Polêmica O Tribunal Superior Eleitoral está prestes a decidir se o doador de campanha eleitoral deve ter o seu sigilo fiscal quebrado. Tramita no órgão processo oriundo do Estado de Goiás e já tem parecer favorável. A lei diz que o doador não pode ultrapassar a dois por cento do seu faturamento. Como poderia a Justiça Eleitoral conferir isso, se não por meio da quebra do sigilo? Os partidos e candidatos já se preparam para buscar seus doadores, mas dependendo da decisão do TSE, muitos doadores poderão se escafeder. Ainda resta aos candidatos o chamado “caixa dois”. O mais estranho é que quase todos os candidatos se apresentam como pobres, enquanto buscam doações milionárias. E o financiamento público de campanha não foi adotado ainda.
Escrito por Cazé às 19h37
[]
[envie esta mensagem]

Comediante O advogado Celso Barros Coelho não vê nenhum demérito em relação ao Piauí, na entrevista que Dada Coelho, a comediante nascida em Floriano e que foi entrevistada de Jô Soares na madrugada da última sexta-feira. “Em primeiro lugar, o sobrenome Coelho já trás uma aproximação pessoal dessa moça comigo". Em segundo, é admirável a sua desenvoltura na televisão, com referências a fatos que nos levam a risos espontâneos e até gargalhadas. É um espírito dotado de grande vivacidade – disse ele. Enquanto isso, dado ao seu acendrado amor ao Piauí, Celso Barros não deixou sem respostas as agressões verbais que, no ano de 2003, o jornalista Augusto Nunes proferiu contra o Piauí, em artigo no jornal do Brasil. Em resposta publicada em dois jornais locais, Celso jogou duro contra o articulista, reproduzindo um pensamento de Zolar, no “Acuso”: "quem semeia, a tal ponto, a tolice e a mentira, forçosamente colhe a demência”.
Escrito por Cazé às 12h43
[]
[envie esta mensagem]

Rapidíssimas 01 – O governador Wellington Dias repudiou o humor de Dada, na sua melhor parte, onde ela diz que de cada dez crianças que nascem com vida no Piauí onze morrem. Matematicamente é impossível o que diz Dada, mas a sua mensagem vale como crítica à mortalidade infantil. 02 – A afirmativa do presidente Lula, de que Jesus faria coalizão com Judas, caso viesse a governar o Brasil, não recebeu nenhuma avaliação do governador Wellington Dias. Ele estaria de acordo? 03 – Corajosa e lúcida foi a observação de Silas Freire a Robert Rios, quando os dois tratavam ainda do caso Benedito Borges: “eu soube de tudo no dia seguinte, mas não divulguei” – disse o apresentador do “Agora”. 04 – O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, recusou a proposta do interino Roberto Micheletti, para que ambos renunciassem como forma de normalizar a vida no país. Zelaya pede respeito às urnas que o elegeram, enquanto Micheletti pede respeito às urnas que esperam os votos do próximo pleito, marcado para o final de novembro. 05 – O presidente Lula deseja criar um órgão superior ao Tribunal de Contas da União, com autonomia para decidir sobre a paralisação de obras públicas. Isso seria um precedente perigoso. Cada governante se sentiria no direito de criar o seu próprio órgão fiscalizador. 06 – O secretário estadual do Meio Ambiente, Dalton Macambira, se recusou a participar de um debate com os ambientalistas Judson Barros e Francisco Soares, na TV Meio Norte, mesmo estando na sede da emissora. Quando os dois viraram as costas ele adentrou ao estúdio. 07 – O secretário de Segurança, Robert Rios, se ofereceu para acompanhar o apresentador de TV Silas Freire, com uma filmadora, numa incursão por bares da periferia, onde, segundo afirma, desfilam muitos “bacanas” da elite procurando garotos para programas. Essa seria uma estranha forma de combate à corrupção de menores. 08 – Ainda sobre a comediante Dada, no Jô Soares: ela disse que apanhava da própria mãe, quando era flagrada lendo um livro qualquer. 09 – O secretário do Meio Ambiente, Dalton Macambira, mostrou-se exultante, no programa comandado por Silas Freire, por não haver aguapés no rio Poti este ano. Na visão dos especialistas isso significa que o rio perdeu a sua capacidade de autodefesa contra a poluição. 10 - Às pessoas que não assistiram à entrevista da comediante Dada, no Jô Soares, o Blog aqui sugere que ouçam a parte em que ela conta como foi o sepultamento do seu próprio pai.
Escrito por Cazé às 21h59
[]
[envie esta mensagem]

