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Blog do Caze
 


Propaganda enganosa

No mundo comercial, quando se vende um produto ruim o normal é devolver o dinheiro ao cliente. Na política brasileira, desde a vigência da reeleição, políticos ruins têm sido reapresentados, com roupa nova e propaganda enganosa.

No caso da presidente Dilma, o Partido dos Trabalhadores a considera incapaz de se reapresentar sozinha, exigindo que o ex-presidente Lula fique colado nela, 24 horas por dia, segundo planejou o marqueteiro João Santana,como se sozinha ela fosse incapaz de dar um só passo.

Usam-se de forma abusiva, as palavras transferência de votos, como se Lula pudesse fazer isso com segurança. O povo, hoje contando com os mais diferentes meios de comunicação, não seria capaz, por si só, de julgar os quatro anos do governo Dilma?

O ex-presidente Lula não terá como evitar seu julgamento, também, nessa nova empreitada. O fato de não estar junto com os companheiros na penitenciária da Papuda não significa que ele seja inocente. Em todas as etapas do processo ficou evidenciado que ele foi beneficiário do “Mensalão”. Portanto, será inevitável seu julgamento na campanha eleitoral que se aproxima.

Em artigo de jornal publicado no exterior, a presidente Dilma procura minimizar as manifestações de protesto dos últimos meses, como se, sem elas, não fosse possível uma democracia. Diz a presidente, segundo o portal brasil247:

“É o momento da grande festa internacional do esporte. É também o momento de celebrarmos, graças ao futebol, os valores da competição leal e da convivência pacífica entre os povos", diz a presidente Dilma Rousseff, em artigo publicado neste domingo na imprensa internacional; no texto, a presidente caracteriza as manifestações como reflexo de uma democracia pujante; "Somos também um país que, embora tenha passado há poucas décadas por uma ditadura, tem hoje uma democracia vibrante. Desfrutamos da mais absoluta liberdade e convivemos harmonicamente com manifestações populares e reivindicações, as quais nos ajudam a aperfeiçoar cada vez mais nossas instituições democráticas".

Se tocar fogo em bens públicos e privados, interditar rodovias, pontes e viadutos for convivência pacífica, não teremos mais necessidade da palavra conflito. Se isso for democracia pujante, o que dizer das democracias onde a liberdade convive com a ordem? Mas a presidente tinha que falar na ditadura, como se ela e o seu partido tivessem feito algo pela retomada da democracia. Na ditadura houve ao menos um palpite certeiro. Garrastazu Médici acertou até o placar, assistindo aos jogos sem pegar vaias.

 



Escrito por Raimundo Caze às 10h32
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Discussão pobre

O Piauí está vivendo a mais pobre discussão sobre sucessão estadual dos últimos vinte anos. Poucos políticos sustentam uma mesma palavra por duas semanas. Assistimos o presidente de um partido político importante, o PMDB, sair da disputa interna por uma candidatura a governador, supostamente torpedeado por um colega da mesma sigla, o atual governador, José Filho.

O mais curioso em tudo isso é a conformação dos membros do PMDB, trocando um candidato que chegou a 19% nas pesquisas, por um que não chegou a 10%, tudo isso por conta da sombra do poder. O pior de tudo é que não ficou claro se o deputado Marcelo Castro foi tragado por uma ambição pessoal do atual governador ou se pela cúpula nacional que apoia a presidente Dilma.



Escrito por Raimundo Caze às 22h08
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Editorial da Veja

O editorial da revista Veja deste domingo desmistifica a política dos movimentos sociais do governo petista, reforçada agora por um Decreto de 22 artigos, da presidente Dilma. Titulo da matéria: “A Farsa dos Movimentos Sociais”.

Para quem está acostumado a assistir audiências públicas em que os participantes são transportados pelo requerente (se não for não aparece quase ninguém), nada impressiona. Porém, o editorial da revista informa que tais movimentos são massa de manobra que se acomoda e se deixa insuflar ao sabor da ocasião.

Diz o editorial que existe grupo de gente branca como a neve, mas que afirma ser descendente de africanos e por isso mesmo invadem propriedades privadas, dizendo que as mesmas já pertenceram a seus ancestrais. O MST é tratado como um movimento retrógrado, que utiliza métodos medievais.

