Tristeza não paga dívidas Bocaina esbanja alegria em meio à quebradeira A festa que o presidente da APPM, Francisco Macedo (Macedão), promoveu em seu município, Bocaina, no dia de ontem (11), para entregar títulos de cidadão bocainense a várias personalidades políticas e também para comemorar o seu aniversário natalício, jogou por terra o discurso de quebradeira levado à Assembléia Legislativa, na última segunda-feira, quando do encerramento de uma marcha de protesto contra a diminuição nos repasses federais do PFM e do Fundeb. O Blog não tem a pretensão de achar que o banquete foi financiado pela Prefeitura, mas o espírito da festa em si, com ampla cobertura jornalística no portal180graus, mostrou que a alegria foi grande demais para acontecer na mesma semana do “chororô” por recursos financeiros. Pelas camisetas vestidas na manifestação (Prefeituras fechadas: governo federal quebrou os municípios) e no banquete de Bocaina (Cobertura do Aniversário do Macedão), percebe-se que uma coisa não era a outra. O ambiente era de total confraternização, com a presença do governador Wellington Dias, que nem parecia aquele governante cujo partido (PT) se encarregou de atacar o teor dos discursos dos prefeitos, inclusive o Macedão, no plenário da Assembléia. Para conforto do governante e a quase totalidade de sua base aliada, lá não estava o prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, igualmente atacado pelos governistas na repercussão sobre a marcha de terça-feira e tido atualmente como o político que mais incomoda o governo e parte de sua base. Resta saber se Sílvio foi discriminado ou se deixou de comparecer por algum motivo de força maior. O fato é que, dessa vez, ele não será acusado de estar antecipando campanha eleitoral. Do jeito que a sociedade vem acompanhando os acontecimentos políticos em meio à crise financeira que se abateu sobre os municípios, o prefeito Sílvio Mendes pode não ter perdido nada.
Escrito por Cazé às 20h18
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Companheiros ocasionais Quando a Prefeitura de Teresina se preparava para retirar os vendedores ambulantes da Praça da Bandeira e do calçadão da Rua Simplício Mendes, a bancada do Governo na Assembléia sugeriu publicamente que o governador Wellington Dias não permitisse o uso da Polícia Militar para retirá-los à força. No rastro da bancada governista, o comandante da Polícia, Coronel Francisco Prado, usou os meios de comunicação para dizer a mesma coisa, como se devesse aconselhar o governador. Os vendedores foram levados para o Shopping da Cidade, sem o uso da força, embora sob protestos do PT, que queria adiar a inauguração do Shopping para quando fosse concluída a ampliação do Metrô. Recentemente, a mesma polícia que não seria usada para retirar os vendedores ambulantes da praça, escorraçou, à força, de forma violenta, 700 famílias que ocupavam um terreno de propriedade de familiares do deputado federal Marcelo Castro, membro da base governista e pretenso candidato a governador, na ocupação Alto da Felicidade. Poderão a base do Governo e o comandante da Polícia dizer que o caso Alto da Felicidade foi uma ordem judicial, mas é sabido que, no Estado do Pará, a governadora Ana Júlia, também do PT, corre o risco de perder o mandato por não cumprir decisões judiciais de despejo contra antigos companheiros de invasões, os hoje integrantes do MST. Disse o saudoso senador Antônio Carlos Magalhães que o presidente Lula não socorria companheiros feridos na estrada. Seria o caso de se perguntar se o governador Wellington Dias tem o mesmo comportamento. Os despejados do Alto da Felicidade são ex-companheiros de invasões do PT, queiram ou não os atuais integrantes do partido e do Governo.