Dada no Jô: assuntopara reflexão Natural de Floriano, Dacimeire Coelho (Dada Coelho) foi a atração do Jô Soares na madrugada desta sexta-feira (23). Ela é jornalista e atriz, desconhecida em nosso meio, mas tem talento de sobra. É provável que Dada venha a sofrer campanhas de repúdio, com requerimentos aprovados em Câmaras Municipais e Assembléias Legislativas. Em outros momentos o piauiense já se comportou com indignação contra seus detratores, sobretudo contra aquele diretor da Phillips, que foi persona non grata, chegando a causar queda na venda de aparelhos da Phillips. Com Dada acontece o contrário: ela começa o seu deboche com os seus próprios pais e irmãos. Quando diz que de cada dez crianças piauiense que nascem com vida onze morrem, e que os que chegam aos oito anos com dentes são premiados, nos chama à reflexão para a mortalidade infantil, seja qual for o percentual.
Escrito por Cazé às 13h14
[]
[envie esta mensagem]

PT quer o MST na campanha de Dilma O Partido dos Trabalhadores (PT) está se tornando mais claro, mais objetivo, nesta reta final dos seus oito anos de poder. Em alguns Estados o partido se apresenta como superior ao governante local. No Piauí foi manchete de jornal a notícia de que o PT teria liberado o governador Wellington Dias para ser candidato ao Senado. A submissão a que se submetera, em nome da governabilidade, convivendo com velhos e conhecidos adversários, não fez o PT apagar da sua memória o sonho de combater a “elite corrupta”. Até mesmo a cumplicidade com o vandalismo do MST, que era mantida em segredo, até bem pouco, agora é destaque em declarações da direção do PT em São Paulo. É destaque na imprensa nacional um convite do PT ao MST, para que ele participe das discussões sobre o governo Lula e a campanha de Dilma Rousseff. Segundo o secretário de Movimentos Populares do partido, Renato Simões, "o PT nunca deixou de apoiar o MST, mesmo que faça algumas críticas". João Paulo Rodrigues, um dos principais líderes do MST, dividirá uma mesa de debates com o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, e o presidente da CUT, Artur Henrique. Dilma também estará no evento, em uma mesa separada. Publicamente, a relação entre o MST e o governo aparentava estar estremecida, principalmente após a polêmica imagem de um trator sendo usado pelo movimento para derrubar pés de laranja numa fazenda em São Paulo. Lula chegou a caracterizar o ato de "vandalismo". A folhaonline trás as informações dos dois parágrafos acima, acrescentando que além de MST e CUT, participarão também UNE, Contag e outros. "Queremos discutir a conjuntura, fazer um balanço do governo Lula e convidar os movimentos a um diálogo sobre 2010", diz Simões à folhaonline. O Blog aqui entende que o presidente lula acabará tendo a discussão plebiscitária que imaginara para 2010, com uma diferença: o eleitor não manifestará preferência por candidato, mas sim por ideologia: decidirá se aceita o tipo de esquerda que o PT planeja para o futuro ou outra forma de governo que não constitua ameaça à propriedade privada. Resta saber onde ficará a Igreja Católica, que em boa parte apoiou o tipo de esquerda apregoada pelo PT, depois que o presidente Lula estimou que Jesus Cristo faria coalizão com Judas, caso viesse governar o Brasil.
Escrito por Cazé às 11h39
[]
[envie esta mensagem]

Adroaldino e a idéia do filme “cala-te boca” Após um sumiço de várias semanas, comparece à redação do Blog o filósofo de botequim, Adroaldino, com uma revelação surpreendente. Ele disse que pretende fazer um filme sobre a recente declaração do presidente Lula, de que Jesus Cristo faria uma coalizão com Judas, caso voltasse à terra. Adroaldino disse que a notícia de que o BNDES financiará um filme que conta a história do “mensalão” o levou a idealizar o seu filme sobre a declaração de Lula. Ele já escolheu até o título (cala-te boca). O filósofo afirma que pretende concorrer com Frank Aguiar, o cantor piauiense que está sendo financiado pelo governo do PT no Piauí, no seu filme “sonho de um sonhador”. Sem entrar em detalhes, Adroaldino afirma que o seu filme contraria todas as previsões do presidente Lula sobre Jesus Cristo. Ao invés de fazer aliança com Judas, o Messias apareceria açoitando “fariseus petistas”, como fizera com os vendilhões do templo – enfatiza, sorridente.
Escrito por Cazé às 22h09
[]
[envie esta mensagem]

