Prefeito recusa "isca" do adversário No instante em que o prefeito Sílvio Mendes discutia a sorte dos vendedores ambulantes que sobraram do cadastramento para o Shopping da Cidade, os cadastrados começavam a colocar suas mobílias e mercadorias nas dependências que ocuparão a partir da próxima segunda-feira, data da inauguração do Shopping. A reunião do prefeito com os ambulantes frustrou o segmento do Governo do Estado que antes resolvera declarar guerra contra a inauguração do Shopping, sugerindo que o prefeito adiasse a entrega para quando fosse inaugurada a ampliação do Metrô, uma obra cheia de irregularidades e que não tem data para ser concluída. Mesmo instigado ao confronto por oradores petistas, na Assembléia e na Câmara Municipal, o prefeito se manteve sereno durante a reunião, chegando a apontar várias alternativas, de modo a não interromper as atividades do excedente que precisa sair das ruas centrais e da Praça Rio Branco. O prefeito se mostrou mais flexível com os manifestantes ambulantes que o governo petista nas greves da Segurança Pública e da Educação. A imprensa chegou a noticiar ameaças policiais contra o dirigente classista Jacinto Teles. Na sede da Prefeitura o número de policiais era muito pequeno, apenas para impedir invasão por parte dos que não foram aceitos na reunião. Com carro de som estacionado em frente à Prefeitura, os líderes dos protestos contra a inauguração do Shopping faziam discursos inflamados, de conteúdo nitidamente político. No prédio a ser inaugurado segunda-feira outro grupo de policiais organizava o descarregamento das mobílias e mercadorias dos vendedores cadastrados para ocupar o Shopping. Ao prestar informações sobre a reunião da qual participara, um dos líderes do protesto resolveu a mentir: disse que o prefeito havia concordado com uma nova reunião, para rediscutir o adiamento da inauguração do Shopping. Dava também como provável a dispensa de taxa para os vendedores que vão para o Shopping, por um período de três meses. O prefeito descartara essas duas hipóteses.
Escrito por Cazé às 20h49
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Obra pronta para ser usada Até o momento em que o Blog encerrava as matérias desta sexta-feira (26), não havia nenhuma informação sobre uma possível interdição da obra do Shopping da Cidade, conforme chegou a ser preconizado por setores do Governo Estadual. Uma comissão criada para vistoriar a construção não havia emitido qualquer opinião. As pessoas que tiveram acesso ao prédio a ser inaugurado segunda-feira puderam constatar que as falhas denunciadas na construção não existem, sobretudo na questão dos acessos. O Blog constatou que o acesso aos dois pavimentos superiores do Shopping poderá ser feito por escadas comuns e rolantes, além de elevador. Havia muitos cadeirantes que vão trabalhar no local e nenhum entrou pelo teto, mas sim pelas rampas a eles destinadas. A falha mais visível na obra do Shopping da Cidade é o “espigão” de concreto da ampliação do Metrô, que foi projetado para ser inaugurado junto com o novo espaço dos vendedores ambulantes, o que não aconteceu por empecilhos alheios à vontade da Prefeitura. A opinião geral dos vendedores ambulantes que começaram a desembarcar suas mercadorias era de que uma conexão com o trem de superfície facilitaria mais o deslocamento dos comerciantes e sua clientela, mas as linhas de ônibus passam ao lado e o terminal fica a menos de 50 metros do Shopping. Entre as pessoas que trabalham no Shopping da Cidade, pelo lado da Prefeitura, havia uma convicção: o adiamento da inauguração, para coincidir com a do Metrô, serviria apenas para o PT tirar aproveito da solenidade, já que o seu governo não tem obras na capital.
Escrito por Cazé às 20h45
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Banalização
O texto que vai abaixo, de Josias de Souza (folhaonline), sintetiza muito bem a banalização do ato de governar que se introduziu no Brasil. Ainda bem que foi o próprio governo, na pessoa do seu assessor para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, que escolheu a palavra. O que seria um “comentário banal”, feito por um presidente da República, referindo-se a outro país?
Marco Aurélio Garcia, assessor de Lula para assuntos internacionais, veio à boca do palco para tentar traduzir o que o chefe dissera sobre o Irã.