Escrito por Cazé às 10h59
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Anoiteceu assim no Alto da Felicidade Ao cair da noite desta sexta-feira (11), quem passasse nos arredores do Alto da Felicidade sentiria logo o cheiro de fumaça. Era a confirmação de uma operação feita com sucesso, por 200 homens da Polícia Militar, cumprindo uma ordem judicial para desocupação de um terreno de propriedade de familiares de um deputado federal da base aliada do governo e pretenso candidato a governador. Cerca de 20 detenções e alguns ferimentos (um soldado atingido pela explosão acidental de uma granada e uma jornalista com a perna queimada por fogos de artifício), adultos e crianças com os olhos ardendo devido aos jatos de pimenta expelidos por policiais. O cenário físico ainda mostrava os tratores usados na demolição de miseráveis casebres e policiais do RONE circulando a área em suas possantes motocicletas. Em locais incertos, famílias paupérrimas amargavam a desilusão da casa própria. Em locais certos, outras famílias meditavam sobre a gigantesca operação. Eram mães e irmãos de policiais querendo entender o sentimento de quem veste uma farda, sendo obrigado a cumprir ordens contra semelhantes tão desafortunados. Nas redações de jornais impressos, de emissoras de rádio, de televisão e de portais eletrônicos, profissionais da comunicação prestando contas aos chefes de reportagens e matutando sobre os dois dias subseqüentes (sábado e domingo). Uma novidade saltou aos olhos de quantos fizeram a cobertura do despejo: a construtora dona do imóvel desocupado já começava a fazer o que devia ter feito antes da invasão, cercar o terreno. As previsões do Blog para a próxima segunda-feira: discursos exaltados de deputados da base do governo colocando a culpa na Prefeitura e colegas da oposição remetendo ao governo do Estado as acusações.
Escrito por Cazé às 21h16
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Tragédia anunciada (II) Com transmissão em tempo quase real, pelos portais 180graus e portalaz, a desocupação de uma área no Alto da Felicidade, por ordem judicial, está trazendo desespero para quase mil famílias, sob os olhares complacentes de autoridades que se comprometeram a solucionar o problema (Governo Estadual e Prefeitura Municipal). Prisões e demolições de barracos estão sendo feitas, numa operação que teve início às 06 horas, quando muitos ainda dormiam. O uso de jatos com pimenta não poupa nem as crianças. Os moradores, que inicialmente não esboçaram reação, com o andar da operação resolveram atear fogo nos próprios barracos, como se dissessem: “nós os construímos, nós os destruímos”. Caso produza resultados mais graves, essa desocupação entrará para a história de Teresina como mais uma tragédia anunciada. A primeira foi a da barragem “Algodões”. Curiosamente, os rostos exibidos nas imagens sobre as prisões não são aqueles que, durante várias semanas, apareceram na mídia, ora intermediando negociações, ora incentivando a reação dos moradores e desafiando autoridades. Os “ausentes” dessa desocupação devem estar acompanhando tudo à sombra de lares bem construídos, talvez até mesmo rabiscando discursos que serão proferidos quando a fumaça baixar, um lado jogando a culpa no preito e o outro incriminando o governador. Entre as faixas exibidas na véspera da desocupação havia algumas que já tinham sido vistas na Assembléia Legislativa, com inscrições mais ou menos assim: “não lavem as mãos com o nosso sangue”, outras simplesmente pedindo socorro.
Escrito por Cazé às 13h09
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Em show de reggae
Minc defende a “erva” O ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, não terá mais como negar que é um grande defensor do uso da maconha. Perante a Comissão de Segurança da Câmara Federal ele “desconversou” o que dissera na marcha da maconha, no Rio de Janeiro, há quatro meses. No último domingo, no interior de Goiás, o espetáculo foi gravado e está no youtube. São mais de três minutos de discurso e dança, ao som de reggae de uma banda do Maranhão. Na fala do ministaro, a apologia clara ao uso da maconha. Em seu discurso dançante Carlos Minc evocou um jogo de futebol da véspera (Brasil e Argentina), para dizer que lá a Justiça descriminalizou a maconha. “O Brasil precisa virar esse jogo”, disse ele, reforçando a tese de FHC, com uma diferença: na condição de ministro do Meio Ambiente, Minc coloca a maconha no centro da Amazônia. “Vamos defender o cerrado, a caatinga, a Amazônia, a maconha, a Mata Atlântica e o reggae. O reggae é a liberdade...” - disse o ministro. Partindo-se do raciocínio de Carlos Minc, o Brasil agora teria que fazer a reforma agrária, de modo a tirar de cena o traficante de maconha. Abririam-se financiamentos para o plantio. De outra forma seria presentear o traficante. Que vendedor não se sentiria satisfeito com o aumento de sua clientela? O discurso deve ter animado também os traficantes de cocaína, pois é sabido que a maconha leva o viciado a buscar drogas mais fortes.Novos viciados, novos clientes. Qualquer pessoa que assista ao vídeo com Carlos Minc pregando o consumo da maconha sentirá vergonha de tê-lo no Ministério do Meio Ambiente. E se essa pessoa for a ex-ministra Marina Silva, a vergonha poderá se transformar em revolta. Resta saber o que dirá o presidente Lula. Que não sabia, por certo ele não dirá. O acesso ao youtube é muito fácil.