A FARSA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

Une os governos de Lula e Dilma Rousseff o apoio ao que seus ideólogos chamam de “movimentos sociais”, que nada mais são do que grupos organizados para servir de massa de manobra aos interesses políticos radicais. O encarregado de organizar e manter vivos esses grupos é Gilberto Carvalho, que, de sua sala no Palácio do Planalto, atua como um ministro para o caos social. Essa pasta, de uma forma ou de outra, existe em todos os governos populistas da América Latina e se ocupa da cínica estratégia de formar ou adotar grupos com interesses que não podem ser contemplados dentro da ordem institucional, pois implicam o desrespeito às leis e aos direitos constitucionais. Ora são movimentos de índios que reivindicam reservas em áreas de agronegócio altamente produtivas e até cidades inteiras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, ora são pessoas brancas como a neve que se declaram descendentes de escravos africanos e querem ocupar à força propriedades alheias sob o argumento improvável de que seus antepassados viveram ali. A estratégia de incitar esses grupos à baderna e, depois, se vender à sociedade como sendo os únicos capazes de conter as revoltas é a adaptação moderna do velho truque cartorial de criar dificuldades para vender facilidades.

Brasília assistiu, na semana passada, a uma dessas operações. Alguns índios decidiram impedir que as pessoas pudessem ver a taça da Copa do Mundo, exposta no estádio Mané Garrincha. A polícia tentou reprimir o ato, e um dos silvícolas feriu um policial com uma flechada. Atenção! Isso ocorreu no século XXI, em Brasília, a cidade criada para, como disse o presidente Juscelino Kubitschek no discurso de inauguração da capital, há 54 anos, demonstrar nossa “pujante vontade de progresso (…), o alto grau de nossa civilização (…) e nosso irresistível destino de criação e de força construtiva”. Pobre jK. Mostra uma reportagem desta edição que progresso, civilização e força construtiva passam longe de Brasília. As ruas e avenidas da capital e de muitas grandes cidades brasileiras são território dos baderneiros.

Há três meses, o MST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, mandou seus militantes profissionais atacar o Planalto. Gilberto Carvalho foi até a rua, onde, depois de uma rápida conversa, se combinou que Dilma receberia os manifestantes. “O MST contesta o governo, e isso é da democracia”, explicou Carvalho, o pacificador, que, com um dedo de prosa, dissolveu o cerco feroz. O MST é um movimento arcaico, com uma pauta de reforma agrária do século passado em um Brasil com quase 90% de urbanização e 80% da produção dos alimentos consumidos pelos brasileiros vinda da agricultura familiar. Por obsoleto, já deveria ter desaparecido. Mas Carvalho não permite que isso ocorra. O MST faz parte do exército de reserva e precisa estar pronto se convocado. Foi o que se deu na semana passada, quando João Pedro Stedile, um dos fundadores do movimento, obediente ao chamado do momento, atirou: “Só espero que não ganhe o Aécio Neves, porque aí seria uma guerra”. É impossível não indagar: contra quem seria essa guerra? A resposta é óbvia: contra a vontade popular e contra a democracia.



Escrito por Raimundo Caze às 20h14
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Disputa em convenção do PMDB:

coragem ou esperteza de Marcelo?

É quase inacreditável que o deputado Marcelo Castro (PMDB) aceite ir para uma disputa com o atual governador, Zé Filho, na convenção do seu partido para o governo do Estado. Mais que um político de carreira, bem sucedido, ele preside a sigla a que pertence. Sua persistência é mais que uma crença na vitória interna. É também um ato de coragem perante o Palácio do Planalto.

Ninguém precisa ter experiência política para saber que o governador Zé Filho recebe dois tipos de estímulos. O de seus conterrâneos de Parnaíba e o da presidente Dilma. A presidente sabe que Zé Filho tornaria mais fácil uma vitória do senador Wellington Dias, embora Marcelo Castro pareça um poste nas pesquisas.

O governo do PT sabe quantos peemedebistas já andam se bandeando para o lado do senador Aécio Neves e que uma parte ainda maior não vacilaria na hora de uma debandada, desde que o candidato tucano suba mais alguns pontos nas pesquisas. Desde que abriu mão de disputar a presidência da República, há quinze anos, o PMDB é mais bandoleiro que um gato, aquele que gosta mais da casa que do dono.

