Golpe inusitado A situação de Honduras, depois que o Brasil deu abrigo político ao presidente deposto, Manuel Zelaya, é cada vez mais inusitada. Está na grande mídia a sugestão mais sensata, porém a mais ignorada. É o presidente interino, Micheletti, que está colocando como solução para a crise a realização de eleição, por sinal já marcada para novembro. A realização de eleição sempre foi proposta em todos os golpes de estado, mas pelos que perderam o poder. Por quem está mandando é a primeira vez que se ouve falar. Ainda não se alegou que atualmente não há condições para se realizar a eleição em Honduras. Apenas a OEA faz seu questionamento, já se furtando a apoiar o pleito. A mídia brasileira está poupando o presidente Lula de entrevistas, não se sabe se pela sua ausência no país ou se de propósito. Ele seria a pessoa mais indicada para uma opinião, já que mantém o ex-presidente na embaixada do Brasil: Honduras deve ter eleição em novembro, ou somente quando Zelaya puder ser candidato? Eis a pergunta. As mensagens que Manuel Zelaya faz chegar aos seus seguidores não são de quem veio em missão de paz. As ruas da capital hondurenha estão cheias de chapéus do tipo Zelaya, com inscrições revanchistas. O Blog aqui não tem dúvidas de que o retorno apressado de Zelaya teve o objetivo de adiar o processo eleitoral em marcha. Ao ex-presidente não interessa a realização do pleito, embora haja candidato do seu esquema concorrendo. Só interessa a sua posse no cargo. Pelo menos tem sido esse o refrão diário. O presidente interino já acenou com a entrega do poder a uma pessoa neutra, mas isso não tem despertado interesse nos apoiadores de Zelaya. Até a notícia sobre o uso de gases tóxicos e radiação, visando expulsar Zelaya e seus adeptos, parece não ser verdadeira. Está também na grande mídia informação da Cruz Vermelha, que já esteve na embaixada e dá assistência aos feridos nos confrontos, mas não faz referência à suposta intoxicação dos albergados do Brasil na sua embaixada. Mas é preciso levar em conta até mesmo o que parece não ser verdade e, com base nisso, fazer ver ao presidente Lula que cabe a ele dar asilo a Zelaya, não na embaixada do Brasil em Honduras, mas aqui mesmo no Brasil, pelo menos até a instalação de um governo definitivo no país. O próprio governo interino de Honduras vê nisso uma saída honrosa.
Escrito por Cazé às 20h18
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Barulho contra o concerto O discurso do presidenciável Ciro Gomes é parecido com o de Alberto Silva, quando ele era candidato a senador pela sublegenda da Arena, contra Dirceu Arcoverde. Ciro elogia o presidente Lula, mas é provável que o faça pensando em amealhar parte das intenções de votos que ainda sustentam a candidatura de Dilma Rousseff nas pesquisas. Nada garante que, uma vez liderando as pesquisas, o pré-candidato do PSB continuará fazendo o jogo do Planalto. Ele poderá dividir com José Serra o discurso de oposição, quando chegar a fase mais quente da campanha. Até hoje não se conhece nada mais prejudicial a um concerto musical do que um barulho fora do teatro. Ciro Gomes está fazendo esse barulho com competência. Não é por acaso que o PT está reforçando as caminhadas de Dilma.
Escrito por Cazé às 10h17
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Gases tóxicos na embaixada? As fotos publicadas em veja.com.br, onde o ex-presidente Manuel Zelaya aparece, juntamente com vários companheiros de abrigo na embaixada brasileira, usando máscaras hospitalares, lembra mais um amontoado de pessoas evitando a gripe suína na sala de um pronto socorro. Para o blogueiro Reinaldo Azevedo o alarme de Zelaya a uma emissora de rádio é falso. A informação transmitida pelo presidente deposto acrescenta que algumas pessoas vomitaram sangue. Ele faz um apelo à Cruz Vermelha. A foto mostra Zelaya apontando o dedo indicador para o chão. Ele disse também que haveria radiação no interior da embaixada. O governo interino nega qualquer possibilidade de ter sido espalhado gás tóxico na embaixada. Se o alarme de Zelaya não se confirmar ele estará definitivamente perdido.