Como se recorda, Lula afirmara, em Genebra, que "não há provas" de que tenha havido fraude nas eleições iranianas.
Antes de ouvir Marco Aurélio, recorde-se Lula: "Veja, o presidente [Mahmoud Ahmadinejad] teve uma votação de 61, 62%...”
“...É uma votação muito grande para a gente imaginar que possa ter havido fraude..."
“...Eu não conheço ninguém, a não ser a oposição, que tenha discordado da eleição do Irã. Não tem número, não tem prova...”
“...Por enquanto, é apenas, sabe, uma coisa entre flamenguistas e vascaínos".
Depois disso, até as autoridades supremas do Irã reconheceram que o pleito não foi assim tão limpo. Primeiro, admitiram recontar 10% dos votos.
Na sequência, admitiram que, em pelo menos 50 localidades, havia mais votos do que eleitores. Uma diferença de algo como 3 milhões de votos.
Com fome de liberdade, os iranianos encheram as ruas. Alguns pagaram com a vida. No oficial, 11 cadáveres. No paralelo, mais de duas dezenas de mortos.
Pois bem, ouça-se agora a tentativa de Marco Aurélio de traduzir o 'lulês' para o português:
"O presidente disse uma coisa simples, fez um comentário banal a que foi dado peso maior do que é normal, que em eleições ganhadores festejem e perdedores se queixem...”
“...A posição que o governo brasileiro adotou, grosso modo, é a mesma de outros países que têm relação muito mais estreita e direta com o Irã, como foi o caso do presidente [dos EUA, Barack] Obama..."
“...Não vale a pena nos metermos em situações internas, isso tem efeito contrário ao que buscamos, que é o crescimento da democracia, respeito aos direitos humanos...”
“...O presidente Lula, a seu estilo, refletiu a prudência da diplomacia brasileira, que não pode ser confundida com temor, com vacilação...”
“...Ela responde a questão essencial que é não nos metemos em questões internas de outros países. Mas isso não significa que ficaremos indiferentes".
É no mínimo temerário que um presidente da República frequente um debate que envolve valores universais –democracia, liberdade e direitos humanos— com “um comentário banal”.
De resto, a comparação do lero-lero de Lula com as declarações sensatas que Obama vem fazendo sobre o Irã é despautério que desmerece o autor.
Escrito por Cazé às 22h09
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Potycabana na emergência Sem entrar em detalhes, o deputado Paulo Martins (PT) anunciou em discurso na tribuna da Assembléia, hoje (25), que o parque Potycabana foi incluído na emergência. O anúncio confirma o que o Blog aqui suspeitava: a reforma da Potycabana, anunciada há seis meses, com tapumes e tudo, podia ser um blefe. Cabe agora à oposição exigir que o governo diga quanto havia sido alocado para a reforma da Potycabana, quanto será aplicado da verba emergencial em sua reforma e que destino foi dado aos recursos anteriormente alocados. Seria bom que o Governo dissesse quais foram os danos causados pelas enchentes à Potycabana. Pelo que foi divulgado na grande mídia, apenas parte do muro do parque desabou com a última enchente do Poti. Não se tratava de um dique, mas de um simples muro sobre o qual as pessoas se sentavam nas noitadas festivas. Nada que justificasse a inclusão do parque nos recursos da emergência. Diga-se também que a recuperação da Potycabana não necessitaria ser feita de forma emergencial. Ela ficou sem utilidade desde que o Estado rompeu um contrato de comodato com a Federação do Comércio, de forma unilateral, razão pela qual deverá pagar danos materiais à rescindida, por força de decisão judicial já proferida.