Escrito por Cazé às 13h04
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Fernando Monteiro é execrado até por colega do Democratas A contratação de ma construtora com dois endereços, um em Altos e outro em Parnaíba, criada a toque de caixa para executar obras sem licitação, é a mais nova irregularidade denunciada contra o secretário estadual de Defesa Civil, Deputado Fernando Monteiro (DEM). O autor da denúncia é o também deputado, Roncalli Paulo (PSDB), que levou para a tribuna fotografia do endereço fictício em Altos e um documento da Caixa Econômica dando conta do outro endereço, no centro de Parnaíba. A construtora contratada por Fernando Monteiro se chama Petrópolis, e seu endereço em Altos é uma quitanda na Rua Domingos Félix do Monte, 919. Ela ganhou um contrato no valor de R$ 184 mil, para a reforma de um estádio de futebol (Felipão), o que nada tinha a ver com a emergência – afirmou Roncalli Paulo, chegando a revelar que mandou um engenheiro de sua confiança a Altos, onde foi constatada a pintura de um muro ao lado da quitanda, para forjar resposta a uma matéria do portal 180graus. Segundo Roncalli, Fernando Monteiro é hoje um secretário que envergonha a equipe do atual governo, além de ter se incompatibilizado com todos os colegas na Assembléia, sendo também recusado por todas as siglas partidárias existentes no Estado. Apenas um deputado ofereceu aparte a Roncalli Paulo, mas para fazer coro contra Fernando Monteiro. Trata-se de Edson Ferreira, seu correligionário no DEM. Edson Ferreira revelou que o Democratas decidiu afastar Fernando Monteiro do partido, em recente reunião. Ele parabenizou o orador pelas denúncias, chegando a revelar que Monteiro já peitou um chefe político seu com oferta de casas em troca de apoio eleitoral para a eleição de 2010. O deputado Roncalli Paulo concluiu o seu discurso afirmando que Fernando Monteiro assumiu a Defesa Civil pensando que o poder seria eterno.
Escrito por Cazé às 21h27
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Fonte respeitada
Os discursos que tanto incomodaram o governo e o PT, durante a sessão da última terça-feira na Assembléia Legislativa, com os prefeitos municipais, foram feitos com base em estatísticas repassadas pelo deputado federal Júlio César (DEM), um dos políticos que mais colaboram com os governo estadual e federal. Sentado à mesa dos trabalhos, o parlamentar fornecia informações complementares através de bilhetinhos aos oradores seguintes. Logo, não são justas as acusações que o governo e o próprio PT fazem ao prefeito Sílvio Mendes, que em seu discurso não discrepou dos demais colegas e ainda teve o cuidado de mencionar a fonte.
Escrito por Cazé às 10h30
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Os donos da calçada
Estes dois flagrantes foram feitos na Rua Quintino Bocaiuva, ao lado dos cartórios eleitorais. Existem dois tipos de mandatários em Teresina desafiando as autoridades municipais: os donos da calçada e os donos da rua. O primeiro obriga o transeunte a andar sobre o asfalto e o segundo o atropela, se for necessário. O Blog aqui já mostrou a descaracterização da arquitetura no centro da cidade, com as constantes demolições de prédios particulares para transformar o terreno em estacionamento rotativo de automóveis. Agora, tem o desprazer de mostrar grades de ferro cercando a passagem sobre a calçada. Resumindo a “ópera”, a conclusão mais lógica de tudo isso é que o comércio humilha exatamente aquele que ainda faz compra nas lojas do centro, o pedestre. Os ricos, donos de carrões, preferem os shoppings, mesmo os mais distantes.