Escrito por Cazé às 20h58
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Humoristas (I) Os humoristas estão mais bem sintonizados com a crise política em Honduras que os melhores especialistas internacionais. Eles trabalham com o inverossímil e, por isso mesmo, correm menos riscos de desmentidos. Maurício Ricardo (charges.com.br), colocou Manuel Zelaya induzindo o presidente Lula a mantê-lo na embaixada, por conta da grande notoriedade que ele teria na mídia. Em desenho animado, aparece na cena, além de Lula e Zelaya, o ministro Celso Amorim, que logo recebe ordens do chefe para mandar o italiano Batistti fazer companhia ao presidente deposto na embaixada. Mais que isso, Lula pede o desarquivamento de um pedido de Bin Laden, outro que deveria também ser abrigado na embaixada do Brasil em Honduras. A cena põe fim à perplexidade do ministro das relações exteriores do Brasil, quando Lula repete a afirmação de Zelaya, de que ele estava sendo o protetor dos perseguidos.
Escrito por Cazé às 13h41
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Humoristas (II) Aqui mesmo no Blog surge o filósofo de botequim, Adroaldino, com um relato de que presenciara o caipira Zé Tramela telefonando para Zelaya, para falar de um chapéu que o mesmo encomendara. Zé Tramela dissera ao ex-presidente que o chapéu é feito de fibras de buriti e de tucum, aromatizado com flores de catuaba, e que por isso mesmo é afrodisíaco. Recomendando cuidados especiais com o chapéu, que deve ser colocado sobre os “possuídos”, por pouco tempo, Tramela diz que o seu efeito é localizado e que se o usuário se sentar sobre ele corre o risco de fazer parte da “diversidade sexual”. Finalmente vem a advertência mais séria de Zé Tramela a Zelaya: o governador de Mato Gorro do Sul teria adquirido idêntico chapéu, mas como fizera uso prolongado do mesmo entre as pernas, acabou ameaçando de estupro o ministro do Meio Ambiente.
Escrito por Cazé às 13h38
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Deputado do PT desafia reitora da UESPI A base do Governo na Assembléia negou assinaturas para a instauração de uma CPI contra a UESPI, proposta pelo deputado Deusimar Brito (Tererê – PSDB), mas mantém atravessada na garganta a reitora Valéria Madeira. Em discurso contundente, na sessão de hoje (24), o deputado Henrique Rebelo (PT), admitiu que poderá representar contra Valéria, para que ela diga qual foi a ilicitude por ele proposta à UESPI. As declarações que provocaram a reação de Rebelo foram feitas pela reitora à TV Meio Norte, onde ela falou de ilicitude a ela proposta pelo deputado. Henrique Rebelo recebeu aparte solidário do colega Leal Júnior (DEM), que disse mais: o deputado não é obrigado a conhecer todas as regras de um órgão, ao pleitear alguma coisa, mas o gestor não tem o direito de dizer, sem apresentar prova, que o pleito foi ilícito. O deputado Henrique Rebelo desafiou a reitora a dizer quais foram os seus pleitos junto à UESPI, lembrando que tem sido um político zeloso no exercício do seu mandato, e que também presta serviço à causa da Educação, através da Fundação Walter Alencar, mantida por ele, sem contar com recursos dos governos estadual e federal. Outro deputado da base governista que se solidarizou com Henrique Rebelo foi Xavier Neto (PR). Nenhum outro deputado defendeu a reitora.
Escrito por Cazé às 21h39
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Não sabia O bordão brasileiro “eu não sabia”, muito utilizado pelo atual governo, desde o escândalo do "mensalão", foi também utilizado na questão de Honduras. A conclusão a que diz ter chegado o governo de Honduras, de que a volta de Manuel Zelaya foi planejada com o conhecimento do presidente Lula, é respaldada em declarações do próprio ex-presidente. Zelaya falou a emissoras de rádio da Espanha e do próprio Brasil, afirmando ter consultado o presidente Lula e o ministro de relações exteriores, Celso Amorim. Com base nisso, o presidente Interino de Honduras está responsabilizando o Brasil pela segurança de Zelaya e algo mais que vier a ocorrer. Há outro fato que ajuda a clarear a participação do Brasil no planejamento da vinda de Zelaya: o presidente Hugo Chávez conta como despistou as autoridades hondurenhas para mandar de volta o presidente deposto, mas não diz nada sobre sua recepção no país onde ele tem mandado de prisão a cumprir. É quase impossível um chefe de Estado mandar de volta ao país de origem um político deportado, sem ter certeza de que ele será abrigado, seja por quem for. A versão do diplomata brasileiro, Francisco Catunda, de que a esposa de Zelaya chegou batendo na porta da embaixada, pedindo para entrar, e que depois entrou o próprio Zelaya e que somente a partir daí eles abriram o jogo e o presidente Lula foi consultado, autorizando a acolhida, parece estória de Troncoso.