O “messianismo” de Lula e o voto das mulheres Em tom ameaçador, o presidente Lula faz discurso inflamado, desafiando a Justiça Eleitoral. As inaugurações estariam apenas começando, disse ele remoendo o passado e cantando as pedras de um futuro no qual só vislumbra a vitória de Dilma Rousseff. De quebra, ele afirma que os adversários estão nervosos. Mas os sinais de nervosismo são do próprio presidente. O presidente Lula precisa desconfiar um pouco das mulheres brasileiras, que não costumam eleger governantes do mesmo sexo. A propósito, uma leitora do Blog mandou um e-mail dizendo que hoje só votaria nas seguintes mulheres (Indira Gandhy, Jacqueline Kennedy, Princesa Dayana, Irmã Dulce e Madre Tereza de Calcutá), pelas decepções sofridas em antigos “carnavais”.
Escrito por Cazé às 12h15
[]
[envie esta mensagem]

W.Dias e a equação da onça, do bode e do feixe de capim O governador Wellington Dias está diante de uma equação política comparável a aquela da onça, do bode e do feixe de capim. O matuto levava uma onça, um feixe de capim e um bode, mas teria que atravessar o rio numa canoa que só comportava ele e um dos três objetos. Inteligente, o matuto pôs na canoa o bode, deixando a onça e o feixe de capim na margem do rio (onça não come capim). Na volta, eis o dilema. Levar o capim seria arriscado, pois não poderia deixá-lo entregue ao bode. Levar a onça, pior ainda. Veio então o estalo: “eu levo o capim, trago o bode de volta, depois levo a onça e volto para pegar o bode”. Deu tudo certo. Vejamos agora o que faria Wellington Dias. Ele ficaria no cargo até o final do mandato, sepultando o sonho do vice, Wilson Martins, de ser governador e comandar a sucessão? Ou então, deixaria o cargo para disputar o Senado, votando em um candidato a governador do PT, contra Wilson Martins? Ou, mais arriscado ainda, disputaria o Senado apoiando João Vicente para o governo, contrariando igualmente Wilson e dando ao PT a vaga de vice e deixando o PMDB à vontade para apoiar Sílvio Mendes? Caso o leitor venha a encontrar uma solução que favoreça a Wellington Dias, que passe a receita para o Blog. Ela será publicada com destaque.
Escrito por Cazé às 12h14
[]
[envie esta mensagem]

Confundido O governador Wellington Dias teve o seu nome pronunciado durante reunião de senadores para discutir a volta de Lina Vieira, a mulher da agenda. O cara quis dizer Wellington Salgado e foi reparado, na hora. O PT deverá considerar isso um fator positivo, um sinal de que o governador já faz sucesso, antes mesmo de decidir se será candidato ou se ficará no cargo até o final do mandato.
Escrito por Cazé às 12h11
[]
[envie esta mensagem]

Pagando o “pato”. O Estado do Piauí acaba de ser ofendido por uma moça da equipe de Reynaldo Gianicchinni, conhecida como Bárbara, devido a um desacerto com um empresário que promoveu evento com o artista na capital. Segundo noticia o portalaz.com.br, direto de Brasília, a moça teria dito o que segue abaixo, ao desembarcar no aeroporto do Distrito Federal: Eu vou avisar a todos os produtores para cancelarem seus shows nessa cidade. Teresina é um C... de gente suja, cidade feia, povo feio e mal educado, bando de ladrão, cheia de gente caloteira. É por isso que eu não gosto de fazer nada no Nordeste, prefiro o Sul". Como se vê, o desabafo atingiu exatamente quem paga pelos shows trazidos de fora, sem nenhuma culpa pelos desacertos entre artistas e empresários. O Blog aqui entende que o dinheiro que compra ingressos de shows com gente de fora é sem retorno e representa uma sangria para o desenvolvimento do Estado. O Piauí só importa espetáculos. Não vende o que produz, fora daqui, porque não existe uma política cultural de governo nesse sentido. Vivemos o “provincianismo” próprio de estado subdesenvolvido, o que é muito ruim para a nossa imagem lá fora. O caminho de quem não sabe explorar (no bom sentido) é mesmo ser explorado (no mau sentido).
Escrito por Cazé às 22h16
[]
[envie esta mensagem]

