçado.



Escrito por Cazé às 10h27
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