Escrito por Cazé às 21h21
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Golpe Para o colunista Reinaldo Azevedo (veja.com.br) não houve Golpe de Estado em Honduras. O presidente Manuel Zelaya foi destituído após ter descumprido a Constituição, em dois artigos pétreos, buscando sua reeleição, mas o cargo foi preenchido na ordem constitucional de sucessão. Assumiu o presidente do Congresso, porque o vice-presidente havia renunciado para concorrer à próxima eleição, que já estava marcada para novembro. Em seu longo artigo o articulista de Veja afirma que a tentativa de golpe está no retorno de Manuel Zelaya, com o apoio do Brasil, Venezuela e Nicarágua. Ele chega a criticar a postura de importantes setores da mídia brasileira, bem como as declarações do presidente Lula. Afirma que o retorno de Zelaya foi planejado para quando Lula estivesse em Nova Iorque, de forma a alcançar maior repercussão.
Escrito por Cazé às 21h20
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Rapidíssimas
Apelido
01 - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, ganhou o apelido de “Zelulaya”, numa charge em que aparece sem o dedo mindinho da mão esquerda. Está no Blog do Josias de Souza.
Semelhança
02 - O filósofo de botequim Adroaldino, colaborador emérito do Blog, descobriu que o presidente deposto de Honduras se parece, fisicamente, com o cantor piauiense Roberto Muller.
Valente
03 - Ainda do Adroaldino, sobre Honduras: com esse Zelaya, o negócio é mato ou morro (ou ele entra no mato ou sobe no morro).
Preconceito
04 - Orador petista, na tribuna do Senado, advertiu o senador Heráclito Fortes, quando este dizia, em aparte, que a embaixada do Brasil em Honduras tinha apenas um motorista e um funcionário na volta de Zeláya. Disse o petista: “cuidado com o preconceito”. Heráclito ficou surpreso e perguntou: onde está o preconceito, senador?
Desfecho
05 - Enquanto não se chega a um consenso em Honduras, devemos esperar o desfecho em Francinópolis - PI, entre o deputado Xavier Neto e o secretário de Segurança, Robert Rios, tudo por conta da nova eleição a ser realizada no município.
Asilo a Monteiro
06 - Existe uma corrente no Democratas querendo dar asilo diplomático ao deputado Fernando Monteiro, dentro do próprio partido. O objetivo é fazer com que o PSDB aceite a aliança com o DEM, sem excluir o parlamentar, que ocupa um cargo no Governo do PT.
Respeito
07 - O deputado Tererê (PSDB) fazia um “discurso” em questão de ordem, contra a reitora da UESPI, Valéria Madeira, quando, a certa altura, bradou: “me respeite, reitora, me respeite! Um assessor parlamentar do PT sussurrou ao ouvido de um colega: "quando o cara usa essa expressão é porque não tem mais argumento".
As cuecas de Dorete
08 - No município de Oeiras há um dito popular muito usado quando uma pessoa diz que outra “só quer ser”. Diz-se o seguinte: “fulano só quer ser as cuecas de Dorete”. Trocando em miúdos: Dorete era um homossexual, já falecido, que passava meses vestido numa mesma cueca.
Ligado em Honduras
09 - O deputado Tererê mal denunciara o corte de água numa penitenciária de Parnaíba, dizendo ter recebido a informação de um popular no município, e o seu colega Henrique Rebelo já produzia o desmentido. Na galeria, um assessor de Henrique observava: o Tererê parece que anda ouvindo o noticiário sobre a embaixada do Brasil em Honduras.
A confissão de Chávez
10 - Não foram os “golpistas” hondurenhos que desmentiram o presidente Lula e o seu ministro de relações exteriores, Celso Amorim, sobre a volta de Zelaya ao seu país, e sim o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Ele disse que despistou as autoridades de Honduras, descendo a detalhes que só os incautos podem acreditar que o governo brasileiro não sabia.