Um ganho e uma perda A Assembléia Legislativa acrescentou mais um protesto contra a atitude do secretário de Segurança, Robert Rios, por ele ter divulgado declarações de um acusado, em detrimento da vítima, no caso de uma agressão sofrida pelo médico Benedito Borges. O deputado Marden Menezes (PSDB) usou a tribuna, nesta quarta-feira (21), solidário com Xavier Neto e mais cinco colegas que reprovaram o gesto do secretário. Também na sessão de hoje, a deputada Flora Izabel resolveu retirar a reparação que fizera à atitude do secretário. Afirmando que ele a procurara para explicar suas razões e sugerir que a Assembléia exiba a gravação de suas entrevistas sobre o caso do médico. Em sua participação no debate aberto por Xavier Neto, Flora chegou a comparar o gesto de Robert Rios com o de Heráclito Fortes, quando este chamou o colega Eduardo Suplicy de “corno”.
Escrito por Cazé às 22h15
[]
[envie esta mensagem]

Repúdio petista O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nota ao público protestando contra o senador Heráclito Fortes, por ele ter dito em entrevista, na TV, que o seu colega Eduardo Suplicy seria “corno” e que o mesmo teria “se idiotizado”, ao defender o aeroporto de São Raimundo Nonato. O presidente do partido, deputado Fábio Novo, distribuiu release à imprensa, informando ter remetido a Suplicy cópia da entrevista com as ofensas de Heráclito e também da nota de repúdio do PT no Piauí.
Escrito por Cazé às 22h14
[]
[envie esta mensagem]

Humor negro Em forma de conselho, circulou entre os jornalistas que fazem a cobertura política na Assembléia o seguinte texto: “Caso você resolva ser homossexual, preocupe-se com sua proteção. Filie-se ao PT, faça parte do Grupo Matizes e participe, todos os anos, da Parada Gay. Se puder, coloque sua foto em out-door, com a frase orgulho de ser. Caso contrário, você poderá ser intimado a comparecer a uma delegacia para provar que não é “bicha”. Mas se você não quiser ser assumido, defenda-se, sempre afirmando ser macho. Lembre-se que Ney Matogrosso gravou uma música dizendo: Telma, eu não sou gay. Em outra gravação ele disse: porque eu sou é homem, porque eu sou é homem.
Escrito por Cazé às 15h05
[]
[envie esta mensagem]

Certeza e dúvida O Partido dos Trabalhadores tinha como “favas contadas” que o governador Wellington Dias faria o seu sucessor, caso permanecesse no cargo, até o final. Mas não seria bem assim. Alberto Silva ficou, e o seu candidato, Wall Ferraz, não se elegeu. A mesma coisa aconteceu com Guilherme Melo, que não conseguiu eleger Átila Lira. Enquanto isso, Lucídio Portella fez o sucessor, estreando a volta da eleição direta, com Hugo Napoleão. Mas o PT encontrou uma forma de se mostrar forte perante o governador. Reuniu-se e decidiu liberá-lo para que ele mesmo resolva sair ou continuar. Seria o partido mais forte que o governador? Há dúvidas sobre isso.
Escrito por Cazé às 14h58
[]
[envie esta mensagem]