Marcelo Castro sabe que seus correligionários estarão menos enigmáticos numa convenção do que sem ela. Sabe também que os que votarem em Zé Filho não terão dificuldades em aderir à sua campanha após o resultado da convenção e numa eventual corrida para Aécio. Somando-se os dois fatores (vitória na convenção e tendência da sigla pro Aécio Neves), Marcelo teria cem por cento dos peemedebistas engajados em sua candidatura.



Escrito por Raimundo Caze às 16h46
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PT ausente em sessão pelas

vítimas de algodões - 1

Justiça condena Estado a indenizações

Na sessão especial pelos cinco anos do rompimento da barragem Algodões – 1 havia apenas um membro da bancada do PT em plenário, o deputado Cícero Magalhães. Os demais se encontravam em outras dependências da casa e deram as caras no início da sessão ordinária.

O rompimento da barragem Algodões se deu no governo Wellington Dias, após ele ter ignorado advertências de que a represa estaria prestes a romper. A sessão especial foi requerida pelo deputado Marden Menezes (PSDB), que acusou o ex-governador Wellington Dias de não ter feito nada pelas vítimas de algodões, mesmo investido no mandato de senador.

A sessão especial da Assembleia coincidiu com o julgamento do caso, pelo Tribunal de Justiça do Estado, que condenou o Estado a pagar uma indenização de R$ 150 mil a cada uma das famílias que tiveram vítimas fatais (são nove). Além disso, o Estado terá que pagar R$ 30 mil para as famílias que foram lesadas, mas não tiveram vítimas fatais e mais R$ 7,5 mil para famílias que tiveram pessoas com ferimentos ou danos leves. No total, são 499 famílias a serem beneficiadas. 



Escrito por Raimundo Caze às 17h44
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Fidelização partidária

O Governo do PT arranjou uma palavra bonita para substituir a velha e conhecida “cooptação”. Pelo menos em relação à atração dos partidos para a candidatura de Dilma Rousseff o termo agora é “fidelização”.

Essa pérola do vocabulário petista foi usada em matéria do portal brasil247, espécie de diário oficial eletrônico do governo. Talvez sem perceber, o portal passou a ideia de que a presidente Dilma já não confia na fidelidade do PMDB.

A desconfiança está explícita na redação do texto, de que a perda de tempo no horário eleitoral com uma eventual saída do PMDB da base governista estaria compensada, na sua quase totalidade, com a “fidelização” de várias siglas menores.

Resta saber a que custo sairia essa “fidelização”, já que a cooptação todo mundo sabe o preço. Um ministério, algumas diretorias em órgãos estatais e alguns favores menores mas de significativo valor. Por quanto sairia a fidelização de um partido pequeno?

Levada à convivência dos casais, a fidelização acabaria com o adultério. Seria o caso de o governo Dilma, uma vez bem sucedido na fidelização dos partidos, criar a “Bolsa Fidelis”. O casal que se mantivesse sem traição ganharia uma determinada importância por mês. Seria um programa para a segunda gestão da presidente, depois que ela conseguisse explicar como conseguiu a fidelidade partidária.



Escrito por Raimundo Caze às 10h50
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Linguagem petista é uma só

de uma ponta a outra do país

O linguajar petista é um só, de uma ponta a outra do país. Os oradores, nas casas legislativas, usam jargões parecidos, do Senado às câmaras municipais. A preferência pelas utopias também é semelhante, do sul maravilha aos grotões do Nordeste.

Ouvindo um discurso da secretária dos Direitos Humanos da Presidência da República, pela Rádio Senado, Deise Benedito, fiquei impressionado com a facilidade que ela tem para se expressar. Ao mesmo tempo, fiquei decepcionado com os “vacilos” que ela dá, quando vai falar do direito de manifestação.

A secretária dos Direitos Humanos fala do direito de ir e vir com uma paixão irritante. Os manifestantes não podem ser contidos numa marcha em direção a um prédio público ou privado que esteja na mira para ser depredado. Mas os transportes, desde os caminhões de carga, passando pelos coletivos e automóveis de passeio, podem ser retidos na cabeça de uma ponte ou de um viaduto.

Se colocarem Deise Benedito diante de uma criança estuprada e de um homossexual que tenha levado uma tapa na cara por tentativa de assédio a um jovem ou adolescente, ela ficará em dúvida.