Escrito por Cazé às 13h38
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Golpe:uma desgraça que só se sabe como começa, nunca como termina
O retorno do presidente afastado de Hondauras, Manuel Zeláia, com o apoio do Brasil, já produziu pelo menos um resultado: o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, acfirmou que a instabilidade no país centaro-americano não oferece condições para a realização de eleições, marcadas para novembro, e por isso decidiu suspender a assistência eleitoral a Honduras. É o que noticia a imprensa internacional. Desde o início, o golpe militar que depôs Manuel Zelaia apresentou uma característica atípica: cuidou-se de manter a eleição já marcada antes da deposição. Diferentemente do golpe militasr de 1964, no Brasil, em Honduras quem primeiro enxergou a impossibilidade da eleição foi o secretário-geral da ONU. O regime militar brasileiro foi deflagrado para garantir a eleição marcada para 1965, mas a primeira coisa que fez foi suspende-la. Antes do retorno de Zelaya a Honduras, não havia sequer sussurro de que a eleição não pudesse se realizar. Pelas regras em vigor no país, o presidente de fato e o deposto não seriam candidatos. Manuel Zelaya já sabia disso quando resolveu retornar ao seu país, faltando pouco mais de um mês para a eleição. Resta saber que discurso o preesidente Lula adotará quando ficar decidido que a eleição de novembro em Honduras não será realizada. Manoel Zelaya deve estar exultante com a declaração do secretário-geral da ONU, pois ninguém mais que ele levará vantagem cum um eventual adiamento da eleição em Honduras. Terá mais tempo para se organizar. Ninguém se surpreenda se as forças que condenaram o afastamento de Zelaya, usando o discurso anti-golpe, acabarem proporcionando um golpe dentro do outro. No Brasil de 1964 o movimento popular pacífico que resultou na deposição de João Goulart foi golpeado com a suspensão da eleição direta. Em seguida vieram as eleições indiretas e nessa brincadeira foram decorridos 20 anos, até a restituição das diretas. A grande verdade é que em relação aos golpes de estado só se sabe como eles começam, nunca como terminam.
Escrito por Cazé às 20h55
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Nada a comemorar Não há nada mais parecido um com o outro que o fim da miséria e o começo da pobreza. A partir desse raciocínio, a informação de que 134 mil piauienses saíram da linha da miséria para a pobreza só merece ser festejada mesmo pelo governo que, à falta de avanços maiores, ocupa a mídia para dar maior dimensão ao fato. É tão verdadeiro que o fim da miséria e o início da pobreza são quase a mesma coisa, que as pessoas que passam por essa transformação não percebem. E se percebem não festejam, pois a vantagem não dá para cobrir a despesa com bolo e refrigerante. Mesmo avaliando o comportamento dos bêbados, que de repente ficam ricos, não se vê pelos bares nenhum deles comemorando a propalada saída da linha da miséria ou dizendo que ficou pobre. É fácil entender o bêbado: ele não quer ser pobre. Só lhe interessa sair da miséria se for logo para a riqueza, até porque não existe bêbado pobre.
Escrito por Cazé às 10h30
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A crise em Honduras, segundo os analistas Os analistas internacionais não acreditam que o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, tivesse chegado à porta da embaixada do Brasil pedindo para entrar. Eles acham que deve ter havido toda uma armação sigilosa para esse retorno, embora nenhuma fonte queira assumir isso. O assunto foi comentado pelos jornalistas Roberto Godoy e João Paulo Charleaux, da TV on-line Estado de São Paulo. No GI do Globo, o ex-embaixador do Brasil na Inglaterra (1994-1999), Rubens Antônio Barbosa, que também foi embaixador do Brasil nos Estados Unidos (1999-2004), acredita que o Brasil perdeu a legitimidade de participar da negociação sobre a solução política para Honduras.
"Honduras não vai permitir que o Brasil participe da intermediação porque tomou partido ao albergar Zelaya na própria embaixada. O Brasil não faria mediação porque tomou partido", afirmou Barbosa, em entrevista ao G1.
Na opinião do ex-embaixador, o governo pode ganhar uma "grande dor de cabeça" por ter abrigado o presidente deposto. "A situação é muito grave e acho que as autoridades não estão avaliando a extensão da decisão de permitir que ele entrasse na embaixada. É uma interferência nas decisões de um país."
Ainda sobre a entrada de Manuel Zelaya em seu país, os articulistas da VT Estadão afirmaram que há suspeitas de que El Salvador possa ter trazido o presidente deposto em automóvel diplomático, que geralmente não é revistado. O professor de Relações Internacionais e coordenador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Pedro Paulo Funari, diz que a atitude do governo brasileiro colocou o país em uma "situação delicada" e que "dificilmente o desfecho será positivo para o Brasil".
Escrito por Cazé às 21h47
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Questão polêmica
É impressionante o número de pessoas opinando sobre o abrigo que o Brasil deu ao ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, em sua própria embaixada. A maioria acha que o nosso país deve entregar o ex-presidente para ser julgado em seu país. As respostas são as mais variadas possíveis. Boa parte entende que Hugo Chávez deve estar sorrindo, pois colocou nas mãos do Brasil uma “batata quente”. Outros acreditam que o presidente Lula agora deve agüentar o tranco até o fim. Há ainda quem considere uma humilhação o Brasil pedir proteção aos Estados Unidos para a sua embaixada, inclusive fornecendo o óleo diesel par manter funcionando o gerador, já que a energia foi suspensa. A opinião do Blog aqui, mesmo o signatário sendo um leigo, é de que a inviolabilidade da embaixada não se aplica no caso, pois se trata de abrigo a um refugiado que retornou sorrateiramente ao seu país, com intenções que merecem um “pé atrás”. O presidente Lula afirma que o Brasil e os Estados Unidos não devem aceitar golpes. E se o retorno de Zelaya, nas atuais condições, significar um golpe dentro do outro? E se houver carnificina no retorno de Zelaya, onde estaremos enfiados?