Assembléia reprova atitude de secretário O plenário da Assembléia Legislativa reprovou a atitude do secretário de Segurança do Piauí, Robert Rios, de ter levado a dois canais de TV, de viva voz, informações sobre um atentado violento sofrido pelo médico Benedito Borges, antes que o mesmo tivesse sido ouvido no inquérito que apura o caso. O secretário revelou dados extraídos do depoimento do acusado, um menor que disse ter sido atraído para um quarto de motel, pela vítima, onde ocorrera a agressão. Mesmo sendo também deputado estadual eleito, Robert Rios não foi poupado de críticas pelos colegas, inclusive três membros do PT e um do PDT, partidos da base governista. O pontapé inicial da discussão foi dado pelo deputado Xavier Neto (PR), também da base aliada. Ele usou a tribuna para fazer a leitura de carta divulgada pelo médico na imprensa da capital, quando classificou de antiético o comportamento do secretário. Xavier Neto foi aparteado pelos petistas João de Deus, Paulo Martins e Flora Izabel, e em seguida por Antônio Uchoa (PDT) e Edson Ferreira (DEM), todos eles considerando infelizes as colocações de Robert Rios junto aos meios de comunicação, quando o médico ainda se encontrava sob cuidados médicos em um hospital de Teresina. A deputada Flora Izabel chegou a comparar o comportamento do secretário ao do senador Heráclito Fortes, que teria chamado um colega de parlamento, no caso Eduardo Suplicy, de “corno”.
Escrito por Cazé às 18h37
[]
[envie esta mensagem]

Faria tudo outra vez A sessão plenária da Assembléia mal havia terminado, e já estava o secretário Robert Rios no estúdio da TV Meio Norte, afirmando que faria tudo novamente em relação ao caso do médico Benedito Borges. Ele atacou os colegas que o criticaram, chegando a afirmar que os mesmos falaram sem conhecimento de causa. Robert Rios disse que estão sendo realizados dois inquéritos sobre o caso, admitindo que possa ser feita acareação entre o médico Benedito Borges e os dois estudantes que foram presos. Disse ainda que foram encontradas lentes do óculo do médico no quarto de motel onde ele teria sido espancado. Respondendo a ligações telefônicas dos telespectadores, Robert Rios não admitiu, em momento algum, ter faltado com ética. Respondia a uma pergunta com outras, como no caso de ter revelado a versão do acusado em detrimento da vítima. “será que se fosse um pobre coitado a elite teria reagido?” Robert Rios antecipou um prognóstico sobre a reparação moral que o médico disse pretender exigir do Estado perante a Justiça. Para ele, o Estado não agrediu o médico, pois não esteve no motel. Admitiu haver muitos depoimentos e provas técnicas favoráveis ao Estado. O secretário também deixou transparecer que os meios de comunicação noticiaram os fatos, e que ele já falou depois, visando apenas esclarecer. Falou também do clamor por justiça dos membros da família de um dos acusados, os quais o procuraram na porta de uma das emissoras de TV, prometendo fazer manifestação pública.
Escrito por Cazé às 18h34
[]
[envie esta mensagem]

Deputados tomaram pé da situação Um deputado estadual revelou para o Blog que ele e outros colegas estiveram com o secretário de Segurança, com quem trocaram idéias sobre o caso e ficaram sabendo que o primeiro golpe sofrido pelo médico Benedito Borges teria sido no abdome. Em conseqüência ele teria desmaiado, seguindo-se novos golpes, até a completa imobilização. Também circulou uma informação nos corredores da Assembléia, de que o médico Benedito Borges teria sido levado para o motel após o espancamento. Os agressores teriam feito isso de forma a ganhar tempo para estudar uma forma de se saírem do problema. O deputado que revelou o encontro com o secretário disse que não vê como prosperar essa versão, por uma série de fatos envolvendo a vítima e os objetos do motel. Os golpes aplicados pelos agressores teriam levado a vítima a expelir excrementos que deixaram marcas no porta-malas do carro e nos panos de cama do próprio motel. O secretário teria desprezado o argumento elementar de todo e qualquer chefe de inquérito policial: “não antecipar informações, para não prejudicar as investigações”. A ida de Robert Rios à TV, logo após declarações do delegado que apura o inquérito, só se justificaria se tivesse sido para repreendê-lo.
Escrito por Cazé às 18h30
[]
[envie esta mensagem]

Motivação do secretário Ainda nos corredores da Assembléia, deputados e jornalistas avaliavam entrelinhas das entrevistas do secretário Robert Rios, como um recado que ele teria dado ao presidente do Conselho Regional de Medicina-PI, ainda no primeiro canal a que comparecera: “este é o resultado que o médico Wilton Mendes pediu”. Conhecedores do estilo polêmico e revanchista do secretário de Segurança, alguns deputados não têm dúvida de que o simples desejo de desmoralizar os seus críticos das entidades medicas o levaram a passar por cima da ética. A revelação do depoimento do agressor do médico, logo no início do inquérito, não foi uma questão de transparência.
Escrito por Cazé às 18h26
[]
[envie esta mensagem]