Escrito por Cazé às 10h11
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Colaboração Do intelectual oeirense, Pedro Ferrer Mendes, o Blog recebeu esta colaboração: Não contaram o chá O tempo da conversa havida entre o presidente Lula e o senador Aloízio Mercadante (PT) para a entrega, em caráter irrevogável, da liderança do PT no Senado, segundo a imprensa nacional teria demorado cinco horas, ao fim das quais o senador paulista foi convencido a não sair. Questionou-se muito, em rodas políticas, esse tempo, mas o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) terminou matando a charada: “somaram com o chá-de-cadeira de quatro horas”.
Escrito por Cazé às 21h11
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PT vai ao confronto com os municípios A bancada do governo na Assembléia fez coro às declarações do governador Wellington Dias sobre a marcha dos prefeitos e às declarações do prefeito Sílvio Mendes, de que o Governo Federal não vem repassando os recursos prometidos a Teresina. O deputado Fábio Novo disse o que o governador Wellington Dias já havia afirmado: “Sílvio mente”. Ele citou números obtidos junto ao Banco do Brasil. Em discurso que durou 45 minutos, Fábio Novo afirmou que Lula repassou mais recursos para os municípios que qualquer outro presidente. Sobre a questão do FPM ele disse que a promessa de repasses ao menos no montante de 2008 está sendo cumprida, faltando atualizar apenas o segundo semestre, mas existe uma medida provisória tratando disso. Segundo Fábio Novo, os primeiros meses do segundo semestre sempre foram mais difíceis, pois é o período da devolução do Imposto de Renda. Chegou mesmo a questionar as gestões de determinados municípios que teriam praticado empreguismo. Disse que tem município emancipado há um ano e meio que já está pedindo parcelamento dos débitos com o INSS. Após ter obtido autorização para utilizar o tempo do colega João de Deus, Fábio Novo recebeu deste um aparte inteiramente solidário. Disse o aparteante que o colega estava usando o seu mesmo raciocínio. Para João de Deus, a marcha dos prefeitos foi marcada por interesses político-eleitorais. O deputado Mauro Tapety (PMDB) afirmou que Fábio Novo estava comprando briga com os municípios, mas não tinha como desmentir que o governo concedeu isenção do IPI às indústrias para as Prefeituras pagarem a conta. Segundo ele, é fato concreto que a queda acumulada nos repasses do FPM já chega a 30 por cento. Para o deputado Leal Júnior (DEM), o discurso de Fábio Novo era digno de elogio pelo levantamento que ele fizera sobre os repasses federais, mas a acusação de que os prefeitos ofenderam o presidente Lula era injusta. “Eu estive o tempo todo na sessão com os prefeitos e não senti essa ofensa. Eles fizeram referência à União e a irregularidades nos repassas ao longo de 15 anos” - frisou. O deputado José Pinto (PDT) afirmou que a ofensa ao presidente Lula estava estampada nas camisetas vestidas na marcha dos prefeitos, onde se lia que o Governo Lula quebrou as Prefeituras. O deputado Xavier Neto (PR), chegou a comparar o movimento dos prefeitos às greves dos trabalhadores, onde o objetivo é obter reajuste salarial, mas entra sempre a questão das condições de trabalho. No caso dos prefeitos, eles lutam mesmo é pela recuperação dos repasses- salientou Fábio Novo concluiu o seu pronunciamento informando que o presidente Lula teria ligado para o governador Wellington Dias, logo após a entrega de tratores para diversos municípios, quando reafirmou o seu propósito de atualizar os repasses aos valores de 2008, através de medida provisória em tramitação no Congresso.
Escrito por Cazé às 21h00
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Estranho silêncio A tentativa de homicídio praticada pelo ex-jogador de futebol Edilson Rodrigues Santos, contra a sua ex-mulher, Leoneide Ferreira, não mereceu, até o momento, manifestações dos movimentos femininos que se posicionaram sobre casos mais simples de violência doméstica. Leoneide recebeu onze facadas, quando se encontrava na residência de um familiar, após ter registrado várias queixas. O ameaçador chegou a ser preso e internado como louco, depois ficou em liberdade. Tais denúncias foram feitas, ao vivo, em programa de TV, pelo promotor de Justiça Francisco de Jesus, que pretende levar o caso a autoridades superiores. No mesmo programa de televisão a delegada da mulher, Vilma Alves, disse que fez tudo o que era possível, mas não conseguiu a prisão de Edilson. Ela fez referência à Lei Maria da Penha, que estaria sendo descumprida no Piauí. É muito estranho o silêncio dos movimentos femininos de Teresina sobre esse caso.