Escrito por Raimundo Caze às 10h30
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Deputado faz balanço

sobre segurança pública

Ao se congratular com os colegas da Polícia Federal em greve, o deputado Robert Rios (PDT) fez uma avaliação sobre a segurança no Brasil, afirmando que nunca se matou tanto policial como atualmente. Ele observou que há 30 anos havia mais policiais do que atualmente, embora a criminalidade fosse muito menor.

Para Robert Rios, é incompreensível que a Educação e a Saúde tenham recursos definidos, enquanto a segurança vive de custeio. Ele considera caótica a situação nacional, destacando que dez secretarias estaduais de segurança estavam fechadas por greve. “Falta tudo na segurança. Quando há viatura não há combustível e quando há armas não existe munição, e quando é necessário mandar o policial viajar não existe diária” – salientou.

Robert Rios citou um caso estarrecedor no interior do Piauí (Canto do Buriti), onde existe apenas um delegado de carreira, concursado. Não tem um agente policial e nem escrivão. Para evitar que o delegado, um jovem em início de carreira, sofresse ataque de bandidos, ele, como secretário de Segurança, resolveu fechar a delegacia e instalar o delegado em uma sala da Polícia Militar.



Escrito por Raimundo Caze às 21h31
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Robert Rios agita

plenário da AL

O debate político no plenário da Assembleia Legislativa esquentou, hoje (19), depois que o deputado Robert Rios (PDT) criticou a visita da presidente Dilma ao Piauí. Segundo ele, ela não trouxe nada e ainda alugou um espaço particular, por falta de um centro de convenções na capital. Não tratou da crise na Eletrobrás, mas alugou dois geradores para se prevenir contra uma eventual falta de luz- salientou.

Os deputados Merlong Solano e Fábio Novo (PT) rebateram, o primeiro considerando falta de respeito o tratamento de “aquela mulher”. O segundo afirmou que Robert teve interesses contrariados. Robert anotou quantas vezes seu nome foi citado no discurso de Fábio (46). Por ter o petista afirmado que Dilma saiu de seu trono para meter o pé na lama do Piauí, Robert Rios chegou a considerar a afirmação uma falta de respeito ao Piauí.

Finalmente a acusação em coro dos dois deputados petistas: Robert Rios teria preconceito contra mulheres. Sem nenhuma dúvida, a volta de Robert Rios para a Assembleia tem levado o PT a se municiar de informações que possam favorecer ao governo. O plenário estava um pouco monótono.



Escrito por Raimundo Caze às 21h45
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A visita de Dilma ao Piauí

O portal 180graus.com estampou em manchete que a visita da presidente Dilma ao Piauí foi a pior de todos os presidentes. Mostrou imagens de protestos em Teresina, mas reconheceu que ela foi bastante aplaudida, aqui e em Parnaíba, cidade atualmente governada pelo PT.

A visita de Dilma estava prevista para ser mesmo fraca, a começar pela véspera. Na Assembleia Legislativa dois deputados do PT usaram a tribuna, mas não disseram uma só palavra sobre a visita. Enquanto isso, os deputados Tererê (PSDB) e Robert Rios (PDT) previram o “fiasco” que seria a presença de Dilma no Piauí.

Tererê chegou a antever que ela não trataria da questão principal que afeta os piauienses, o baixo desempenho da Eletrobrás. O Porto de Luis Correia não seria lembrado, disse ele. Acertou em cheio o representante do PSDB.

O deputado Robert Rios criticou a presidente e disse não saber mesmo o que ela viria fazer no Piauí. Apenas o deputado Cícero Magalhães (PT) defendeu a presidente, embora exagerando um pouco nas colocações. Ele disse assim: “essa aí tem história”. Na verdade, a história de Dilma não é lá essas coisas. Foi chefe de um depósito de armas clandestinas da esquerda, não chegando sequer a liderar o grupo. Se foi torturadas, não foi exceção. As pessoas que fizeram história nesse país são muito diferentes de Dilma Rousseff.



Escrito por Raimundo Caze às 21h33
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Pobreza sem vida

social no Brasil

O Brasil verdadeiro agradeceria de coração ao opositor de Dilma que arrancasse do atual governo a máscara da “igualdade social”. O maior programa de transferência de renda, o Bolsa Família, dá R$ 100 reais a cada família miserável, e isso não iguala ninguém à coisa nenhuma. O programa só é grande no número de pessoas que abrange.

