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Blog do Caze
 


Discussão pobre

O Piauí está vivendo a mais pobre discussão sobre sucessão estadual dos últimos vinte anos. Poucos políticos sustentam uma mesma palavra por duas semanas. Assistimos o presidente de um partido político importante, o PMDB, sair da disputa interna por uma candidatura a governador, supostamente torpedeado por um colega da mesma sigla, o atual governador, José Filho.

O mais curioso em tudo isso é a conformação dos membros do PMDB, trocando um candidato que chegou a 19% nas pesquisas, por um que não chegou a 10%, tudo isso por conta da sombra do poder. O pior de tudo é que não ficou claro se o deputado Marcelo Castro foi tragado por uma ambição pessoal do atual governador ou se pela cúpula nacional que apoia a presidente Dilma.



Escrito por Raimundo Caze às 22h08
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Editorial da Veja

O editorial da revista Veja deste domingo desmistifica a política dos movimentos sociais do governo petista, reforçada agora por um Decreto de 22 artigos, da presidente Dilma. Titulo da matéria: “A Farsa dos Movimentos Sociais”.

Para quem está acostumado a assistir audiências públicas em que os participantes são transportados pelo requerente (se não for não aparece quase ninguém), nada impressiona. Porém, o editorial da revista informa que tais movimentos são massa de manobra que se acomoda e se deixa insuflar ao sabor da ocasião.

Diz o editorial que existe grupo de gente branca como a neve, mas que afirma ser descendente de africanos e por isso mesmo invadem propriedades privadas, dizendo que as mesmas já pertenceram a seus ancestrais. O MST é tratado como um movimento retrógrado, que utiliza métodos medievais.

A FARSA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

Une os governos de Lula e Dilma Rousseff o apoio ao que seus ideólogos chamam de “movimentos sociais”, que nada mais são do que grupos organizados para servir de massa de manobra aos interesses políticos radicais. O encarregado de organizar e manter vivos esses grupos é Gilberto Carvalho, que, de sua sala no Palácio do Planalto, atua como um ministro para o caos social. Essa pasta, de uma forma ou de outra, existe em todos os governos populistas da América Latina e se ocupa da cínica estratégia de formar ou adotar grupos com interesses que não podem ser contemplados dentro da ordem institucional, pois implicam o desrespeito às leis e aos direitos constitucionais. Ora são movimentos de índios que reivindicam reservas em áreas de agronegócio altamente produtivas e até cidades inteiras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, ora são pessoas brancas como a neve que se declaram descendentes de escravos africanos e querem ocupar à força propriedades alheias sob o argumento improvável de que seus antepassados viveram ali. A estratégia de incitar esses grupos à baderna e, depois, se vender à sociedade como sendo os únicos capazes de conter as revoltas é a adaptação moderna do velho truque cartorial de criar dificuldades para vender facilidades.

Brasília assistiu, na semana passada, a uma dessas operações. Alguns índios decidiram impedir que as pessoas pudessem ver a taça da Copa do Mundo, exposta no estádio Mané Garrincha. A polícia tentou reprimir o ato, e um dos silvícolas feriu um policial com uma flechada. Atenção! Isso ocorreu no século XXI, em Brasília, a cidade criada para, como disse o presidente Juscelino Kubitschek no discurso de inauguração da capital, há 54 anos, demonstrar nossa “pujante vontade de progresso (…), o alto grau de nossa civilização (…) e nosso irresistível destino de criação e de força construtiva”. Pobre jK. Mostra uma reportagem desta edição que progresso, civilização e força construtiva passam longe de Brasília. As ruas e avenidas da capital e de muitas grandes cidades brasileiras são território dos baderneiros.

Há três meses, o MST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, mandou seus militantes profissionais atacar o Planalto. Gilberto Carvalho foi até a rua, onde, depois de uma rápida conversa, se combinou que Dilma receberia os manifestantes. “O MST contesta o governo, e isso é da democracia”, explicou Carvalho, o pacificador, que, com um dedo de prosa, dissolveu o cerco feroz. O MST é um movimento arcaico, com uma pauta de reforma agrária do século passado em um Brasil com quase 90% de urbanização e 80% da produção dos alimentos consumidos pelos brasileiros vinda da agricultura familiar. Por obsoleto, já deveria ter desaparecido. Mas Carvalho não permite que isso ocorra. O MST faz parte do exército de reserva e precisa estar pronto se convocado. Foi o que se deu na semana passada, quando João Pedro Stedile, um dos fundadores do movimento, obediente ao chamado do momento, atirou: “Só espero que não ganhe o Aécio Neves, porque aí seria uma guerra”. É impossível não indagar: contra quem seria essa guerra? A resposta é óbvia: contra a vontade popular e contra a democracia.



Escrito por Raimundo Caze às 20h14
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