Escrito por Cazé às 13h47
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Esperteza no retorno Há uma situação no trânsito que escapa a qualquer orientação das autoridades do setor. É o retorno. É comum a pessoa entrar no retorno e ser surpreendida por um mau caráter qualquer, que chega de vez e ocupa o espaço, tirando-lhe a visão sobre os carros que trafegam pela pista. Diferentemente dos bancos, onde o prejudicado pelos fura-fila pode recorrer aos funcionários, no retorno não se tem a quem recorrer. O mau caráter acaba sempre levando vantagem. São comuns as discussões, mas o tempo, por ser curto, é sempre desfavorável ao prejudicado. O Blog ouviu algumas pessoas sobre o assunto, e uma delas sugeriu uma solução prática: ao entrar no retorno, o condutor deve ocupar todo o espaço à sua direita. Quem vier com esperteza não terá como tapar a sua visão. No máximo, prejudicará a dele próprio.
Escrito por Cazé às 13h05
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"Flanelinha" é encontrado morto próximo a hospital
O corpo de um vigia de carros (flanelinha) foi encontrado em um terreno ao lado do hospital do Parque Piauí, já começando a exalar mau cheiro, no final da tarde desta segunda-feira (21). Ele é conhecido apenas como “Índio” e foi visto por vizinhos saltando o muro, no domingão pela manhã, o que fazia habitualmente. O Instituto Médico Legal recolheu o corpo sob olhares de curiosos, aproveitando uma parte do muro que desabou com o tempo. O terreno pertence ao Centro Social Urbano do Parque Piauí. Nele deveria ter sido construída uma maternidade, mas o projeto não deu certo. Retiraram da área uma quadra de esporte que servia aos jovens. A utilização do terreno por bêbados e drogados era comum, segundo a vizinhança. O homem encontrado morto no local tinha aproximadamente 25 anos de idade. O 4º DP ficará responsável pelas investigações. Populares serão ouvidos para fornecer mais detalhes sobre a vítima.
Escrito por Cazé às 21h00
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Os trogloditas da direita e os teóricos da maconha O presidente Lula festeja a hipótese por ele mesmo levantada, de que o Brasil não terá candidato da direita ao Planalto em 2010. Os trogloditas, como definiu o presidente, estariam exauridos. Ele não disse, porém, que destino a esquerda traçará para o País. Já na reta final de seu segundo mandato, o presidente resolveu atacar os trogloditas sem citar nomes. Seriam os falecidos integrantes do regime militar de 64 ou os provectos sobreviventes do regime, quase todos aliados do atual governo? Ao considerar integrante da esquerda o presidenciável José Serra, Lula parece não ter ouvido FHC, seu próximo colega de ostracismo. Em entrevista à revista Veja desta semana (páginas amarelas), Fernando Henrique veio à tona com um discurso antigo da esquerda, a legalização (agora descriminalização) da maconha. O ex-presidente falou como leigo, e é possível que a revista só tivesse se interessado pelo tema devido à importância do entrevistado. Carlos Minc, atual ministro do Meio Ambiente, parece mais entendido em maconha que FHC, que alega nunca ter fumado. Seria proveitoso que a esquerda representada por FHC e Lula se unisse no futuro, para tentar, sob efeito de maconha, descobrir onde foi que ela falhou em quase 16 anos de poder. Carlos Minc quer a maconha no centro da Amazônia. FCH reconhece os males que ela causa à saúde humana, mas não se preocupa com o aumento do consumo. Acha até que, não sendo mais proibida, possa ser menos atrativa. A incoerência da esquerda nesse particular está em achar que é possível liberar o consumo da maconha sem premiar o traficante. Por que não defender também a legalização do plantio e a criação de linhas de crédito para os futuros produtores da erva? Talvez a esquerda de FHC e Lula conseguisse fazer o que prometeu em suas campanhas e não cumpriu, a realização da reforma agrária. O Brasil, que tanto vem buscando reconhecimento internacional, se destacaria como grande exportador de maconha. Que se cuide a Colômbia!
Escrito por Cazé às 21h08
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