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Blog do Caze
 



 

Disputa em convenção do PMDB:

coragem ou esperteza de Marcelo?

É quase inacreditável que o deputado Marcelo Castro (PMDB) aceite ir para uma disputa com o atual governador, Zé Filho, na convenção do seu partido para o governo do Estado. Mais que um político de carreira, bem sucedido, ele preside a sigla a que pertence. Sua persistência é mais que uma crença na vitória interna. É também um ato de coragem perante o Palácio do Planalto.

Ninguém precisa ter experiência política para saber que o governador Zé Filho recebe dois tipos de estímulos. O de seus conterrâneos de Parnaíba e o da presidente Dilma. A presidente sabe que Zé Filho tornaria mais fácil uma vitória do senador Wellington Dias, embora Marcelo Castro pareça um poste nas pesquisas.

O governo do PT sabe quantos peemedebistas já andam se bandeando para o lado do senador Aécio Neves e que uma parte ainda maior não vacilaria na hora de uma debandada, desde que o candidato tucano suba mais alguns pontos nas pesquisas. Desde que abriu mão de disputar a presidência da República, há quinze anos, o PMDB é mais bandoleiro que um gato, aquele que gosta mais da casa que do dono.

Marcelo Castro sabe que seus correligionários estarão menos enigmáticos numa convenção do que sem ela. Sabe também que os que votarem em Zé Filho não terão dificuldades em aderir à sua campanha após o resultado da convenção e numa eventual corrida para Aécio. Somando-se os dois fatores (vitória na convenção e tendência da sigla pro Aécio Neves), Marcelo teria cem por cento dos peemedebistas engajados em sua candidatura.



Escrito por Raimundo Caze às 16h46
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PT ausente em sessão pelas

vítimas de algodões - 1

Justiça condena Estado a indenizações

Na sessão especial pelos cinco anos do rompimento da barragem Algodões – 1 havia apenas um membro da bancada do PT em plenário, o deputado Cícero Magalhães. Os demais se encontravam em outras dependências da casa e deram as caras no início da sessão ordinária.

O rompimento da barragem Algodões se deu no governo Wellington Dias, após ele ter ignorado advertências de que a represa estaria prestes a romper. A sessão especial foi requerida pelo deputado Marden Menezes (PSDB), que acusou o ex-governador Wellington Dias de não ter feito nada pelas vítimas de algodões, mesmo investido no mandato de senador.

A sessão especial da Assembleia coincidiu com o julgamento do caso, pelo Tribunal de Justiça do Estado, que condenou o Estado a pagar uma indenização de R$ 150 mil a cada uma das famílias que tiveram vítimas fatais (são nove). Além disso, o Estado terá que pagar R$ 30 mil para as famílias que foram lesadas, mas não tiveram vítimas fatais e mais R$ 7,5 mil para famílias que tiveram pessoas com ferimentos ou danos leves. No total, são 499 famílias a serem beneficiadas. 



Escrito por Raimundo Caze às 17h44
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Fidelização partidária

O Governo do PT arranjou uma palavra bonita para substituir a velha e conhecida “cooptação”. Pelo menos em relação à atração dos partidos para a candidatura de Dilma Rousseff o termo agora é “fidelização”.

Essa pérola do vocabulário petista foi usada em matéria do portal brasil247, espécie de diário oficial eletrônico do governo. Talvez sem perceber, o portal passou a ideia de que a presidente Dilma já não confia na fidelidade do PMDB.

A desconfiança está explícita na redação do texto, de que a perda de tempo no horário eleitoral com uma eventual saída do PMDB da base governista estaria compensada, na sua quase totalidade, com a “fidelização” de várias siglas menores.

Resta saber a que custo sairia essa “fidelização”, já que a cooptação todo mundo sabe o preço. Um ministério, algumas diretorias em órgãos estatais e alguns favores menores mas de significativo valor. Por quanto sairia a fidelização de um partido pequeno?

Levada à convivência dos casais, a fidelização acabaria com o adultério. Seria o caso de o governo Dilma, uma vez bem sucedido na fidelização dos partidos, criar a “Bolsa Fidelis”. O casal que se mantivesse sem traição ganharia uma determinada importância por mês. Seria um programa para a segunda gestão da presidente, depois que ela conseguisse explicar como conseguiu a fidelidade partidária.



Escrito por Raimundo Caze às 10h50
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