Escrito por Cazé às 21h58
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Politização O secretário estadual da Defesa Civil, Fernando Monteiro, condena a politização da emergência em Teresina, analisando apenas o comportamento da oposição. Ele parece muito preso a um só lado, quando devia ficar atento ao menos ao debate dos seus colegas deputados, em sessões transmitidas pela TV Assembléia. O Blog aqui sugere ao secretário que solicite cópia integral do discurso do deputado Paulo Martins, onde ele sugere que o prefeito Sílvio Mendes abra mão da verba da emergência em benefício dos municípios mais pobres. Foi mais além o deputado petista: Teresina é um município que arrecada bem. Pelo entendimento do deputado Paulo Martins, o prefeito Sílvio Mendes deveria sair da condição de flagelado para a de salvador dos pobres, concorrendo com o presidente Lula. O secretário Fernando Monteiro está no seu papel de defensor do governo a que serve, mas precisa ver os dois lados.
Escrito por Cazé às 21h57
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Sugestões bizarras Faltando apenas quatro dias para a inauguração do Shopping da Cidade (será na segunda-feira), o partido dos Trabalhadores não se cansa de oferecer alternativas bizarras. Seguem abaixo as duas mais controvertidas. 01 – A inauguração da obra deveria ser adiada, até que o governo concluísse a ampliação do Metrô. É como se não houvesse linha de ônibus para o novo Shopping. 02 – O PT é contrário à instalação de uma loja do Grupo Carvalho no Shopping da Cidade, não porque tenha nada contra o referido grupo, mas por se tratar de uma firma rica. Será que uma quitanda teria condição de fornecer mercadorias para dois mil camelôs?
Escrito por Cazé às 21h56
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Desgaste mútuo
O prefeito Silvio Mendes abraçou uma causa complicada, a retirada dos camelôs do centro da cidade. Escolheu um caminho nunca percorrido por outro gestor municipal, que é dar abrigo a quem se acostumou a vender em meio de rua. Na reta final para entregar o Shopping da Cidade (será na próxima segunda-feira) o prefeito começa a ser desafiado pelos vendedores ambulantes que compõem o excedente do cadastramento para a mudança. O Shopping vai abrigar cerca de dois mil vendedores, mas há um número quase igual do lado de fora. Há certo artificialismo nas manifestações dos vendedores excedentes, pois eles só começaram a protestar recentemente, depois que lideranças do PT, na Câmara e na Assembléia, resolveram sugerir o adiamento da inauguração do Shopping, para coincidir com a entrega da ampliação do Metrô, obra que se arrasta, sem data para ser concluída. O que não parece racional, da parte das autoridades municipais, é o anúncio de que a partir de segunda-feira não será mais permitida a presença de vendedores ambulantes nas ruas do centro. Para complicar, o comando da Polícia Militar se antecipou em afirmar que a tropa não será usada na expulsão dos vendedores, a menos que o governador expeça uma ordem. Quando afirma que o papel da Polícia Militar é outro, o comandante, Coronel Prado, demonstra valorizar a corporação. Mas a sua opinião poderá ser confundida com o discurso político do governo. Antes, o deputado João de Deus (PT) já havia dito que pedira ao governador Wellington Dias que não permitisse o uso da polícia para expulsar os vendedores ambulantes. Em situação como essa, o normal seria o comandante da Polícia não antecipar sua opinião. O governador Wellington Dias conseguiu manter um bom relacionamento administrativo com o prefeito da capital, desde o seu primeiro mandato, mas ultimamente tem cedido aos interesses eleitoreiros de um segmento do seu partido. O precedente é perigoso, quando se sabe que ele é candidato ao Senado. Da parte de Sílvio Mendes percebe-se que ele também já se empolga com a idéia de ser candidato ao Governo do Estado, o que certamente deve estar contribuindo para o distanciamento cada vez maior dos dois gestores. Se, de um lado, o prefeito corre o risco de se desgastar perante a opinião pública, caso resolva usar a força contra os camelôs, de outra parte o governo do PT já está se desgastando, ao permitir que o seu partido insufle manifestantes, como fazia nos tempos em que era oposição.