O custo de um passeio O custo do passeio que o presidente Lula fez por quatro estados de grande população (Pernambuco, Bahia, Minas e Ceará) teria sido de R$ 400.000 reais. É o destaque da grande mídia nacional, com o detalhe de que, a pretexto de inspecionar a obra da transposição das águas do São Francisco, o presidente teria antecipado a campanha eleitoral de 2010. A oposição já anunciou que entrará com ação junto ao TSE, mas seria bom não esquecer de que até agora só os pequenos foram punidos com base na lei eleitoral. Não passou de governadores. Os 13 vereadores de São Paulo que perderam o mandato em uma só “canetada” não valiam um presidente da República, nem mesmo os pré-candidatos a presidente que integraram a caravana presidencial.
Escrito por Cazé às 10h28
[]
[envie esta mensagem]

Humor A propaganda governamental e a surdez de Idalina Velhinha vem do interior para a Teresina, em busca de tratamento médico. Hospeda-se em uma pensão próxima ao Hospital Santa Maria. Seu principal problema era um princípio de surdez. Até então só tomava remédios caseiros, numa localidade atrasada do Maranhão, onde somente o rádio era acessível. No primeiro café da manhã, dona Idalina, como era conhecida, se levantou às pressas, com este protesto: “eu não suporto mais ouvir isso”, referindo-se a uma propaganda do governo federal que saia com freqüência. Na hora do almoço, dona Idalina repetiu o mesmo protesto, acrescentando estas palavras: “Isso é uma falta de respeito com a população!”. Ao servir o jantar, a dona da pensão se preparou para questionar Idalina, chegando a aumentar o volume da TV. E sai, mais uma vez, a propaganda governamental. Idalina se levanta e indaga a todos: vocês ouviram a falta de respeito? A dona da pensão perguntou a Idalina a que ela se referia, e logo veio a respostas: você não ouve o governo anunciar. “Brasil, um país de tolos?”. Naquele momento, toda a pensão se rendera à realidade de Dona Idalina, a sua deficiência auditiva.
Escrito por Cazé às 10h23
[]
[envie esta mensagem]

Resta-nos a cobrança externa Traficantes do Rio de Janeiro abatendo helicóptero da polícia, operação colombiana prendendo 40 membros das FARC e os atentados constantes no Afeganistão. Estes são os fatos que ocuparam os principais espaços nos grandes veículos de comunicação do mundo inteiro. De todos esses fatos, os confrontos entre a polícia e os traficantes no Rio de Janeiro mereceram uma vinculação curiosa: as olimpíadas de 2016. Quase todas as matérias começaram dizendo que os confrontos ocorreram duas semanas após o Rio ter sido escolhido para sede das olimpíadas de 2016. Já que a sociedade brasileira não tem sido capaz de pressionar o presidente da República para enfrentar o narcotráfico em sua origem, que o façam os países mais desenvolvidos. As olimpíadas são uma boa justificativa. Não se trata de intromissão em assuntos internos do Brasil. Nada mais universal que as olimpíadas. A propósito dos confrontos no Rio e as olimpíadas de 2016, o jornalista Augusto Nunes, na Veja on-line, escreveu este tópico: “O Rio vai chegar em paz a 2016″, repetiu o governador Sérgio Cabral. O direito de viver em segurança não é um privilégio decorrente da escolha da sede dos Jogos, muito menos uma cláusula do contrato com o COI. É um direito bem mais antigo que a Olimpíada. É também uma imposição constitucional. Comparações com Barcelona, Londres ou Montreal são conversa fiada. Ganhar a guerra declarada pelos ditadores dos morros é uma urgência nacional não porque 2016 vem aí, mas porque o Rio está para o Brasil como Medellín esteve para a Colômbia. A guerra só será vencida com uma ampla e articulada ofensiva dos governos federal e estadual. Antes que os bandidos assumam ostensivamente o controle do resto da cidade, o Estado precisa reincorporar ao mapa real do Brasil os territórios amputados. Isso deve ser feito já, a qualquer custo. A transposição do São Francisco pode esperar.
Escrito por Cazé às 18h49
[]
[envie esta mensagem]

|