Escrito por Cazé às 20h59
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Conselho vencido Um amigo do senador Mão Santa tinha um conselho para dar a ele, mas fizera uma viagem. Quando chegou encontrou a notícia de que o mesmo já havia se desfiliado do PMDB. Apenas para que o senador possa avaliar o que teria perdido ou deixado de ganhar, vai aqui o tardio conselho do amigo oculto: “ele devia ter se mantido no partido, para ir à convenção, como candidato a senador, mas disposto a participar da chapa majoritária, no cargo de deputado federal, caso o recusassem para o Senado”. Como salvaguarda para uma segunda rejeição, o conselho trazia mais este recurso: “Mão Santa colocaria na chapa proporcional um pretenso candidato a deputado federal, o qual abriria mão, criando assim a vaga salvacionista do senador”.
Escrito por Cazé às 11h15
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Silvio Mendes é o predileto de W.Dias entre muitos “mentirosos” Ao chamar de mentiroso o prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, o governador Wellington Dias acabou atingindo vários outros dirigentes municipais que usaram igualmente a tribuna da Assembléia, no encerramento da marcha dos prefeitos, nesta terça-feira (08), todos eles acusando o governo Lula de ter diminuído os repasses federais para os municípios. Não houve discrepância nas afirmações dos oradores, muitas delas baseadas em dados fornecidos pelo deputado federal Júlio César, um estudioso dos repasses constitucionais da União para os estados e municípios. O governo federal deu maiores atribuições aos municípios, enquanto diminui os repasses, não apenas do FPM, mas também do Fundeb. Todos disseram a mesma coisa. É provável que o prefeito Sílvio Mendes tenha sido o alvo do governador por ser um nome que ameaça o atual poder estadual, mesmo não tendo ainda se declarado candidato a governador. No mesmo diapasão de Sílvio Mendes falaram outros prefeitos, o deputado estadual Antônio Félix, os federais Mainha, Júlio César e Marcelo Castro, além do senador Mão Santa. Na assistência, mais de 100 “mentirosos” aplaudiam os oradores. A participação de Sílvio Mendes na marcha dos prefeitos deve ter incomodado o governador, que não era parte legítima para sair do Karnak, a pé, até a sede da Assembléia, coisa que no passado ele soube fazer, aproveitando todas as oportunidades que surgiram em sua frente. Wellington Dias conhece muito bem os caminhos que o levaram ao poder estadual e não tem certeza de que os nomes de que dispõe para sucedê-lo terão o seu mesmo desempenho e a disposição que o prefeito de Teresina começa a demonstrar.
Escrito por Cazé às 21h19
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Todo homem é valente ao ser “encantoado” O Blog aqui suspeitou que a marcha dois prefeitos contra a queda nos repasses federais pudesse resultar numa declaração de apoio eleitoral ao governador Wellington Dias. Desde que o PT chegou ao poder, nenhuma manifestação contrária teve consistência, mesmo as feitas em Brasília. Acontece que os fatos demonstrados em vários pronunciamentos na tribuna da Assembléia deixaram bem claro que os prefeitos estão “encantoados”. Eles receberam encargos na Saúde e na Educação e agora não têm como honrar os compromissos. O governo concedeu isenções fiscais às indústrias do sul do País para sanar os efeitos da crise financeira internacional, mas quem está pagando a conta são as prefeituras que têm no FPM sua principal receita. A marcha realizada hoje (08) pareceu irreversível. Nela não prevaleceu nenhum partido político. A idéia de ir a Brasília está sendo analisada, com o apoio quase unânime da bancada federal. O deputado Marcelo Castro, de notória afinidade com o governo, foi o primeiro a apoiar a idéia.