Escrito por Cazé às 21h15
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Mudar continuando O discurso do presidente Lula em torno dos escândalos do Senado é incompatível com o que ele vem usando sobre sua sucessão. Prega mudanças para o primeiro caso e continuísmo para o segundo. O chefe da nação pede que o eleitor saia mais cedo de casa e mude as coisas na política através do voto. Trata-se de discurso difícil de ser continuado. Logo surgirá nova receita. O pleito de 2010 renovará o Congresso Nacional e o Executivo. Não haveria como o presidente pedir diretamente ao eleitor que mude sua preferência pelos deputados e senadores e mantenha a posição para presidente da República. Sabe-se que o desejo de ganhar tira o medo de perder, mas o presidente estaria sem condições políticas para operar o seu milagre na cabeça do eleitor. Ou se renova tudo ou não se renova nada. Mas o presidente brinca com as palavras. Certamente ele dirá que votar na sua candidata a presidente significa mudança. Continuísmo seria reelegê-lo para o terceiro mandato, e isso ele não aceita.
Escrito por Cazé às 14h32
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Gatos são envenenados no Saci
Moradores do conjunto Saci estão indignados com a morte súbita de seus animais de estimação (gatos e cães), ao que tudo indica por envenenamento. A preocupação se torna maior porque não se sabe de onde parte a maldade, se de vizinhos ou de algum maníaco.
As mortes se acentuam em intervalos de até seis meses, mas se intensificaram nas últimas 48 horas. A maioria dos casos acontece nas quadras 61 e 62 e seus arredores. O animal corre, desesperado, da rua para dentro de casa, mas morre em menos dez minutos.
As cenas são chocantes. O gato afetado sofre um cansaço muito forte, sai correndo pelo quintal e morre se debatendo no chão. Em cães as mortes são mais lentas. Já houve casos em que o animal foi socorrido, mas veio a falecer dias depois. Nos cães socorridos os diagnósticos apontaram envenenamento.
O fato já está sendo levado ao conhecimento das autoridades competentes, sob uma preocupação maior dos moradores: teme-se que “iscas” envenenadas estejam sendo jogadas sobre calçadas, praças e jardins ou até mesmo áreas descobertas das próprias residências.
No Saci, como em qualquer outro conjunto, crianças são levadas a passear sobre as calçadas. Os pais temem que “iscas” envenenadas possam causar uma tragédia com humanos. Os horários em que as mortes de gatos acontecem variam das 19 horas à meia noite.
Teresina já viveu situação parecida, na década de 1960, quando havia muitos cães soltos pelas ruas. O veneno da épica produzia efeito fulminante e tinha o nome de “bola”. As próprias autoridades municipais eram tidas como suspeitas.
Os gatos são mais vulneráveis que os cães, devido às suas andanças noturnas. A facilidade com que as pessoas conseguem comprar veneno nas casas de produtos animais também preocupa as famílias, pois é sabido que os gatos, que geram muita afeição, são também causadores de intolerâncias.
Escrito por Cazé às 14h15
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Difusora volta a funcionar A Rádio Difusora de Teresina, que estava fora do ar desde o período mais rigoroso das chuvas em Teresina, voltou a funcionar normalmente. Foi dito aqui e não desmentido, que o transmissor da emissora ficara totalmente coberto pelas águas do rio Poti. Assistida pelo técnico Tadeu Moura, desde a implantação de seus novos equipamentos, a Difusora estava sendo vista por algumas pessoas do ramo como um caso sem jeito. Seu proprietário, jornalista Mário Rogério, segue uma linha editorial independente e não estaria com recursos financeiros suficientes para adquirir, em curto prazo, um novo transmissor. Prevaleceu no caso a persistência do técnico e o idealismo do jornalista. Tadeu Moura recuperou as principais peças do transmissor, substituiu as que sofreram maiores danos e a emissora voltou a funcionar, apenas com uma diferença: a qualidade do som melhorou. Estão de parabéns todos os que fazem a Rádio Difusora, a mais antiga da capital. Vale destacar que Tadeu Moura é um técnico de nível médio, mas de muita competência. Ele é responsável pela assistência técnica às TVs Cidade Verde e Antares.