Indo ao circo ou ao cinema, duas pessoas (criança e acompanhante) gastariam os 100 reais do Bolsa Família em um só dia. Bastaria uma chuva que obrigasse os dois a tomar um taxi. Ainda ficaria faltando muito para a família dos dois se igualar a outra que tivesse um carro na garagem e uma renda de ao menos R$ dois mil reais por mês.

Independentemente do que o governo petista entenda por vida social, pode-se afirmar que nos quase doze anos de “ufanismo” petista não houve estímulo a atividades sociais das pessoas pobres. No Brasil atual somente as famílias ricas tomam banho de piscina, em casa ou nos clubes que frequentam.

Na década de 1960, Teresina tinha intensa vida social. Quem não era sócio do Jockey Club, da AABB ou das Classes Produtoras frequentava os bailes do Clube dos Comerciários, da Escola São Paulo e do Clube do Marquês de Paranaguá. Os jovens e adolescentes atualmente nem sabem o que seja frequentar um baile. Contentam-se em assistir à Parada Gay.

O Brasil não tem atrativos para tirar os menores da droga. Os estímulos são para recuperar os viciados, nunca para desviá-los do mau caminho. A mídia televisiva mostra, todos os dias, favelas inteiramente dominadas por traficantes. E não existe nenhum programa para impedir a entrada das drogas no Brasil.

Como disse o deputado Robert Rios, a Polícia Federal já não tem como vigiar as fronteiras, pois lhes faltam condições até para abastecer suas viaturas, sem falar na defasagem salarial. O governo parece medir forças com a PF, só porque, em suas operações, encontram grandes quantidades de petistas envolvidos nos mais diferentes crimes.

 

 



Escrito por Raimundo Caze às 12h08
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Desigualdades sociais:um

mal que sempre haverá

Acabo de ler matéria no 180graus, dando conta de que a Justiça estadual concedeu liminar ao Teresina Shopping, para que menores só entrem no estabelecimento acompanhados de adultos responsáveis. Haverá policiamento do estado para impedir o descumprimento das normas. Espera-se agora que os defensores das igualdades sociais não invoquem os direitos humanos.

Não foi para que adolescentes e jovens saíssem puxando armas em ambientes públicos que se fez a democracia no Brasil, com uma gigantesca campanha do desarmamento. Não existe a igualdade social apregoada pelo governo. Não existe também vida social decente no Brasil, porque as condições financeiras da maioria das famílias não permitem que os pais paguem as mensalidades dos filhos em um clube social.

Houve um período do golpe militar de 1964 que o governo liberou a pornografia, de modo a desviar os jovens das ideologias políticas. Petrônio Portella teria sido o artífice dessa medida que deu certo para os ditadores. O atual governo lavou as mãos para a juventude, permitindo que grupos interditassem rodovias, pontes e viadutos em protestos sem justificativa nenhum. Está agora a presidente Dilma, tardiamente, defendendo instalação de delegacias de polícia nos estádios de futebol, para a temporada da Copa do Mundo que se aproxima.

Enquanto a Justiça do Piauí adota uma medida extrema para conter a desordem num ambiente comercial e social como o Teresina Shopping, o ministro da Justiça faz um “pedido” aos jovens e adolescentes, para que façam seus protestos pacificamente. É inaceitável a existência de torcidas organizadas para promover badernas nos estádios de futebol. Seria mais lógico que o ministro pedisse aos jovens que não vaiassem a presidente da República.

Estamos bem próximos de saber como irão se comportar os que afirmam que não haverá Copa do Mundo, e quais as medidas que o governo adotará para não gerar desconforto a milhões de torcedores daqui e os que virão de fora para ver os jogos no Brasil. Foi com medidas paliativas de educação contra as drogas que os traficantes se deram bem, estando hoje a situação descontrolada. 



Escrito por Raimundo Caze às 21h23
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Edson Ferreira e Robert Rios

batem forte em Dilma Rousseff

O retorno do deputado Robert Rios (PDT) à Assembleia Legislativa provocou uma movimentação maior no plenário, depois que ele cobrou mais transparência da Mesa Diretora na colocação de matérias para votação e também pela veemência de seus discursos contra o governo federal. Antes dele, apenas o deputado Deusimar Brito (Tererê – PSDB) atacava diretamente a presidente Dilma.