Escrito por Cazé às 21h18
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Firma do Piauí em notícia sobre trabalho escravo Consta como sendo piauiense a construtora Lima e Cerávolo, envolvida na contratação de mão de obra escrava para uma obra do PAC, no limite entre os municípios Caçu e Tarumã, no Estado de Goiás. A notícia está estampada no Blog do Josias de Souza, com data de hoje (09). Talvez não interesse muito ao leitor piauiense o fato de a obra pertencer ao PAC. Um escândalo a mais no governo Lula não quer dizer nada. Já a construtora, por ser desconhecida, merece ser procurada, para se saber a quem pertence e a quem apóia eleitoralmente.
Escrito por Cazé às 10h30
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Expectativa na marcha dos prefeitos O Piauí aguarda com expectativa a marcha de protesto dos prefeitos municipais contra a diminuição dos repasses federais, anunciada para hoje. É sabido que os dirigentes municipais sempre disseram “sim” aos cometimentos do governo Lula. Já foram chamados a Brasília para ouvir promessas, quando acreditaram que a crise financeira internacional não atingiria o Brasil. O melhor exemplo a ser seguido é o do prefeito Sílvio Mendes, de Teresina, que disse da sua aflição, com serenidade. O Blog reproduz três tópicos de matéria publicada pelo portal 18ª0graus, referindo-se aos recursos prometidos para a reconstrução dos danos causados pela última cheia na acapital: O dinheiro tem como objetivo a recuperação de ruas, galerias e áreas atingidas nos bairros da zona norte, principalmente Poti Velho. Só que até o momento, transcorridos quatro meses após a reunião em Brasília no qual se tratou da liberação, o município não recebeu "um único centavo." Em 28 de maio o governador Wellington Dias anunciou recursos de R$ 76,9 milhões para atender capital e interior. "Os recursos não chegaram." Mendes manteve um tom sereno ao longo da entrevista. Segundo ele, o não envio destes recursos compromete a recuperação anunciada "e seguramente afeta a credibilidade dos dirigentes públicos, que não cumprem com a palavra empenhada." Garantiu, contudo, que mesmo sem os recursos federais a prefeitura fará a recuperação do dique do bairro Poti Velho, que ficou bastante avariado com as cheias recentes.
Escrito por Cazé às 21h26
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Metrô Em furo de reportagem, o portal Acesse Piauí publicou, no dia 27 de fevereiro deste ano, matéria em que o governador Wellington Dias, minutos antes de visitar o canteiro de obras da ampliação do Metrô, afirmara que a obra seria inaugurada até o mês de agosto. O detalhe da matéria foi de que a data marcada já levava em consideração algum possível atraso. São decorridos seis meses, a obra não foi concluída e tudo indica que uma nova data ainda não foi fixada. Depois do anúncio, a única coisa que se ouviu falar do Metrô foi que a Prefeitura devia adiar a inauguração do Shopping da Cidade, para que o evento ocorresse junto com a entraga da estação de passageiros ao lado. Sem a integração prevista no projeto, os comerciantes não teriam clientes. Essa falsa professia ganhou as tribunas da Assembléia e da Câmara Municipal, em inflamados discursos do PT.
Escrito por Cazé às 11h38
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Imprensa dos outros 01 - Sob o título “D. Luizinácio: Independência, o mote”, uma charge no Blog do Josias de Souza mostra o presidente Lula repetindo o Grito do Ipiuranga. Com uma mangueira na mão ele evidencia o pre-sal. Presente melhor não poderia haver, nesta véspera de 7 de Setembro. 02 - Na Veja online, Augusto Nunes fala sobre raridades que ele anda procurando e não encontra. Seguem dois tópicos sobre o assunto: Ando procurando há muito tempo duas brasileirices que, como a ararinha-azul, existem oficialmente mas nunca aparecem: o entrevistado-pelo-instituto-de-pesquisa e o comunista-assumido-com-menos-de-100-anos. Conheço gente que jura ter conhecido um entrevistado pelo Ibope ou alguém que abranda a olímpica solidão de Oscar Niemeyer. Um amigo garante ter visto as duas raridades. Eu nunca vi. Só acredito vendo. A essas obsessões somou-se há quase sete anos uma terceira: procuro um petista-desempregado. Não conheço nenhum, nem conheço quem conheça. Se os leitores também não conhecerem, a espécie será declarada oficialmente extinta. E um comício com a dupla Lula e Dilma vai festejar o sucesso incomparável.
Escrito por Cazé às 11h34
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