Escrito por Cazé às 14h12
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Deputados debatem aeroporto A bancada do PT na Assembléia sempre faz festa quando o Governo dá um passo à frente na execução (sempre lenta) de suas obras. Hoje mesmo (23) o deputado Fábio Novo exibiu da tribuna os atos administrativos que comprovam a autorização, pela Agência Nacional de Aviação Civil – Anac, de pousos e decolagens na pista do aeroporto internacional de São Raimundo Nonato. O deputado petista estava empolgado, mas não deu ao seu discurso o tom característico de rebate à oposição, que esperava vôos clandestinos por ocasião do Congresso Internacional de Arqueologia, a se realizar no período de 29 do corrente a quatro de julho. Fábio Novo explicou que o presidente da Comdepi, Avelino Neiva, passou dez dias empenhado na obtenção da autorização dos vôos. Os deputados Tererê e Marden Meneses (PSDB), bem como Edson Ferreira (DEM), consideraram pequeno o volume das obras. O primeiro fez questão de afirmar que a autorização foi apenas para vôos domésticos. O segundo fez as mesmas observações. Edson Ferreira disse que o asfalto colocado na cidade é de péssima qualidade. Não resiste à derrapagem de uma motocicleta. Os deputados Cícero Magalhães (PT) e Leal Júnior (DEM) enalteceram as ações do governo em favor do turismo em São Raimundo Nonato. O primeiro alfinetou a oposição, que segundo ele torcia para que os pousos e decolagens não fossem autorizados. Leal Júnior disse que o governo tem recursos assegurados para um novo aeroporto em Uruçuí. Surgiu ainda um aparte de Mauro Tapety (PMDB), que denunciou a exclusão de Oeiras do plano de aeroportos do Governo. Ele disse que além de ser a terra do governador, Oeiras fica bem no centro do Estado. Fábio Novo concluiu o seu discurso afirmando que no próximo ano o aeroporto de São Raimundo terá sua pista ampliada para dois mil metros e a casa de passageiros construída.
Escrito por Cazé às 20h47
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O mundo e suas desgraças Sobe a temperatura no Senado, em torno dos escândalos, sem que haja qualquer repercussão no meio político piauiense, mesmo havendo representantes do Estado na Mesa Diretora. O presidente Lula pede tratamento diferenciado para o presidente Sarney, mas ganha o repúdio de 102 pessoas ouvidas em ampla reportagem da revista Veja, por ter ferido a Constituição, no artigo que trata da igualdade dos direitos e deveres. No plenário da Assembléia o PT se insurge contra recente decisão do Supremo Tribunal Federal que acabou com a exigência de diploma universitário para jornalistas. O presidente do partido, deputado Fábio Novo, que também é jornalista, faz um corajoso e coerente pronunciamento, ganhando a adesão de toda a Casa. Universitários fazem uma manifestação de protesto contra a decisão do Supremo. Nas telas da TV, os protestos no Irã são reprimidos com a mão de ferro do regime. Surgem imagens de uma bela jovem morrendo traspassada por uma bala após ter dito que Deus é grande. É feita a recontagem parcial de votos, constatando-se a fraude denunciada pela oposição. Ainda no ar a banalização feita pelo presidente Lula, que duvidara da fraude, ao comparar a crise iraniana a uma briga de torcidas de futebol. O que mais chama a atenção nos poderosos do Irã é o entendimento de que os votos fraudados podem não ter sido na quantidade suficiente para anular o pleito. Não teriam influído no resultado. É a mesma tese tantas vezes defendida contra fraudadores brasileiros, em especial no Piauí. Há que se perguntar: por que achar que uma fraude eleitoral só deve anular um pleito se a quantidade de votos fabricados alterar o resultado do pleito? Que condição um presidente que manda fraudar um pleito, sendo ele próprio candidato à reeleição, teria para continuar governando? Há uma estória muito conhecida, de um rapaz que furtara o violão de um colega e, na delegacia, o seu pai consegue evitar que ele fosse preso, com este argumento: “ele furtou o violão, mas não aprendeu a tocar”. O presidente do Irã mandou fraudar a contagem dos votos, mas, mesmo com a anulação da parte recontada ainda estaria eleito.
Escrito por Cazé às 22h04
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Morrendo pela boca
A revista Veja trás, em sua mais recente edição, respostas de 102 pessoas a duas pergunta específicas: por que as denúncias no Brasil não dão em nada e se concordam com Lula em que políticos como Sarney devem ter tratamento diferente do que têm as pessoas comuns.