Na sessão de hoje (06) outro deputado que estava ocupando secretaria, Edson Ferreira (PSD), fez um pronunciamento forte contra a presidente da República. Ele disse não entender como o PT acha que ela vai bem, se toda vez que diminui seu percentual nas pesquisas as bolsas sobem. Edson Ferreira foi aparteado por Robert Rios, que considerou a presidente incompetente. Ele deu conta de má remuneração na Polícia Federal, manifestando sua solidariedade aos colegas de carreira na PF.

A bancada do PT na Assembleia está desfalcada de dois membros que não deixavam ataques ao governo sem resposta. João de Deus e Flora Izabel. O único contundente que continua na Casa, Cícero Magalhães, foi cauteloso ao responder Robert Rios, em aparte a Edson Ferreira. Os deputados Fábio Novo, Rejane Dias e Merlong Solano são bons oradores, mas têm estilo diplomático.

Robert Rios praticamente não exerceu seus mandatos. Durante quase dez anos ficou à frente da Secretaria de Segurança. Com facilidade de expressão e agilidade de raciocínio, ele tem a fama de abrir polêmica. Tudo leva a crer que ele partirá para a reeleição se mantendo na Assembleia. Com uma TV aberta, transmitindo as sessões ao vivo, ele é o que o PT não esperava, sobretudo neste momento de pré-campanha eleitoral.



Escrito por Raimundo Caze às 22h07
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Ataque e defesa em ano

de copa e de sucessão

Em ano de Copa do Mundo não se pode dizer que o ataque é a melhor defesa, isso porque, em futebol, o ataque só produz efeito quando a defesa ultrapassa o meio de campo. Em política é possível substituir a defesa pelo ataque. Foi o que decidiu o Partido dos Trabalhadores, em recente encontro nacional, que resultou na edição de uma cartilha com essa doutrina.

Como seria o ataque do PT em lugar da defesa? Dizer que corrupto foi o governo FHC, e não o de Lula? Isso não convenceria o eleitor, por dois motivos: Lula substituiu o presidente tucano e abafou tudo aquilo que havia denunciado, antes e durante a campanha eleitoral. Como nordestino Lula sabe que corrupção não é farinha, que o agricultor armazena, prevenindo-se contra a seca seguinte.

Lula e Dilma Rousseff têm companheiros presos por corrupção e um refugiado na Itália e vão enfrentar uma CPI para investigar escândalos na Petrobrás, também com um dos envolvidos na cadeia. Querer rebater esses fatos com ataque é ir muito longe na crença de que o povo aceitará isso passivamente. É brincar com a inteligência dos outros.

Outro equívoco do PT é achar que criando um exército de “boateiros” nas redes sociais convencerá o povo de suas utopias. De que adianta dizer que a imprensa livre é golpista, se os veículos que ainda não se renderam ao poder têm uma longa história e foram eles que mais divulgaram as propostas do PT, até descobrirem que estavam promovendo o “embuste”?

A resistência de Dilma em não responder à oposição é diferente daquela em que ela preferiu a tortura a ter que delatar seus companheiros de esquerda. Ali a coragem e a fidelidade mereceram prêmio. Na situação atual, a oposição não precisa de confissão da presidente. Não é ela que está presa. São os seus companheiros de partido, e já está provado que eles não são tão resistentes. Sem qualquer tipo de tortura, já estão praticando delações mútuas.



Escrito por Raimundo Caze às 11h42
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PMDB acostumou com

sombra e água fresca

A recente afirmativa da presidente Dilma Rousseff, de que será candidata à reeleição, mesmo que viesse a perder o apoio da base aliada, sugere uma indagação: que rumo tomaria o PMDB, se, no meio da Copa do Mundo, as pesquisas viessem a sorrir para Aécio Neves ou Eduardo Campos?

Um partido que vem abdicando de candidatura própria à presidência, desde o tempo de Ulysses Guimarães, não ficaria exposto ao sol após tantos anos de sombra e água fresca. Difícil para o PMDB, a essas alturas, seria sair em apoio a um candidato da oposição sem deixar a impressão de que esse apoio seria decisivo para uma vitória.

O que mais chama atenção no PMDB é não ter havido, até o momento, disputa interna pelo cargo de vice-presidente. Até parece que há vantagens maiores do que ser o substituto da presidente Dilma. Será que essa desambição é causada pelo fato de que até agora os presidentes brasileiros não morrem no cargo?



Escrito por Raimundo Caze às 21h14
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