O resultado é bem diferente das pesquisas sobre a aprovação do presidente, que já chegaram a 80%. Apenas duas pessoas concordam com o pensamento de Lula, uma de forma explícita, outra de forma implícita. O percentual é o inverso ao das tais pesquisas.
A consulta feita pela revista mostra fotografias de todas as pessoas que opinam, o nome, a idade, a profissão e o estado de origem. Abrange quase todas as idades e atividades. Não pode haver suspeita de direcionamento das respostas. Os entrevistados reclamariam.
Sobre as pesquisas de opinião pública o que se diz é que elas têm caráter científico. Pode-se dizer também que o universo é sempre maior. Mas, quando apontam suas margens de erro, as pesquisas já confessam que não são infalíveis.
Só tem uma coisa que favorece ao presidente: ele pode ter a rejeição de 80% no levantamento de Veja e ter o mesmo percentual a favor, se a pergunta for sobre a sua gestão. Como ninguém irá ouvir as mesmas 102 pessoas sobre a gestão Lula, a insinuação aqui fica solta no espaço.
Mas já há fato novo em volta do presidente: o pensamento de Lula sobre as eleições e os protestos no Irã. Uma nota oficial será divulgada corrigindo o seu improviso. O que fora comparado a uma divergência entre duas torcidas de futebol poderá mudar de rumo. Aí o pensamento já não será do presidente. Disso ninguém tenha dúvida.
A continuar nessa marcha, chegará o momento em que a maioria da população achará que ele não mais governa o país.
Escrito por Cazé às 12h22
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Elias: um lutador O ex-deputado Elias Ximenes do Prado está visitando antigos aliados políticos com vistas ao lançamento do maior número possível de candidatos a deputado estadual pela nova sigla que adotou, o PT do B. Um dos visitados é Celso Barros Coelho, que na eleição passada disputou uma cadeira na Câmara Federal. O desejo de Elias é dar ao seu novo partido uma bancada estadual expressiva. Ele só está convidando nomes que já disputaram a eleição anterior e, com base no número de votos de cada um, faz a sua projeção. Não pensa em lançar candidato a deputado federal, mas em apoiar, mediante aliança, nomes de outras siglas.
Escrito por Cazé às 17h36
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Prognóstico O alerta é de quem entende do assunto, o deputado federal Júlio César de Carvalho Lima (DEM): o Piauí dificilmente receberá os recursos decorrentes de emendas parlamentares. Foram empenhados menos de R$ 100 milhões de um total de um total de R$ 180 bilhões. A notícia está no 180graus. Tomara que a segunda cifra esteja errada. O deputado Júlio César fala com a responsabilidade de líder da bancada piauiense na Câmara e faz outras observações pouco lisonjeiras para o governo do PT em relação ao Piauí. Ele sustenta que o Estado enfrenta problemas no que diz respeito à atenção do governo federal na priorização de recursos. Cita o exemplo dos projetos estruturantes. Depois de afirmar que, de acordo com dados do IBGE, o Nordeste como um todo continua tendo o mesmo percentual da renda per capita brasileira que tinha há 21 anos, Júlio César foi enfático: "o Piauí era o penúltimo na renda perca pita do país e hoje é o último, foi ultrapassado pelo Maranhão porque o Maranhão recebeu investimentos como é o caso da instalação da Alumar. Isso traz emprego e traz renda". Júlio César não comunga do pensamento de que o Nordeste recebe maior atenção no Governo Lula. Ele criticou a atenção que vem sendo dispensada à região pelo Governo Federal desde as administrações passadas até hoje. Após ter participado de um debate com o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Mangabeira Unger, o deputado saiu de lá convencido de que os planos ficam no mundo das idéias. O deputado foi irônico com Mangabeira, ao proferir estas palavras: "Eu só acredito neste projeto, ministro, se o senhor for eleito ministro do Orçamento pelo Nordeste e com autonomia no restante do Brasil". Transformar o Nordeste em uma causa nacional e trazer as questões da região para o centro dos debates foi o mais claro que mangabeira externou para os deputados piauienses. Por essa razão eles não acolheram as suas idéias com entusiasmo.
Escrito por Cazé às 17h35
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